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PETROBRAS ESTÁ PRODUZINDO MENOS
Publicado em 13/02/2020

Edgar Muza

Cidade: Bagé / RS
Radialista, comentarista de política e de notícias de geral. Liderança reconhecida nas áreas de saúde e de Carnaval.
Edgar Muza

O título acima pode gerar algumas interpretações. E a pergunta é simples: Por que produzindo menos do que poderia produzir? Simples, para alguns, complicado para outros. Se há equipamento, se há funcionários ociosos, cujo aumento de produção a tornaria quase ‘autossuficiente’ para abastecer o mercado interno, por qual motivo produz menos que sua capacidade? Encontro uma razão: Quer importar mais, o que a torna refém da variação do dólar. O fato é que a justificativa para aumento seguido do produto foi sempre fundamentada na variação da moeda americana, por isso houve aumentos seguidos, que em última análise acabaram dando fôlego à arrecadação de impostos. Poderia ter produzido mais e, ao mesmo tempo, aumentado o produto. Sim, mas aí não teria como culpar o ‘dólar’ pelo aumento do barril de petróleo. Para os leitores entenderem melhor, transcrevo a matéria que colhi no Jornal do Brasil, cuja manchete é: “Em ano de recordes de produção de petróleo, Petrobras mantém refinarias ociosas”. A produção do petróleo no Brasil tem aumentado após a exploração no pré-sal. Era de se esperar que o refino acompanhasse a extração do petróleo. A matéria segue com o seguinte texto: “Em um ano de recordes na produção brasileira de petróleo, a Petrobras manteve estratégia de operar suas refinarias com elevado nível de ociosidade, deixando espaço no mercado brasileiro, para a importação de combustíveis”. O aumento de extração do Petróleo foi impulsionado pelo crescimento da produção em plataformas do pré-sal. Em 24 meses, a estatal conseguiu iniciar as operações em oito novas unidades. O volume de petróleo extraído pela empresa no país chegou a 2,172 milhões de barris por dia, alta de 6,7% em relação a 2018. E aqui vem a dúvida: “No refino, porém, os níveis de produção permanecem em patamares bem inferiores aos recordes obtidos em meados dos anos 2010”. E agora entram em campo os defensores dos trabalhadores na estatal. Sindicatos vão fundo na crítica: “A estatal usa uma política de ‘desmonte’ que visa atrair empresas privadas para o mercado de combustíveis”. Com menos produção de combustíveis (refino) parte do mercado tem que ser abastecido por importações. Segundo dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo), em dezembro, as importações responderam por 13,7% da demanda por gasolina e 22,9% da demanda por diesel no Brasil. Então, penso, tá explicada a causa de diminuição do refino. Coisa que passa de ‘galope’ pela maioria da população. Mas que tem influência nos preços praticados no varejo, para quem consome gasolina e diesel.

Os reflexos da decisão da Petrobras  

A possibilidade de privatização das refinarias dá força à greve que os petroleiros realizam desde o dia 1º de fevereiro. O movimento foi iniciado em protesto contra demissão de cerca de mil pessoas, com o fechamento da fábrica de fertilizantes, Araucária Nitrogenados, no Paraná. Com o risco de novas demissões e perda de benefícios com a transferência das refinarias, os trabalhadores têm se mobilizado no que acreditam ser a maior greve da categoria desde 1995, quando ficaram parados por 32 dias. Segundo os sindicatos, a greve mobiliza 18 mil empregados em plataformas, refinarias e outras unidades em 13 estados. Na sexta-feira (7), a Petrobras anunciou que buscará trabalhadores temporários para compensar a falta de contingente em suas unidades durante a greve. Está armada a encrenca. Normal no Brasil. Ou não?

Braga Netto substitui Onyx

O que já vinha sendo noticiado aconteceu. A notícia surgiu na parte da tarde e ainda deu tempo de transcrever a matéria na coluna de hoje. Faz tempo que o chefe da Casa Civil está sendo ‘fritado’ em sua função. Primeiro perdeu a coordenação política com o Congresso, para Luiz Eduardo Ramos. O gaúcho vinha perdendo capital político, ao ver seu substituto, Vicente Santini, ser demitido por ter usado avião da FAB em viagem internacional. Antes ainda foi tirado de suas atribuições a PPI (Programa de Parcerias de Investimento) e levado para o Ministério de Economia ( Paulo Guedes). Ontem, Jair Bolsonaro convidou o General Walter Souza Braga Netto para ministro da Casa Civil. Braga foi chefe da intervenção federal no Rio de Janeiro. Bagé também perde pela afinidade que Onyx tinha com a cidade, através de seu apoiador de muitos anos, Graciano, diretor do Daeb. A máquina de ‘fritar’ está ligada no palácio. Qual o próximo?       


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