Viva à Informação
Publicado em 23/10/2012

Edgar Muza

Cidade: Bagé / RS
Radialista, comentarista de política e de notícias de geral. Liderança reconhecida nas áreas de saúde e de Carnaval.
Edgar Muza

Visão Geral

O leitor da coluna já escutou, viu ou leu uma dissidente do governo dos Castros, ser proibida de sair do país para receber uma homenagem da imprensa livre do Brasil. Uma jornalista chinesa que ousou criticar o sistema de governo de lá, foi proibida de usar a internet, tendo seu sinal cortado, e só conseguindo se comunicar com o mundo livre, clandestinamente. Se não tiver nenhuma “montagem” no meio, é uma prova de censura ferrenha dos regimes de exceção. Este filme já passou em nosso cinema. A gente sabe como funcionam as ditaduras. Não podemos conversar com mais de uma pessoa na rua. É proibida aglomeração. Os telefones são “grampeados”. A liberdade de ir e vir nos é sonegada. Felizmente vivemos em democracia, que é o único regime que eu e muitos brasileiros reconhecemos. Mas tem muita gente que combateu a ditadura, porque não era seu “time” que tinha dado o golpe de estado. A maioria deles está sendo julgada pelo Supremo. Outros, continuam conspirando. Até aí nada demais, faz parte do jogo. Agora, o que não pode, é em nome da democracia, desrespeitar as Leis. O que não pode são as autoridades, sabendo do fato, não tomar as providências.
Se você “navegar” (olha como estou moderninho!) pela internet, vai tomar conhecimento de muitos fatos. O importante é saber interpretá-los. Tem muita “porcaria”. Agora tem denúncias, com áudio e vídeo gravados e jogados nas redes sociais que, pelo menos, devem ser investigados pelas autoridades. Uma delas vem do Maranhão. Calma. Não estou colocando, ainda, que lá é a terra de domínio dos Sarney’s. Se você quiser ver o vídeo, basta acessar a coluna do Reinaldo Azevedo, da Veja, e clicar no vídeo gravado por um admirador do colunista, no qual irá comprovar que lá existe milícia que está tratando de “assustar” a população, para que votem em determinado candidato no segundo turno. Como não sou técnico em copiar e colar nesta coluna, dou a fonte e os senhores acessem. A manchete é elucidativa: “— Escândalo no Maranhão – Atenção, Polícia Federal! Atenção!, TRE! Atenção, TSE! Grupo que conta com o apoio do comunista Flávio Dino, presidente da Embratur, organiza uma milícia de militares  em São Luís para interferir no processo eleitoral! Edivaldo Holanda Júnior tem de ser denunciado e cassado!"
A coisa funcionaria mais ou menos assim: um grupo de militares da ativa, segundo a própria voz e imagem do sujeito que discursa, formaria uma espécie de milícia para “pressionar” os votantes a optar por seu candidato. No decorrer de sua fala, ele diz o seguinte: “[Quero] dizer também que nós temos uma missão árdua. Do dia de ontem até o dia da eleição, os militares têm uma missão e que nós não podemos aqui revelar. Nós sabemos que, até o dia da eleição, muitas coisas vão acontecer. E nós, militares, a nossa missão árdua, embora em menor número, mas jamais em desvantagem, mas nós vamos conseguir fazer com que o nosso adversário passe a respeitar um nome que já está prometido por Deus, que é Edivaldo Holanda Júnior, 36 (…)”.
Lá pelas tantas ele acaba dando um exemplo de que o jogo é duro. Que o “pau vai comer” para quem não obdecer as determinações. E faz uma afirmação estarrecedora. Leiam: “É serviço de inteligência. Nós não vamos aqui dizer porque é uma coisa muito louca. É pior do que o grupo que matou Osama Bin Laden”. Procurem ler e ver que a coisa é mais séria do que possa parecer. Por isso a advertência do colunista da Veja, que pede providências das autoridades para entrar de “rijo” na eleição para prefeito em São Luís, no Maranhão. Repito: está gravado em áudio e vídeo. Pode ser montagem? Pode. Mas as autoridades vão ter que averiguar. Certo?

 

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