O senil viajando na maionese
Publicado em 29/10/2012

Edgar Muza

Cidade: Bagé / RS
Radialista, comentarista de política e de notícias de geral. Liderança reconhecida nas áreas de saúde e de Carnaval.
Edgar Muza

Sem tema para abordar na coluna de hoje, resolvi divagar. Explico: não estou tratando do segundo turno da eleição, porque encerrei as matérias bem antes do meio dia de domingo. O resultado será tema após os resultados. Se diga de passagem todos previsíveis.
No caso Paulista, que é uma briga entre dois partidos que pleiteiam o governo central, não houve limites. Ou seja, guerra é guerra foi o slogan. Em busca do poder maior, se viu de tudo. Durante os anos de liderança do PSDB em São Paulo teve a companhia do DEM, ex- PFL, o antigo partido de Antonio Carlos Magalhães, por força de seu atual prefeito (ex-companheiro de Serra), se transformou em PSD. Novo partido que já veio com um reforço muito grande na Câmara e Senado. Passou a ser ouvido. E passou a ser “namorado” dos partidos que querem o poder central.
Pelas informações, seu idealizador e líder maior, Gilberto Kassab, que deixa a prefeitura de São Paulo, já está sendo cotado para ministro da dona Dilma. É claro que a promessa empolgou o político. Ainda mais que seu perfil o levaria ao Ministério dos Transportes. Cá para nós, é um Ministério com orçamento astronômico, ou seja, tem dinheiro à disposição para realizar uma boa gestão. Ao mesmo tempo em que Serra perde um aliado, o Haddad, recebe reforços de diversas siglas, que tiveram boa votação no primeiro turno.
Então, a previsão de vitória do grupo apoiado pelo Lula, está absolutamente dentro do normal. E tem outra questão que está sendo analisada pelos “cientistas” políticos. Kassab está tentando uma fusão com o PP o que o deixaria com a maior bancada na Câmara. Bancada forte é sinônimo de projetar grandes “voos”. A vitória de Haddad, prevista pelos institutos de pesquisas, qualquer cidadão de bom censo havia chegado a mesma conclusão. Resultado contrário, isso sim, seria uma surpresa.
Viram como a eleição em São Paulo, pode ditar alguma norma para a próxima eleição? Agora estou mais convencido que precisamos de uma urgente reforma política. Onde as regras deverão ser mais duras para quem quer formar um partido. E com limitações para a formação de uma base “de sustentação” dos governos estabelecidos. É uma porta aberta para a compra de votos. Quando não é com dinheiro, é com cargos. É com emendas parlamentares. Precisamos de reforma já, na política brasileira.
Concordam ou não?
  A pindaíba dos municípios O poder e a chave do cofre estão nas mãos da União. Isso ninguém discorda. As notícias dos últimos meses e o movimento dos prefeitos em nível nacional, dão conta das dificuldades que terão para fechar suas contas no final de mandato. Dois são os motivos. Primeiro o gasto exagerado da máquina pública, dentro de uma previsão de receita que não aconteceu. O segundo é o alívio que a União concedeu no IPI da linha branca e dos automóveis. Antes havia concedido na construção civil. Também concedeu no peso da folha de pagamento.
Mas está errado, velho gogó? Em síntese não. Quando se dá aquilo que é da gente. Quando a União conceder o tal de benefício baseado no que lhe pertence. Mas não. Ele fez o cumprimentou com os chapéus dos outros. O bolo de arrecadação nacional é gerado pelos Municípios e Estados que têm seu percentual de retorno através do Fundo de participação. E é por isso que os prefeitos estão brigando. Eles querem o que têm direito.
Não tenho dúvida que a menor arrecadação deveria propiciar uma diminuição dos gastos, com a máquina pública. E isso seria salutar. Mas não vai acontecer. Aí está a dificuldade que alguns municípios terão para fechar suas contas.
O que eles estão querendo agora? Que o Estado antecipe o ICMS, que seria liberado em Janeiro, para o mês de dezembro. Mas alguns estados estão na mesma situação de pindaíba. O que eles podem fazer? Dar desconto para que os empresários antecipem o que deveriam pagar em janeiro, para dezembro. Isso já aconteceu.
Até não sou contra (grande coisa!). Explico. O faturamento de dezembro é muito maior que nos outros meses por conta do Natal e do recebimento do décimo terceiro. Se a arrecadação foi em dezembro, poderia ser paga em dezembro. O próximo prefeito, que recebe o ônus do governo anterior, não terá este bônus.
É uma “guerra”. Reformas, já!    

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