STF REALIZA SESSÃO DE ABERTURA DO ANO
Publicado em 04/02/2020

Edgar Muza

Cidade: Bagé / RS
Radialista, comentarista de política e de notícias de geral. Liderança reconhecida nas áreas de saúde e de Carnaval.
Edgar Muza

Conforme marca o calendário, ontem de manhã, foi realizada a solenidade de abertura do ano no Supremo. Diversas autoridades do poder compareceram ao evento. Hamilton Mourão foi representando o presidente Bolsonaro, que estava em São Paulo. Estavam presentes o presidente da Câmara, Rodrigo Maia; do Senado, Davi Alcolumbre; da OAB, Felipe Santa Cruz; o procurador-geral da República, Augusto Aras; ministro da Justiça, Sérgio Moro, e ex-ministro do STF, Sepúlveda Pertence. Toffoli destacou que, em 2019, o Supremo julgou casos polêmicos e de grande impacto social e econômico. “Em 2020, permaneceremos empenhados em garantir os direitos fundamentais e a segurança jurídica do país. Faremos isso mantendo um diálogo institucional com todos os poderes”. Bonito. O presidente da OAB, Felipe Santa Cruz, mandou seu recado: "O advogado é indispensável à administração da Justiça. Assim, inauguramos o ano do Judiciário para a vigência de importantes legislações aprovadas no Congresso. Cito em especial a lei do abuso de autoridade, que criminaliza a violação das prerrogativas dos advogados". Foi além ao ‘destacar’, a criação do juiz de garantias. E aqui um recado direto ao então juiz Moro, que é contrário à criação. O instituto foi suspenso por tempo indeterminado pelo ministro Fux. Então, essa é a história de ontem. O resto está muito fraco no Brasil. A OAB afirma ser simpática ao juiz de garantias o que choca de frente com o ministro da Justiça. Ao mesmo tempo, o Congresso Nacional espera a volta de Celso de Melo, para agilizar o processo. Tudo isso soa como politicagem. Mas é uma decisão do próprio Supremo. Então, muitos projetos aprovados pelo Congresso, que foram vetados por Bolsonaro, entram na pauta do Congresso. Só que eles irão esperar o retorno do decano. Faz parte da política. Sobre a volta dos congressistas, a reunião seria realizada às 15h de ontem. Não pude esperar. Mas fica para a próxima coluna. Agora, começa a ‘guerra’ do bem e do mal. Mas isso também faz parte do jogo. Quem tem mais poder? Eis a questão! 
O país dos cientistas
Este comentário fiz questão de colar do JB uma autoria do jornalista Hélio Costa, que já foi senador e ministro de Estado. Creio que ele junta um pouco de cada função pela qual passou para analisar o que pensa o cidadão. É a mais pura verdade e por este motivo que ‘colei’, mostrando a fonte como é praxe do bom e ordeiro profissional da imprensa. Leia com atenção:
O país dos cientistas 
“Os escravos chamavam o filho do senhor de engenho de “doutorzinho”. Os mais pobres ainda se referem ao mais rico como “doutor”. Qualquer portador de um diploma universitário é “doutor” para os menos esclarecidos. Agora, com a conivência da mídia, quem cursou ciências políticas é um cientista e passa a se apresentar e assinar seus textos como “cientista político”. Enquanto isto, os verdadeiros cientistas que nos laboratórios estão realmente fazendo um trabalho científico são chamados modestamente de pesquisadores. Incomoda a quem viveu o ambiente universitário nos Estados Unidos ou na Europa, ver quem se formou em ciências políticas ser chamado de cientista político. Na verdade, nos países do primeiro mundo estes bacharelandos são apenas “analistas” políticos. O prenome cientista é reservado, nos Estados Unidos, na França, na Inglaterra, no Japão, na China e na Rússia, para os verdadeiros cientistas, com teses reconhecidas em todo o mundo. Ou seja, os assemelhados de Einstein, Newton, Pasteur, Sabin, Von Braun e tantos outros. E não podemos esquecer o que o mestre Ariano Suassuna deixou bem claro: ‘se você chama o Ximbinha de gênio da música, de que vai chamar o Beethoven?’ Muitos dos que poderiam ser chamados de cientistas políticos, eram poucos e já se foram: Ulysses Guimarães, pela liderança entre pares; Santiago Dantas, pela cultura; Antônio Carlos Magalhães, pelo comando político; Tancredo Neves, pela união nacional; Afonso Arinos, pela retidão política; Carlos Lacerda pela oratória. Por outro lado, não é justo que os que se graduaram em ciências médicas, ciências sociais, ciências biológicas, ciências contábeis e tantas outras ciências não tenham também o direito de serem chamados de cientistas. Ciência de verdade, reconhecida em todo o mundo, não é prioridade no Brasil. Quem quiser ser cientista de verdade tem de ir embora, como fez a brasileira Lia Medeiros, que participou da equipe que registrou a primeira imagem de um “buraco negro”. Eu concordei com a matéria, tanto é que estou publicando.  Qualquer jogador de futebol, ao fazer um gol é chamado de gênio. Eles desconhecem Puskas, Garrincha e Pelé.


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