Paz e amor entre os poderes - Boa decisão
Publicado em 22/05/2020

Edgar Muza

Cidade: Bagé / RS
Radialista, comentarista de política e de notícias de geral. Liderança reconhecida nas áreas de saúde e de Carnaval.
Edgar Muza

A reunião entre os poderes, por videoconferência, traz a esperança de que as coisas se acertem. Não se sabe por quanto tempo. Mas, pela calma com que foi desenvolvida, traz um alento para quem quer harmonia para trabalhar. O grande problema é ‘calar a boca’ dos políticos. A guerra estabelecida pode amenizar os discursos ofensivos na maioria das vezes. Tem que haver respeito entre os poderes. Uma das decisões já está acontecendo, como afirmei na coluna de ontem, alguns estados e municípios estão abrindo gradativamente o funcionamento da máquina. A roda da economia tem que girar. A outra, contida no projeto original do Executivo, não foi aprovada integralmente no Congresso, congelamento dos salários públicos até o final de 2021. Diz a matéria que li: “Bolsonaro pediu apoio aos governadores para o veto a essa decisão legislativa. Teria recebido a concordância da maioria. Não se pode deixar de salientar que estavam presentes os presidentes da Câmara e do Senado. Pelas últimas decisões tomadas, tanto pelo Executivo quanto pelos governadores, já estava tudo combinado antes da reunião de ontem. Mostra que a negociação havia acontecido, o que tornou a reunião mais amena. Também a ‘batalha’ entre os poderes diminui a raiva política. Se os governadores aceitaram é sinal que prefeitos também aceitarão. Só em congelar a folha de pagamento, trará boa economia. Mas quem vai pagar a conta? Os funcionários públicos que não têm culpa dos desmandos e má gestão dos entes federativos". Alguém há de perguntar: O Congresso não tem poder para derrubar o veto? Tem. Mas aí entra outro aspecto importante: Se o veto for derrubado o presidente pode entrar na Justiça evocando o direito, Constitucional, de legislar sobre gastos. Aí vai demorar mais algum tempo, para a liberação dos R$ 60 bilhões para os demais entes da federação. Quem pode esperar mais tempo para a liberação deste dinheiro? Ainda mais em ano eleitoral e com a arrecadação em baixa. Enquanto isso, dá tempo aos estados e municípios para irem ‘amolecendo’ as decisões sobre a volta da liberdade comercial. Claro, com toda a precaução determinada pela área da saúde mundial: Luva, álcool, máscaras e limitação de entrada das pessoas em estabelecimentos comerciais e bancários. Mas isso era o que muita gente preconizava. Agora, parece que as coisas vão andar mais rápido. O que vai ficar da reunião? Simples, já emiti minha opinião há muito tempo, ‘ninguém sai perdendo’ na discussão política.  Quem optou pelo fechamento quase total, vai dizer que isso evitou a proliferação mais intensa do vírus. Quem propunha a abertura terá como argumento que o fechamento não evitou que o vírus se alastrasse. Jogada ensaiada e visível há um bom tempo. Agora, o grande perdedor será o trabalhador, que perdeu seu emprego. Lastimavelmente, é assim ‘que a banda toca’. Não creio em reviravolta no momento. O governo formou a maioria. Concordam?  
Momento histórico na recontrução do país

Davi Alcolumbre definiu a reunião como momento histórico. Poderia ter ficado apenas nesta frase. Mas não. Sempre há lugar para outra bobagem. Desculpem! "Diferente do que muitos pensam ou falam, não há uma divisão entre os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário”. Claro que não, se levarmos em consideração que os interesse ‘financeiros’ foram atendidos. Que seu partido e do presidente da Câmara, DEM, voltou a formar a base legislativa do governo. O Centrão deu uma guinada e se ‘aconchegou’ ao poder. Assim como outros partidos formaram uma base sólida de apoio ao Executivo. Isso poderá sair caro para todos nós que pagamos impostos. Aliás, a “corda arrebenta sempre no lado mais fraco”. Em seu discurso inicial, o senador exaltou a "honra" que teve de construir um texto para a proposta que fosse capaz de "unificar as opiniões e construir o consenso". Para que os leitores não entendam que sou contra ou a favor das composições partidárias volto a afirmar: Sou contra as incoerências. Sou a favor, isto sim, do término da reeleição. De terminarem com a ajuda eleitoral, que cada partido tem. Sou a favor da renovação, mas isso depende mais do voto popular. Agora, enquanto os ‘caciques dos partidos’ levarem a maior parte dos recursos, dividindo com suas lideranças o bolo, não há como haver renovação. Quem tem mais dinheiro sempre é mais lembrado na hora do voto. Vamos aguardar os reflexos. Vamos aguardar a eleição para prefeitos e vereadores. Aqui é que se forma a base para 2022. Não repetir voto é uma boa, ou não?


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