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Adoção de crianças e adolescentes. Um problema de todos
Publicado em 04/06/2019

Esquerda Carneiro

Esquerda Carneiro

Segunda-feira, transformei a sessão ordinária da Câmara Municipal de Vereadores em especial para receber a coordenadora do Grupo de Apoio à Adoção de Bagé, Renata Neiva. Ela compareceu ao Legislativo para falar sobre o trabalho desenvolvido pelo grupo e expor para todos os vereadores e à comunidade, através da TV Câmara e da imprensa em geral, sobre a situação das crianças e adolescentes que precisam de um lar e a importância da adoção.
Aproveitei a oportunidade para destacar o que realizamos à frente da Secretaria de Assistência Social, Habitação e Direitos do Idoso (Smasi). Tenho orgulho de compartilhar com os bageenses o nosso número histórico de 10 adoções entre os anos de 2017 e 2018. Agradeço e muito à coordenadora de Proteção de Média e alta Complexidade da Smasi, psicóloga Lisandra Lucas, pelo carinho e comprometimento com as crianças do município de Bagé.
Nesse período de dois anos na secretaria conseguimos fazer um trabalho de vanguarda e de qualidade para agilizar processos de adoção que estavam parados, como o preenchimento do quadro de funcionários no setor e a qualificação de técnicos, além de estreitar os laços com a Promotoria.
Agradeço de todo o coração as palavras da coordenadora Lisandra. Ao relatar as nossas ações voltadas à proteção especial, visando resgatar amor e proporcionar um lar às crianças desamparadas para que vislumbrassem a perspectiva de um futuro digno, Lisandra soube interpretar todo o empenho realizado sob a nossa gestão, quando, juntos, não nos detemos com barreiras; não importando se era noite ou dia, domingo ou feriado, fomos atrás, corremos por dedicação total para oferecer respeito, dignidade e amor para quem tanto tocou nossos corações.
Sei que a realidade da adoção no Brasil ainda está longe de chegar a patamares que deixe qualquer um feliz. Tanto é verdade que 10 adoções no período de minha gestão na Smasi é um índice alto e chega a ser recorde. Devido ao número de crianças e adolescentes à espera de um lar no país, a maioria na faixa dos considerados “grandinhos” de 8 a 17 anos, dedicar-se ao problema com o objetivo real de tentar amenizá-lo é algo que tem de ser feito de coração, por todos, indistintamente. Essa não é uma causa dos serviços de assistência social. É de todos.

Combate ao abuso e exploração
Sexta-feira, dia 31 de maio, a Câmara sediou a Audiência Pública “Combate ao Abuso e à Exploração Sexual  de Crianças e Adolescentes”, proposta por mim. Participaram o professor do curso de Direito da Urcamp, Rafael Moreira; a conselheira tutelar, Susete Lara; a psicóloga representante da Casa da Menina, Andresa Moura, a psicóloga Lisandra Luas, acadêmicos da Faculdade Ideau, Urcamp, Anhanguera, Uninter, Unip e Senac, além de vereadores.
Minha recente experiência na Smasi fez com que visse de perto a gravidade do problema. Os dados da Secretaria Nacional de Direitos Humanos apontam que a cada 24 horas 320 crianças e adolescentes são vítimas de violência sexual no Brasil, o que é alarmante. É preciso atuar na defesa de quem está tão desprotegido, é preciso denunciar, é urgente diminuir esses números e drasticamente diminuir.
O dia 18 de maio é de “Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes”. Faz parte do calendário brasileiro.  Em Bagé, a programação encerrou com a corrida rústica “Faça Bonito”, no sábado, quando tive a oportunidade de participar e fazer coro às palavras de ordem: Crianças brincam, crianças não são brinquedos! Abuso sexual é crime, denuncie!


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