POLÍTICOS ESTÃO DE OLHO NA PRÓXIMA ELEIÇÃO
Publicado em 04/12/2019

Edgar Muza

Cidade: Bagé / RS
Radialista, comentarista de política e de notícias de geral. Liderança reconhecida nas áreas de saúde e de Carnaval.
Edgar Muza

O controle da inflação está diretamente ligado ao poder de compra da população. Isso todos já sabem. Com a crise, o brasileiro se acostumou a consumir o estritamente necessário. E para tal, procura o menor preço. Não dá muita bola para as grifes. Ele quer o menor preço. Quando a coberta é curta, tapa os pés e destapa a cabeça. Então, a queda na arrecadação fez o bolo nacional cair nos últimos anos. Mas os governos não conseguiram baixar as despesas. Ou não quiseram. A máquina pública está inchada e o gasto público é um exagero. Mas ai prevalece decisões políticas, que sempre estão de olho nas próximas eleições. Tem exceção, é claro. No caso atual, a arrecadação não baixou mais ainda, porque algumas decisões foram tomadas. O aumento vertiginoso e seguido dos preços dos combustíveis conseguiu tirar a Petrobras do vermelho. Pelo menos, é isso que apresentam os ‘indicadores econômicos’. É claro que o aumento dos combustíveis, pagos sempre pelos consumidores, deixou a Petrobras estabilizada.  Também ajudou união, estados e municípios manter o equilíbrio em suas arrecadações. Como se sabe, os impostos estão diretamente ligados ao valor de cada produto. A diferença entre a compra e a venda. A estratégia do governo foi evitar também a deflação. Pelo consumo controlado pelo povo, por falta de dinheiro onde o desemprego é uma das principais causas, corríamos o risco de uma deflação. Para incentivar o consumo duas decisões importantes foram tomadas pela equipe econômica. Liberação de um dinheiro que estava parado, o fundo de garantia, ajudou a manter o consumo nos mesmos parâmetros. Agora, a liberação do décimo terceiro para a bolsa família, deve incentivar o consumo nos próximos meses. Isso começou a refletir no PIB. Foi a causa para a coluna voltar o comentar a euforia do presidente da República. Leiam a manchete, com atenção: “O presidente Bolsonaro ficou extremamente eufórico quando foi comunicado sobre o resultado do Produto Interno Bruto (PIB), que registrou crescimento de 0,6% no terceiro trimestre do ano, concluído em setembro”. Como sempre a próxima eleição foi relembrada durante o anúncio: Ele acredita que a recuperação da economia lhe garantirá a reeleição. A previsão do mercado financeiro apontava para um crescimento 0,4%. É muito pouco dirão os mais pessimistas. Mas, para um mercado que estava estagnado, foi motivo para comemoração. E aqui vai mais um ditado popular. “Para quem está com sede um copo d’água representa um oceano”. Injunções sobre declarações públicas, sempre existiram e existirão. Quem não sabe fica sabendo que Paulo Guedes estava se sentindo desconfortável com a economia que não crescia. Fico mais preocupado quando Lula passou a criticar a equipe econômica de Bolsonaro. A tal ponto que, ao ser advertido da preocupação do presidente, abordou de longe a possibilidade da volta do AI-5. E nos Estados Unidos. Isso repercutiu a tal ponto que foi a causa do núcleo do governo colocar em seu ‘colo’ o aumento do dólar em 1%. Pode até ter ajudado neste aspecto. Porém, foi aproveitado, como até aqui tem sido feito, pelos investidores que compram dólar na baixa e vendem na alta. É o mercado que se regula. E aqui vem minha desconfiança em uma parte da declaração de Bolsonaro quando se referiu: A pressão que vinha sofrendo para a demissão de Paulo Guedes, ministro da economia. Daí a poucos dias, aparece o aumento do PIB, que já deveria ser do conhecimento de todos. Dá até para pensar em ‘jogada ensaiada’. Imediatamente, com a alegria do aumento do PIB, Bolsonaro: Entendo que suas declarações se encaixam na liberdade de expressão, que todo o cidadão tem direito. Aí também serve como uma luva para seu filho, deputado, que lembrou o AI5, sem ter nenhuma represália do pai. Agora, com o PIB mostrando força, o presidente fala em melhora da ‘popularidade’ nas próximas pesquisas. E como não poderia deixar de ser, contrapõe às críticas de Lula, sobre a econômica brasileira muita fraca. Tudo está baseado nas próximas eleições. Desculpem ser repetitivo. É o meu jeito. E aqui não vai nenhuma alusão a Joseph Goebbels, assessor de imprensa do Hitler, que afirmou: “Uma mentira repetida mil vezes tem a força da verdade”. Aqui é a conclusão sobre tudo aquilo que vivencio nos últimos anos. Viva a democracia. Concordam?        

 


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