Outro aumento da gasolina começa hoje
Publicado em 08/07/2020

Edgar Muza

Cidade: Bagé / RS
Radialista, comentarista de política e de notícias de geral. Liderança reconhecida nas áreas de saúde e de Carnaval.
Edgar Muza

A Petrobras anunciou, ontem, outro aumento da gasolina. No início do mês de julho, começou o aumento em 3% e o diesel em 5%. Hoje, teremos mais um aumento de 5% na gasolina, somando 8% em uma semana. Menos mal que não aumentaram o diesel. Então, agora, sim, total do mês 8 a 5% para a gasolina, sobre o diesel. É claro que, sempre uma coisa tem a ver com outra. O governo atual não difere dos governos passados. Cada economista que assume a Petrobras justifica o aumento baseado na variação do dólar. Aí fui fazer levantamento sobre a moeda americana. No dia 6, portanto, segunda-feira, a bolsa teve uma alta significativa e o dólar baixou em relação ao real. Bueno, então, o combustível deveria acompanhar a baixa do dólar. Seria a lógica. Isso baseado nas informações governamentais. É a conclusão que tenho chegado nos últimos três anos, que o preço varia cada vez que a arrecadação baixa. É o caso atual. Para equilibrar as finanças públicas, principalmente agora que o consumo aumentou porque ‘parte do comércio começou a trabalhar’, a entrada no caixa do governo (bolo nacional) vai aumentar, favorecendo União, Estados e municípios. O que foi investido para auxiliar as pessoas desempregadas, com certeza, será coberto pelos impostos arrecadados com o aumento dos combustíveis. Novidade? Nenhuma. Também não será nenhuma novidade se os procons começarem a ‘fiscalizar’ os postos de combustíveis que ‘repassarem’ para o preço final o aumento do combustível. Sempre quem vai levar a culpa é o varejista. Os procons, estaduais e municipais, fazem sua parte em fiscalizar para evitar que haja ‘cartel’, ou combinação de preços. Mas é só. Porque é o livre mercado que regulariza os preços. O que temos visto são visitas, às vezes, ‘combinadas’ com a imprensa, mostrando serviço. E o que é pior, se arvorando a ‘controladores’ dos valores cobrados, cuja atribuição não é permitida pela lei. “Cartel” sim, preços não. Mesmo porque, quanto maior for o valor dos combustíveis, maior será a arrecadação de tributos. E isso favorece estados e municípios. Aumenta os repasses do Fundo de Participação. Quem paga a conta? Nós, sempre nós. É óbvio ululante, como diria Nelson Rodrigues, que todos os impostos, são embutidos no preço final. Cada produto que o cidadão adquire, o governo se credita antecipadamente. Então, como diria um ‘cientista’ da universidade da Sete: “Não tem almoço grátis”. É a mais pura verdade. Concordam?

Bolsonaro tira a máscara e confirma covid-19

Ontem, na entrevista coletiva, o presidente anunciou que está com coronavírus. Ao final, pediu aos jornalistas que se afastassem porque ele iria tirar a máscara, mantendo a distância necessária para evitar que transmitisse aos presentes. Assim se manifestou: “Espera um pouquinho aí. Vou me afastar um pouco aqui. Afasta aí, afasta aí, afasta aí. Só para vocês verem minha cara, tá certo? Eu estou bem, tranquilo, graças a Deus. Tudo em paz, obrigado a todos aqueles que oraram por mim, torceram por mim, estou bem graças a Deus". Mas foi além: “Os que criticarem não tem problema, podem continuar criticando à vontade, afinal a liberdade de expressão, nós a preservamos, porque é um dos pilares da democracia”. Este foi um dos recados em sua declaração, pois tem um movimento em favor da democracia. Segundo ele, vivemos em regime democrático. No que eu concordo, mas sou ‘senil’ e posso estar equivocado. O segundo recado direto foi a afirmação que “sentiu mal-estar” no domingo e que teve febre. A orientação médica foi no sentido de fazer os exames o que realizou no próprio domingo. Ainda informação dada por ele é que começou a ser medicado, na segunda-feira, com cloroquina e que a “melhora foi quase imediata”. Ora bolas, mais um recado direto. A cloroquina, para ele, trouxe resultado imediato. Por que será que não estão usando nos demais pacientes? Outra coisa interessante, mais um recado à população, que vai gerar crítica profunda dos adversários, mas  também pode ‘diminuir o pânico’ que tomou conta da maioria do povo brasileiro. Se o vírus não é tão letal, como vem sendo divulgado e o medicamento fez efeito de um dia para o outro, para que fechar o comércio? Além do mais, os casos divulgados ainda não ocuparam o total dos leitos disponíveis e CTI da maioria dos hospitais brasileiros. Recado direto aos adversários políticos, em pleno ano eleitoral. Faz parte do jogo. Ou não?


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