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Petrobras: tem lucro de R$ 4 bi/trimestre
Publicado em 09/05/2019

Edgar Muza

Cidade: Bagé / RS
Radialista, comentarista de política e de notícias de geral. Liderança reconhecida nas áreas de saúde e de Carnaval.
Edgar Muza

É uma notícia que está sendo comemorada pelo governo. A sua maneira de ver é fruto de uma gestão séria e de defesa do patrimônio de todos. A bem da verdade o anúncio do lucro nada mais é do que a participação da população. E aqui está a confirmação de que vale a pena ser repetitivo. A não ser na caneta que autoriza os aumentos que vêm acontecendo desde o ano passado, inclusive quase que diariamente, este lucro não teria aparecido. Para tentar diminuir a queda na arrecadação, que teve como foco a crise que se estabeleceu diminuindo o poder de compra da população, o governo aumentou os combustíveis para arrecadar mais impostos. Quem pagou? Nós, os consumidores. Ainda existem pessoas que, por não terem veículos automotores, acham que o aumento não lhes atingiu. Não se dão conta que o combustível vem “embutido” em todos os produtos consumidos pela população. Faz parte do cálculo para estabelecimento do preço final. O anúncio serve de base aos políticos para comemorar o lucro sem afirmar o verdadeiro “pagador”. Como sempre, nos, consumidores. Por outro lado, com a diminuição do consumo fez com que os varejistas, também diminuíssem os custos, os preços finais quase estão estabilizados. Ou pelo menos não aumentaram tanto. Então, a maioria dos consumidores não sentiu no bolso o aumento do combustível. Isso é efeito do livre comércio. Para vender mais barato, os varejistas apertaram com os distribuidores que por sua vez apertaram com os produtores. Então, o valor final de cada produto continuou quase que semelhante aos praticados antes da suba do combustível que começou no ano passado. O desemprego também teve sua participação na diminuição do consumo. Ora bolas, então nós brasileiros, pechinchando preços, conseguimos equilibrar o mercado. Quanto menos o governo se meter a regular o mercado, melhor para todos. O mercado é quem dita as normas. Pode ser que agora, os aumentos constantes dos combustíveis, desacelerem, dando fôlego ao mercado. Para comemorar o lucro, antes de anunciá-lo, o gás de cozinha aumentou em média R$ 10 na distribuidora. Tá?

A briga entre apoiadores do governo
Hoje, o que mais se escuta nos noticiários é o dito “guru” de Bolsonaro, Olavo de Carvalho, em briga constante contra os militares que compõem o núcleo central do governo. Tema que abordei ontem. Tem os que afirmam que os militares deixarão o governo caso Jair continue apoiando Olavo. Outros que já estão afirmando que Bolsonaro já se declarou apoiador dos militares. Ou seja, isolou o apoiador de sua campanha desde o início. Há quem diga que o escritor seria o “criador de sua candidatura”. Entre todas as opiniões publicadas sobre a pendenga entre o escritor e as Forças Armadas, fiquei com a quem mais se aproxima do que penso e tenho salientado em meus comentários. Hélio Fernandes, o mais antigo jornalista ainda em atividade no Brasil, publicou, ontem, em sua coluna na Tribuna da Imprensa a versão sobre os fatos: Leiam:
Desinformado, sem saber o que estava para acontecer, Bolsonaro insistia na repetição do lugar comum "no meu governo não existe desunião". Ele faz um relato, para embasar o comentário que achei tão interessante que estou “colando”, em parte, no espaço de hoje. “Na verdade, todos brigam com todos, sob o comando do próprio capitão, que estimula a mais completa desarmonia. Os ministros se desentendem entre si, todos ou quase todos são "olavistas", que manda e desmanda, protegido, privilegiado e favorecido pelo próprio capitão. Como Olavo de Carvalho tem reconhecida ascendência sobre Bolsonaro e o Planalto, seu poder tem sido incontestável e incontrastável. Mas agora a situação de intimidação geral chegou a um limite que não podia continuar. E não vai continuar. Entrou em campo o reforço poderoso, com todas as credenciais para virar o jogo e restabelecer a tranquilidade no governo (desgoverno) e no país. E ajudando o próprio Bolsonaro, se é que ele tem condição de ser ajudado. Esse personagem que entrou em campo ontem e já virou o jogo e o placar, é o general Villas Bôas. Democrata, respeitadíssimo como comandante do Exército, foi o mais importante nos mais diversos regimes democráticos. Agora, como assessor especial do Planalto, constatou que não podiam coexistir, o regime democrático e o poder do "olavismo". Combateu o bom combate, divulgou uma longa e competentíssima analise sobre a atuação do agora  ex-guru. Precisa ser lida e republicada com a maior intensidade. Ele mesmo resume o que o "olavismo" representa, numa síntese genial: "Olavo de Carvalho age como Trotsky de direita". Os restos políticos e intelectuais do "olavismo", estão espalhados e agora ignorados até mesmo entre os que seguiam cegamente. (A palavra exata a ser interpretada da forma mais ampla)”. Tem algo a contestar no comentário de Hélio Fernandes?

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