TSE retoma hoje julgamento da chapa
Publicado em 30/06/2020

Edgar Muza

Cidade: Bagé / RS
Radialista, comentarista de política e de notícias de geral. Liderança reconhecida nas áreas de saúde e de Carnaval.
Edgar Muza

A principal preocupação da chapa Bolsonaro/Mourão reside exatamente na Justiça. E não é para menos. Se o julgamento do Congresso está sob controle, na Justiça ainda não. Politicamente, o governo já conseguiu maioria no Congresso o que se pressupõe que os pedidos de impeachment, embora não arquivados, ficam com ‘aviso’ que o Bolsonaro não pode pisar na ‘bola’, porque a qualquer momento eles podem ir à votação no plenário. Mesmo que Rodrigo Maia tenha afirmado que ‘não é a hora de se tratar do tema’, os compromissos firmados com o Centrão não podem ser descumpridos. Por enquanto, está tudo tranquilo. Basta que os espaços cedidos pelo governo, continuem ocupados pelos representantes políticos indicados pelo Congresso. Até aí, está tudo na santa paz. Mas o julgamento no TSE, que continua hoje, se refere à campanha eleitoral. Mas tem também importância com o que tramita no STF e referem-se ao fake news. Vamos à matéria que a imprensa está dando grande ênfase. O julgamento no TSE, que recomeça hoje é assim entendido pela imprensa. Leia: “O julgamento de ações que pedem a cassação da chapa Bolsonaro-Mourão é o primeiro dos cinco em andamento na Corte. Denúncias podem ser potencializadas por provas colhidas pelo STF sobre divulgação de fake news”. A chapa vencedora das eleições através de Bolsonaro. “Acredita na existência de um complô para tirá-lo do governo e que a articulação passa por ações eleitorais”. Sete ações envolvendo a chapa do presidente Jair Bolsonaro, que estão em curso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), devem prolongar a apreensão do Executivo, pelo menos, até o primeiro semestre do ano que vem. Em meio à pandemia do novo coronavírus e a uma crescente onda de embates entre os poderes. Por mais que seja uma possibilidade remota, novos fatos durante diligências têm gerado preocupação no governo. As mais polêmicas envolvem a denúncia de que ocorreram disparos em massa durante o último pleito para beneficiar o atual chefe do Executivo e prejudicar adversários. Causou, ainda, mais tensão a decisão do ministro Og Fernandes, relator das ações que tratam do assunto, de solicitar ao Supremo Tribunal Federal (STF) o compartilhamento de informações do inquérito das fake news, que mira ataques contra a Corte, principalmente por meio virtual. A avaliação, no Planalto, é de que o fato de apuração ter como alvo apoiadores do presidente Bolsonaro pode servir para potencializar as acusações e dar mais fundamento para o avanço do processo. O chefe do Executivo tem dito a interlocutores que existe “um complô” para tirá-lo do governo e que a articulação passa por ações eleitorais. O CB (Correio Brasiliense, assim noticiou: “Os processos relacionados aos disparos em massa estão, ainda, em estágio de investigação e podem ser concluídos entre este último semestre e o primeiro de 2021. A expectativa é de que eles fiquem por último, justamente por serem os mais polêmicos e que necessitam de maior apuração. A Corte já começou a votar uma das ações, que trata da invasão do grupo - “Mulheres Unidas Contra Bolsonaro” - responsável por reunir 2,7 milhões de membros no Facebook durante a campanha. A alegação de chapas que também disputaram o pleito foi de que hackers mudaram o conteúdo da página e trocaram o nome dela, para mulheres com Bolsonaro. O grupo passou a ser usado para a difusão de mensagens de apoio ao atual chefe do Executivo. No entanto, para Og Fernandes, não ficou caracterizada a participação ou aval de Bolsonaro no ato. O julgamento foi interrompido por um pedido de vistas do ministro Alexandre de Moraes. Mas, como ele já devolveu o processo, o julgamento continuará amanhã”.
Entendam o processo 
Na semana passada, o TSE rejeitou, por unanimidade, ações que acusavam a chapa Bolsonaro-Mourão de ter se beneficiado de outdoors espalhados por todo o país. A propaganda teria sido organizada por apoiadores do presidente, de forma espontânea. A acusação de ilegalidade eleitoral foi feita pelo PT. O partido apontou que outdoors do tipo foram instalados em, pelo menos, 30 municípios. Og Fernandes afirmou que alguns painéis foram instalados antes da campanha e foram financiados por eleitores. “Entendo que a instrução processual revelou que cada grupo agiu espontânea e isoladamente. Não houve prévio ajuste ou coordenação central de qualquer espécie. Alguns agiram em período muito anterior às eleições. Ou seja, no segundo semestre de 2017, confirmando, portanto, manifestação da cidadania e da liberdade de pensamento”. Primeira fase já passou. Hoje, segue o ‘baile’ que, com certeza, vai influenciar a próxima eleição para prefeito e vereadores. Outra ‘novela’ com muitos capítulos. Tá!


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