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PSL E BOLSONARO PREPARAM A SEPARAÇÃO
Publicado em 11/10/2019

Edgar Muza

Cidade: Bagé / RS
Radialista, comentarista de política e de notícias de geral. Liderança reconhecida nas áreas de saúde e de Carnaval.
Edgar Muza

Na coluna de ontem, comecei a analisar os últimos acontecimentos políticos brasileiro. Troca de farpa entre líderes partidários e filho do presidente. É claro que não mudou a opinião que já externei sobre declarações dos filhos de Bolsonaro. Para mim, ele, presidente, continua comandando tudo o que afirmam os filhos. Às vezes, até dá uma “mão”. O bate-boca entre o vereador Carlos Bolsonaro e o líder do governo Major Olímpio foi provocado pelo presidente ao aconselhar a um cidadão, na saída do palácio, para esquecer o PSL. Matéria de ontem nessa coluna. Deputado Luciano Bivar, presidente do PSL, não deixou a bola picando e rebateu: ''Quando ele diz a um estranho para esquecer o PSL, mostra que ele mesmo já esqueceu''. Jair, como sempre, não calou e declarou à imprensa: “Não pretendo deixar o PSL de “livre e espontânea vontade”. Isso quer dizer que só se for expulso. Mas não deixou de advertir: "Comigo fora da legenda, a tendência do PSL é murchar. Se eu sair é natural que muita gente saia também". Ao mesmo tempo, a imprensa dá ênfase a um pedido de registro ao TSE da UDN (União Democrática Nacional), partido que ajudou o “golpe” de 64, que implantou a ditadura no país. Para se ter uma ideia e ajudar aos mais jovens tomar conhecimento, a UDN foi criada em 1945, pelo seu líder jornalista Carlos Lacerda, com objetivo de combater o governo ditatorial de Getúlio Vargas. Uniu forças políticas forçando a renúncia de Vargas. Pois bem, a UDN está voltando à política nacional, da qual foi banida pelo ditadura de 64, que ajudou a implantar. Tudo isso estou relembrando para mostrar que “os meios justificam os fins” na opinião de muitos antidemocratas ou com vírus ditatoriais. Dizem ‘as más línguas’ que o partido está sendo criado para abrigar Jair Bolsonaro, a quem já ofereceu filiação. Portanto, a ‘briga’ com o PSL estaria sendo justificada. Em política quase ninguém “prega prego sem estopa”. Eu não tenho dúvida que Bolsonaro está tentando atrair novos aliados para sua reeleição. Concordam ou não?  
Ninguém pode apagar a história

Este tema veio à mente quando o Folha do Sul de ontem abriu manchete de capa, preocupante para quem defende Bagé como polo regional em Saúde. É um tema de 10 anos atrás defendido com unhas e dentes na Consulta Popular da região. Leia: “Coleta de sangue pode sofrer mudanças”. Uma das causas apontadas pela reportagem seria a falta de recursos. Sentindo o movimento iniciado pelo Ministério da Saúde que visava ‘centralizar’ os hemocentros em cidades com população maior, é que o Comude de Bagé começou uma campanha na região para evitar que isso acontecesse. Teve o respaldo de Dom Pedrito, Caçapava, Lavras, Aceguá, Hulha Negra e Candiota. Na votação da região, com mais de 12 mil votos, foi aprovada uma verba de R$ 700 mil, para construção de um prédio que cumprisse as exigências de um hemocentro regional em Bagé. Por ocasião da liberação do , veio a informação que o governo municipal teria aderido ao projeto do Ministério da Saúde e aceito a transferência para Pelotas. A região se movimentou para reverter o quadro. Primeiro o Comude enviou oficio à prefeitura pedindo a confirmação de seu desinteresse. Recebemos e protocolamos na Câmara de Vereadores. Como a lei previa que a prioridade era o município em manter o serviço, “ou o maior hospital da região” demonstrar seu interesse, a comissão envio correspondência à Santa Casa. E ai, Paulo Zandomeneghi, administrador do Hospital Universitário, um dos líderes da Consulta Popular, oficiou o Estado da intenção de centralizar o serviço. Não foi aceito e o hemocentro regional ficou em Pelotas. Ora Bolas, faltou apoio oficial e os reflexos estamos sentindo hoje. Quem não sabia, ou não queria saber, que a vinda de uma equipe de Pelotas a Bagé para coletar sangue teria um custo alto e desnecessário, não pode se queixar de nada. Porém, e sempre tem um porém, com a reunião marcada, que consta na reportagem do jornal Folha do Sul de ontem, entre o Dr. Necchi e os dirigentes do Hemocentro de Pelotas, pode acontecer que Bagé tente reverter a situação. E aqui vai apenas uma sugestão: Como a verba votada na Consulta popular não foi liberada e a lei que criou a consulta determina “que projetos aprovados em consulta à população têm que ser liberado”, é a oportunidade de tentarmos reverter a situação. O maior exemplo é o credenciamento do tratamento do câncer. Os contrários afirmavam que o estado não podia liberar recursos para um ‘elefante’ branco. Felizmente o credenciamento foi autorizado. Parte do prédio está construído e a quimioterapia está funcionando. Em breve, começa a construção do prédio e do Bunker, que vai abrigar a radioterapia. Hemocentro já. Certo?

 

 


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