Prévia para 2014
Publicado em 27/10/2012

Edgar Muza

Cidade: Bagé / RS
Radialista, comentarista de política e de notícias de geral. Liderança reconhecida nas áreas de saúde e de Carnaval.
Edgar Muza

A eleição para a prefeitura de São Paulo, nos últimos dias, tem ocupado grande parte do noticiário Nacional. Sabem por quê? É o mais rico e com maior número de habitantes e, portanto, de eleitores do Brasil. É o que chamamos de maior colégio eleitoral brasileiro. Me criei ouvindo falar que São Paulo é a locomotiva que move a economia brasileira. Por isso, e somente por isso, a eleição não interessa somente aos paulistas. Ela interessa ao país. E é nesta tecla que venho batendo desde o primeiro turno. Já escrevia mais de quatro colunas baseando-me na eleição para prefeitura de São Paulo. E, é claro, tenho recebido algumas “flautas” pelo meu posicionamento. A maioria pensa que o cidadão está interessado apenas no resultado eleitoral de sua cidade. Não critico. Cada um dá valor ao que quiser, afinal estamos em democracia.
Eu, como me importo com os temas nacionais que, se diga de passagem, é quem decide sobre o macro, que tem influência no micro, estou sempre atento. Ontem meio que “lavei a alma”. Jornais, revistas e blogs enfatizaram a importância de São Paulo. Um deles abre uma manchete que explica tudo: “O que está em jogo em São Paulo”. O subtítulo é mais explicativo: “Na corrida pela prefeitura paulistana, petistas e tucanos travam uma disputa de forças focada na eleição presidencial de 2014”. Não é outra coisa que tenho abordado. Agora, pode ser, que meus amigos ”corneteiros” passem a raciocinar grande.
Ontem, no Visão Geral rádio, me pediram para analisar as duas últimas pesquisas publicadas pelo Ibope e Data Folha. O Haddad está na frente com 15% de diferença. Claro que não analisei, porque não analiso pesquisa dos outros. O motivo é conhecido: eu não acredito. E os últimos erros, já nem falo nos erros do passado, foram analisados por muitos colunistas do Brasil. Alguns até afirmaram: “as pesquisas têm que serem debatidas por todos”. Outro aspecto é que no dia da eleição do primeiro turno, quando Serra e Haddad foram eleitos para disputarem o segundo turno, afirmei na cobertura da rádio cultura: “se os partidos coligados conseguirem convencer seus eleitores de primeiro turno a votarem no Haddad, ele está eleito”. Haddad fez 30% e os demais candidatos fizeram aproximadamente 30% e seus partidos estarão apoiando o Haddad, é lógico que a vitória será sua. Não precisava pesquisar. Estava “na cara” como diz o outro. O resultado que as pesquisas chegaram, qualquer cidadão que acompanha política, já havia chegado, sem pesquisa. É claro que tem uma ressalva, “se os eleitores resolverem seguir suas direções partidárias”. Então, se os institutos pensaram que ao “acertar” o resultado do segundo turno, irão se redimir de seus erros, para mim não mesmo.
Eduardo Campos (PSB) deu um banho em Recife com seu candidato. Deu outro banho em Minas com seu outro candidato, apoiado em ambos pelo Aécio Neves (PSDB). Temos dois possíveis presidenciáveis em 2014. Há, senil, te perdestes. Em São Paulo o Campos está apoiando o Haddad. É verdade porque está acertando dois adversários com um só tiro. Querem ver? Primeiro tira o Serra da jogada, abrindo campo para seu “parceiro” temporário, Aécio Neves. Uma coligação entre os dois partidos já está sendo previsível. Amigo ajuda amigo. Nessa jogada toda, ele enfraquece a possível candidatura de Lula, de quem foi parceiro nas suas duas últimas eleições. O Aécio também retira de circulação seu maior adversário, dentro do próprio PSDB: o Serra. A Dona Dilma, para ter chance, vai ter que “engolir”, de novo, o Sarney e sua turma. Toda essa análise passa pela eleição em São Paulo. Agora o preço a ser pago pela composição do PT com o PP (Maluf), ainda não temos ideia. Mas podem crer, algum coelho vai sair da cartola.
É essa a política atual brasileira. A maioria dos partidos que fazem parte do governo Dilma, farão parte do possível governo Haddad. Se a união de Lula com Sarney não causou grande preocupação, não será a união com o Maluf que irá causar. O projeto de poder continua em pleno andamento.
Concordam ou não? 

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