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Outra vitória do movimento popular
Publicado em 16/05/2019

Edgar Muza

Cidade: Bagé / RS
Radialista, comentarista de política e de notícias de geral. Liderança reconhecida nas áreas de saúde e de Carnaval.
Edgar Muza

Sempre fui crítico de gestões na saúde. Como tal, acompanhei o movimento popular que transformou o atendimento para as pessoas, que evoluiu 50 anos, após a criação do Conselho Regional de Desenvolvimento (Corede), coordenador com os municípios da Consulta Popular. Foi o aproveitamento de tal programa, que a população se viu livre, em parte, do chapéu à mão, em busca de recursos. Através do voto popular que muita coisa foi conseguida pelos municípios da região. A união dos dirigentes foi muito forte e o resultado começou a aparecer. Todas as demandas sempre foram negociadas e o resultado comprova. Em 1998, na primeira consulta direta, foi possível votar o atendimento ao câncer, o que 12 anos após foi solicitado pela secretária Arita Bergman e credenciada pelo Ministério da Saúde. Para completar, falta apenas autorização para início da obra que abrigará o acelerador linear, que complementa o serviço. Agora, sim, está bem mais perto de ser concretizado, com a volta da secretária Arita, ao comando estadual da Saúde. Até o fim do semestre, creio que teremos a notícia alvissareira. Pois bem, na relação dos benefícios conseguidos: tomógrafo, CTI, Bloco Cirúrgico, lavanderia, elevadores, equipamentos os mais diversos para o Hospital Universitário. A mesma coisa na área da Segurança e Educação. Pois bem, ontem, começou a funcionar o Bloco cirúrgico do HU. Construído há mais de quatro anos, com todo o equipamento instalado, faltava apenas a instalação o ar-condicionado central, resolvido pela nova gestão que está agilizando o funcionamento de todas as benfeitorias propiciadas pelo voto popular da região. O tomógrafo já está funcionando há mais tempo, por decisão, também, da nova gestão hospitalar. Uma pena que a CTI continua desativada. Porém, como tudo tem seu tempo, ela voltará a funcionar, acredito, no momento em que novas cirurgias forem realizadas no bloco. Penso ser muito difícil continuar desativada. O que me deixa alegre é que, finalmente, o bloco começou a funcionar. E o que é mais importante, com aparelhagens modernas que nada custaram à mantenedora. O crédito é para a população que soube aprovar o planejamento inicial. E já se passaram mais de 10 anos que isso aconteceu. Tudo o que foi levado para a Consulta Popular foi baseado em laudos técnicos dos médicos da época: Gilberto Gomes, Bosco Carvalho, Sidnei Paiva, Manif Cury e Mário Mansur. O administrador Paulo Zandomeneghi foi quem agilizou todo o processo. Então, após uma luta muito grande, com negativas da mantenedora do Hospital, vimos que a persistência acabou vencendo. Os participantes da consulta popular, mais de 13 mil eleitores, agora, sim, têm algo a comemorar. Parabéns aos gestores atuais, pelo poder de persuasão. Sucesso em novos projetos.

Soltura de Temer era pule de devolução
Profissionais do direito davam como certa a liberação de Michel Temer. Para todos, não havia nenhum razão jurídica para mantê-lo preso. Não sou eu que vou contrariar. Pule de devolução, é o jargão usado pelos turfistas quando um determinado cavalo é favorito em uma competição. A remuneração para a vitória é um por um. Ou seja, ninguém ganha nada. Por isso, devolve apenas o dinheiro aplicado. Não é pejorativa a comparação, apenas justifica o título acima. Acabou sendo unanimidade dos juízes dos STJ. Mas li uma manchete que me deixou com a “pulga atrás da orelha”. Leiam:

Juíza substituta expede alvará de soltura
Até aqui não há nenhuma surpresa. Porém, e sempre tem um porém, o corpo da matéria publicado pelo jornal O DIA diz o seguinte: “A juíza Caroline Figueiredo, substituta de Marcelo Bretas, que está de férias, na 7ª Vara Criminal Federal do Rio de Janeiro autorizou o ex-presidente Michel Temer e seu amigo Coronel Lima a deixarem a prisão. A determinação foi expedida no fim da manhã de quarta-feira”. Rápido demais, não parece? Mas a dúvida mesmo foi a razão para enfatizar que o juiz Bretas estava em férias. Será que ele não expediria o alvará? Lembram da celeuma causada pelo habeas concedido ao Lula, por um juiz membro da Vara Federal de Porto Alegre? Pois bem, o Moro também estava em férias. Contudo, segundo a imprensa, teve a autoridade para não permitir que a decisão fosse homologada. Os demais componentes do Tribunal votaram às pressas tornando sem efeito a decisão do plantonista. É apenas desconfiança minha. Mas, creio, vale a pergunta e a comparação. Concordam?  

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