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Resumo e conclusão da semana política
Publicado em 05/08/2019

Edgar Muza

Cidade: Bagé / RS
Radialista, comentarista de política e de notícias de geral. Liderança reconhecida nas áreas de saúde e de Carnaval.
Edgar Muza

Na ótica deste colunista. Nem vou retroceder muito no tempo para analisar o que acontece hoje. Nem vou tratar do “mensalão” que considero a abertura do caminho da roça, para que a corrupção fosse combatida. Os leitores (são poucos mas fiéis) sabem minha opinião. Recorrer ao passado, mesmo que rapidamente, irá justificar nossa opinião. O que temos presenciado é a velha política se fazendo presente na dita nova. Ou seja, como diria um filósofo da universidade da sete, “mudaram às moscas o resto é o mesmo”. Declarar na campanha o combate ferrenho à “velha Política”, com certeza deu a vitória folgada ao Bolsonaro. Claro que não foi só isso. A operação Lava-Jato, continuação do “mensalão”, deu asas à população que queria mudanças. Mas aqui entra em campo o Judiciário que se aprofundou na análise de muitos políticos, entre os quais, Lula, potencial candidato à presidência, se não fosse preso. E aqui não vai nenhum juízo de valor, sobre o andamento jurídico e sua conclusão. A persistência tanto dos procuradores da Lava – Jato, quanto do juiz Moro, que comandou todo o processo, buscando provas pra embasar sua decisão, foi bem entendida por boa parcela dos cidadãos. Até aqui uma parte só para reativar a memória dos leitores.

Nem tudo que reluz é ouro. A ficha caiu!

 As investigações, com amplo apoio popular, levou um “soco no queixo” quando Moro autorizou a divulgação do diálogo telefônico entre Dilma (então presidente) e Lula. Quem estava sendo investigado era o ex- presidente, portanto a autorização para grampearem seus telefones, foi do Judiciário. Até aqui segundo consta, plenamente dentro da Lei. Ao ser divulgado seu conteúdo, convite para que ocupasse a casa civil, mostrou que o juiz Moro, sentiu o perigo de que caso Lula saísse de suas mãos, barrado no “foro privilegiado. A partir daí o próprio Judiciário, acionado, proibiu a nomeação de Lula. Foi muito criticada sua decisão porque o juiz de Curitiba, teria passado por cima da Lei, ao liberar a divulgação do diálogo. Não do Lula que estava sendo julgado, mas o grampo atingiu a presidente da República.O processo como todos sabem, ganhou agilidade e Lula foi condenado em segunda instância e está preso. Pois bem a novela segue, e surge agora as denúncias do site do jornalista Greenwald, sobre a atuação da força tarefa da Lava-Jato.

Moro: ministro mostra sua decisão política

Ele teria asfaltado o caminho para seu crescimento político. Sim, porque seguindo o mesmo raciocínio, ao prender Lula, facilitou a vitória expressiva de Jair. O convite, aceito, para ser Ministro fez a “ficha cair”. Hoje não só os procuradores da Lava Jato quanto o atual ministro estão a perigo. Estar a perigo não quer dizer que serão julgados. Porém, e sempre tem um porém, o Site continuou divulgando diálogos entre as autoridades judiciais. Agora a bola da vez é o presidente do Supremo, Dias Toffolli. Quando ele foi escolhido por Lula, o mundo quase caiu sobre sua cabeça. Primeiro contestaram seu saber jurídico dando como exemplo a dificuldade que teve para ser aprovado, inclusive na OAB (é o que muitos juristas e políticos afirmaram). Segundo criticaram porque ele teria sido advogado do PT (ou algo que o valha). Agora, segundo denúncias do Site, o procurador Dallagnol teria iniciado lá atrás uma investigação sobre o crescimento patrimonial do atual Ministro. O STF, protetor que é de seus Ministros, mandou suspender a investigação o que acabou protegendo mais de cem Pessoas que estão na “alça de mira” da lava jato. Quem determinou suspender as investigações, foi Alexandre de Moraes, nomeado por Temer, mas que era indicação do PSDB do qual seria militante. Não sei quanto tempo o procurador vai agüentar a pressão de membros do próprio supremo que querem sua cabeça. Não sei quanto tempo o presidente Bolsonaro vai continuar apoiando seu ministro. Isso tudo é palpável para qualquer cidadão que acompanhe os fatos. E aqui uma constatação: A força tarefa pode ter acertado, ou não, no julgamento de Lula. Não entro no mérito. Agora os meios usados é que estão sendo contestados. Ficou comprovado que as denúncias do site são verdadeiras. Primeiro, o Ministro Moro, e os procuradores, não contestam seu conteúdo. Segundo porque o Ministro Moraes, suspendeu as investigações baseado na denúncia contra Toffoli, seu colega de Supremo. Conclusão: acataram as denúncias do jornalista Green, mas criticam a maneira como foram conseguidas. A decisão sobre suspensão da investigação, se baseou no próprio site. Portando, verdadeiras. Concordam?


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