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Que fase de vaidade passam as instituições
Publicado em 21/10/2019

Edgar Muza

Cidade: Bagé / RS
Radialista, comentarista de política e de notícias de geral. Liderança reconhecida nas áreas de saúde e de Carnaval.
Edgar Muza


É um tema que me chama atenção há bom tempo. Não encontro nenhuma instituição que não dispute vaidades. Cada declaração que a imprensa publica, tanto de políticos quanto de juristas, respinga vaidade para todos os lados. Eu levo pelo caminho que as instituições estão procurando mostrar sua ‘autoridade’. Como se sabe, a febre de vaidade é contagiante. Não tem equilíbrio que deve conduzir à boa política. É debate público entre ministros, juristas, procuradores cada um procurando mostrar sua força. E isso vai até as ofensas públicas. Levo pelo caminho que a ficha ainda não caiu. Muitos ainda estão convivendo com a ideia gerada em 64, pela ditadura. Lembro da frase “bato e arrebento”. A democracia é diferente. É o respeito entre as instituições. Responda rápido: “quem respeita quem”? É crise em cima de crise. A guerra estabelecida pelo presidente Bolsonaro, contra os dirigentes do próprio partido. E ai dividiu, porém, ao dividir, começaram as ofensas. Adivinhe que está se aproveitando? As raposas da política. O presidente da Câmara, instruído pelas velhas raposas que migraram do PFL e com a ‘malandragem” política que recebeu do pai, César Maia, está “deitando e rolando”. Está tentando atrair os comandados de Luciano Bivar (presidente do PSL), para engrossar as fileiras do centrão. Para complicar ainda mais as relações internas do partido, Bolsonaro tentou substituir o presidente da Sigla por um dos filhos. Para tal, teria conseguido a assinatura de alguns deputados. Não se apercebeu que Bivar tinha a maioria e derrubou a intenção de Jair. E não ficou por aí a intenção. Resultado da convenção da última sexta-feira, do PSL, determinou afastar cinco deputados da atividade partidária. Justamente aqueles que resolveram ficar do lado do presidente da República. Os presentes elegeram uma chapa com poder, dentre outras coisas, para destituir ‘a família Bolsonaro’ dos diretórios do partido no Rio e São Paulo. Os deputados afastados perdem o direito de tentar retirar o líder do PSL, Delegado Waldir, do cargo que exerce. Eu fico imaginando as dificuldades que terá o governo para aprovar todos os projetos que estão no Congresso. Se diga de passagem, já tinha enfrentado antes com a liderança do presidente da Câmara Rodrigo Maia. Com a rachadura do PSL, claro, os problemas aumentarão. Terá que ter muito jogo de cintura para conseguir amenizar as violências verbais. Há quem diga que é algo impossível. Então, dias piores virão.
Governador e Bolsonaro entram em atrito

Este é outro caso inacreditável na política brasileira que sugere exame de paternidade. Tão logo o presidente da República anunciou 13º salário para o programa Bolsa Família, mexeu com o governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB). Em sua campanha para reeleição ao governo de Pernambuco, teria prometido a criação do 13º para as famílias beneficiárias do programa no Estado. Aprovou lei em abril deste ano. Agora, acusa o presidente Bolsonaro de lhe roubar a ideia. Há dias, Bolsonaro assinou uma Medida Provisória que vai conceder o mesmo benefício ao programa, que será pago até fim de dezembro ao custo total de R$ 2,58 bilhões. Na transição de governo, fim do ano passado, a equipe presidencial esboçava o benefício. É claro que a medida provisória, por ser do governo federal, se sobrepõe a lei estadual. Então, se Bolsonaro criou a medida e ficar comprovado que o governador aprovou a lei em abril, é claro, que ambos quiseram tirar dividendos políticos. Não sei como o governador pagaria o décimo somente para o estado, se a Bolsa Família é recurso federal, creditado direto na conta do beneficiário. Aí são outros quinhentos. O fato é que a decisão estadual pode ter influenciado a criação do benefício que atingira aos ‘bolsistas’ de todo o Brasil. A MP do presidente da República irritou o governador que emitiu uma nota acusando Bolsonaro de ter lhe roubado a ideia. É uma disputa de paternidade. Quem é o pai da “criança”? Conselho de um senil: Faz DNA!  


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