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Planejamento bem feito não falha
Publicado em 01/11/2019

Edgar Muza

Cidade: Bagé / RS
Radialista, comentarista de política e de notícias de geral. Liderança reconhecida nas áreas de saúde e de Carnaval.
Edgar Muza

Posso estar errado no termo ‘planejamento’ por ser a base de uma administração. No caso atual, seria estratégia policial e do Judiciário. A Operação Lava Jato investiga alguns políticos que se beneficiaram de propinas de empresários que tinham interesses em obras públicas. No decorrer do processo, seguidamente se encontram com nomes (até apelidos) de gente importante e com cargos de comando nos governos. Quando há interesse o assunto ‘vaza’ para a imprensa. Quem não sabe que a união entre PT e PMDB (leia-se Lula e Sarney) foi a que mais gerou prejuízo à nação, não deve acompanhar a política. Em volta de tudo isso, não se pode esquecer que o PSDB, que também governou o país coligado com o PFL (hoje DEM), já teve alguns de seus maiores dirigentes investigados e outros presos. Preso o antigo presidente nacional Azeredo. O outro ex-presidente, Aécio, está sendo investigado. Alguém ira cobrar e o Maluf, da Arena e até agora no PP, condenado e preso porque não se fala mais nele. Simplesmente porque sua história começou lá na ditadura. Agora é carta fora do baralho. Porém, não devemos esquecer, para reforçar o argumento de que nossa política se tornou uma ‘colcha de retalhos’. O maior combatente de Maluf foi o Lula e seu PT. Pois, para eleger o Haddad prefeito de São Paulo fez composição com seu ex-desafeto político. A tal ponto chegou que provocou a frase que vai perdurar por muito tempo de Maluf, ao lado de Lula e Haddad: “Agora, somos todos iguais”. Toda a coluna sempre traz algo do passado para mostrar que as coligações partidárias não são a expressão máxima da democracia. Isso tem que acabar. No que diz respeito ao Legislativo já começa a vigorar a partir da próxima eleição municipal. Mas o que tem que acabar é paras as eleições majoritárias (presidente da República, governadores e prefeitos). Que cada partido vá com chapa pura e quem tiver mais voto é o eleito. Também tem que terminar a reeleição, o projeto de permanência no poder, criado por Fernando Henrique, usando o mesmo sistema que seus seguidores usaram e usam, até nossos dias, de nomeação de parceiros políticos e liberação de recursos garantindo aprovação de projeto. Isso tudo veio à mente ao ler uma manchete no CB, Correio Brasiliense do dia 30/10.

Lava Jato chegou a Estevão via Edson Lobão            

“O senador cassado Luiz Estevão voltou a ser alvo da Polícia Federal. Desta vez, por suposto envolvimento na negociação de obras de arte sem emissão de nota fiscal. O Ministério Público Federal do Paraná encontrou indícios da participação do empresário em vendas de quadros de uma galeria investigada em outro caso. As negociações de telas de artistas conceituados, como Alfredo Volpi, Antônio Bandeira, Di Cavalcanti e José Pancetti, somam R$ 65 milhões”. A operação estava investigando Edson Lobão e seu filho Márcio Lobão, por lavagem de dinheiro em contratos da Transpetro, empresa de transporte e logística de combustível vinculada à Petrobras. Não podemos esquecer que Lobão foi ministro de Minas e Energia e de lá comandou tudo. A única coisa que se estranha é a demora das investigações e de seu respectivo julgamento. A compra e venda de telas de artistas famosos serviam para ‘abafar’ a origem do dinheiro ilícito. Fez me lembrar do deputado João Alves que, para justificar seu enriquecimento ‘astronômico’, afirmou na CPI do orçamento que havia ganhado 200 vezes na loteria esportiva. A dita CPI acabou cassando o mandato de alguns deputados, entre eles de Ibsen Pinheiro. Lá, foi a loteria. Mais adiante, o dinheiro conduzido nas cuecas foi por venda de hortigranjeiros. Até que chegamos às obras de arte do Lobão e Cia. Eu, hein!

Os parceiros estão brigando

As relações e parceria política entre presidente da República e governador do Rio (Bolsonaro e Witzel) estão a perigo. A causa é o ‘vazamento’ da matéria que O globo publicou da visita do Queiroz ao apartamento de Bolsonaro, enquanto ainda deputado. O desmentido veio a seguir, porque o Jair, no dia da visita, estaria em Brasília, exercendo o mandato, eleito pelo povo. O Ministério Público mandou arquivar o processo. Os técnicos estão averiguando se a gravação apresentada não sofreu cortes. Quem é o culpado? O porteiro, igual filmes de Alfred Hitchcock, rei do suspense, onde o mordomo era sempre o culpado. Aqui já aconteceu antes. Palocci perdeu o Ministério e Collor foi cassado. Concordam ou não?      

 


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