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Polícia Federal prende quatro supeitos
Publicado em 25/07/2019

Edgar Muza

Cidade: Bagé / RS
Radialista, comentarista de política e de notícias de geral. Liderança reconhecida nas áreas de saúde e de Carnaval.
Edgar Muza

Em uma investigação rápida, Polícia Federal prende suspeitos de invadirem celular de Moro. Manchetes das prisões foram divulgadas por quase toda a imprensa, mas os nomes do suspeitos não mesmo. Sabem a causa? Segredo de Justiça. Isso está me cheirando volta ao passado. Quando os pais queriam corrigir um filho pequeno, por algo que ele tinha feito e que não era certo, assustavam com “olha o bicho papão". Esse negócio de anunciar as prisões não o nome dos presos me soa como uma tentativa de “assustar” quem vazou as matérias. Qualquer cidadão que é preso, quase imediatamente seus nomes aparecem no noticiário policial. Pois bem, aí só me resta apelar para minha desconfiança. Será que os presos são altos próceres políticos? Será que são apenas especialistas em computação e foram contratados por alguém? Qual o objetivo de colocarem os ditos presos, em segredo de Justiça? Tenho ou não razão em desconfiar? Os mandados de busca e apreensão contra os suspeitos, foram expedidos pelo juiz Federal Vallisney de Souza Oliveira, da Justiça Federal de Brasília. O corpo da matéria diz o seguinte: “As ações da PF ocorreram em São Paulo, capital, Ribeirão Preto e Araraquara, interior. Os suspeitos teriam invadido o celular do ministro Sérgio Moro e de integrantes da força-tarefa da Lava Jato”. Pelo que se sabe, não foi o telefone do ministro que foi invadido, mas do ex-juiz. É o que se interpreta nas denúncias que o site publicou até agora. Isso, é claro, é a guisa de esclarecimento. Mas não invalida a ação porque “é crime interceptar ligações, ou mensagens, de qualquer cidadão”. A estratégia de não dar nomes aos presos, será na tentativa de coibirem outras denúncias que, ao que tudo indica, seriam mais fortes que as atuais? Isso só o tempo dirá. Dar tempo ao tempo é a solução. A moda pegou. O ministro Guedes solicitou que a PF investigue a invasão ao celular. No mesmo dia, Guedes ligou para Moro informando o caso. Isso ainda vai dar pano para muita manga. Ou não?          

Sindicombustíveis faz denúncia pesada

O empresário e sindicalista Paulo Tavares, em entrevista ao Correio Brasiliense, fez denúncia muito forte contra os postos que baixam os preços demasiadamente. Ele faz uma comparação dos preços em Brasília com os demais estados brasileiros. Não deixa de analisar também que cada posto de distribuição tem seus custos diferenciados. Os impostos são os mesmos, mas as alíquotas são diferentes de estado para estado e de município para município. Como exemplo o mais conhecido deles ICMS. Então, ele parte para análise começando por Brasília. No momento, o combustível na capital federal giraria em torno de R$ 4,31. E faz uma advertência: "O posto que vender gasolina abaixo de R$ 4 só pode estar adulterado”. Ele aconselha os consumidores que não pensam somente no preço, mas na qualidade. O que eu não sabia é que o cidadão pode pedir ao frentista “teste de qualidade”. Como presidente do sindicato dos postos em Brasília, ele é categórico: “Não tem mágica. Ou é transporte de combustível clandestino ou o produto está adulterado”. O empresário e presidente do sindicato afirmou que fechou seu posto durante cinco dias porque não conseguiu acompanhar os preços mais baixos da concorrência. Deu outra informação que não é novidade para quem acompanha este espaço diariamente. O preço da gasolina na última semana tem baixado centavos. Como a Petrobras não anuncia a baixa, quem comprou com valor antigo e tem gasolina nos tanques, se baixar o preço para acompanhar a concorrência, perde dinheiro. Os impostos, segundo Tavares, representam 43,8% do total dos preços. Para ele, a reforma tributária é a mais urgente que precisa ser feita pelo Congresso. A unificação dos impostos sobre o consumo, nas esferas federal, estadual e municipal “ajudaria a reduzir esse custo e acabaria com a diferença de preços da gasolina entre os estados”. Pois bem, essa unificação tributária está prevista em duas propostas de reforma tributária que tramitam tanto no Senado quanto na Câmara. Não é outra coisa que temos informado cada vez que um político bate na mesma tecla: Recorre ao Ministério Público na tentativa de baixar o preço da gasolina. Tenta colocar a culpa no varejista. Quando a culpa é do próprio governo. Alem do mais, ninguém é obrigado a comprar no posto mais caro. E ai entra a denúncia de Tavares: Ninguém faz milagre. Em algum lugar o combustível pode ter sido adulterado. Então, quem trata de culpar os distribuidores finais de combustível, vá no que vende “bem mais barato” e faça o teste de qualidade. Não é um ou dois centavos que faz a diferença. Creio que, pela explicação, fica confirmado tudo o que sempre tenho analisado neste espaço. Quando o governo não se mete, o mercado, ao natural, se normaliza. Concordam ou não?     


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