O labirinto
Publicado em 02/11/2012

Edgar Muza

Cidade: Bagé / RS
Radialista, comentarista de política e de notícias de geral. Liderança reconhecida nas áreas de saúde e de Carnaval.
Edgar Muza

Que coisa mais intrigante é a política. Que coisa mais preocupante são os políticos corruptos. Com a intenção de “mamarem na mesma teta”, que é o caixa do governo, fazem de tudo que é esforço. Montam esquemas, contratam laranjas, carregam dinheiro nas cuecas, nas malas, nas meias (carpins), criam leis para beneficiar aliados, vendem navio afundando. Não tem limite para chegar ao objetivo: Enriquecimento ilícito com dinheiro público.
Certa feita, mais de quatro anos, um dos filhos de Lula comprou a Telemar, empresa de telefonia “quebrada”, por uma bagatela. Tempos após a vendeu por milhões. Em meu comentário no Visão Geral Rádio Cultura, fiz a seguinte afirmação: “Com o tino para negócio deste rapaz ele deveria ser o Ministro da Fazenda. Era um autêntico multiplicador dos pães. Era a versão moderna de Jesus Cristo”.
Muitos se divertiram outros engoliram em seco e ficaram brabos. Se os leitores me permitirem vou divagar. Pelo andar da carruagem todos os crimes de lesa pátria estão umbilicalmente unidos. Carlos Cachoeira está preso e a Delta não foi chamada. Ela recebeu o maior percentual de obras públicas do Brasil. Quem era o autor de todo o enredo? Carlinhos Cachoeira. A Erenice Guerra, foi corrida da Casa civil por denúncias de irregularidades. A Veja desta semana trás uma reportagem sobre uma tal de Nextel que comprou uma empresa falida do marido da Erenice. Esta senhora quando assumiu a Casa Civil começou a criar o Marco Regulatório para a telefonia. Não conseguiu concluir porque foi mandada embora. Notícia de ontem da conta que: ”A Nextel, que pode ser beneficiada por novo marco regulatório da Anatel, compra empresa falida e endividada de marido de Erenice, que ajudou a desenhar o… marco regulatório!” Por “coincidência” ( ou proposital?), o Conselho Geral da Anatel está votando o Plano Geral de Metas de Competição, exatamente no momento em que a Nextel entra com pedido, na Anatel, de compra da Unicel, empresa do marido da Erenice. Este Marco regulatório trará benefício às pequenas empresas de telefonia onde se inclui a Nextel.
Outro caso de “inteligência empresarial”. Idêntico ao que ocorreu com o Lulinha (o filho). Se alguém me questionar afirmando que são as tais “informações privilegiadas”, vou dizer Nãaaaaaaao! É a visão apurada de quem comprou uma empresa falida, sabendo que poderia usufruir bom lucro lá adiante (como eu sou cretino!). Não é o que o leitor está pensando após ler essa coluna? Mas esperem, não fica por aí, tem muito mais. A ex-esposa do Zé Dirceu “largou o verbo” ontem na imprensa brasileira. Afirmou que o Zé, o Valério e Delúbio, assumiram a culpa, apenas para livrar o “lombo” do mandante. Ela afirma que o Lula sabia. Quem não tem memória curta lembra do noticiário da venda do apartamento desta senhora, que precisando de dinheiro teve que se desfazer do imóvel. Eu lembro do fato porque está arquivado, no computador, a coluna que abordei esse assunto. Quem comprou o apartamento, é claro, que você deve querer saber? O advogado e sócio de Marcos Valério, Rogério Tolentino. Em dinheiro vivo. Assim como todos os envolvidos no mensalão agiam. Depósito bancário? Não mesmo. Outra vez as coincidências.
Seguindo a miscelânia deste espaço, a ex-esposa de Zé Dirceu coloca dúvida sobre o Lula, bem no momento em que está aparecendo no noticiário algumas declarações de Marcos Valério que coloca na “boca da cobra” o desconhecimento apregoado pelo Lula, sobre os fatos que estamos reproduzindo.
Leiam a manchete de ontem: “Nitroglicerina pura – Valério dá novo depoimento ao Supremo, pede para integrar programa de proteção à testemunha e cita Lula, Palocci e… o assassinato do prefeito Celso Daniel!!!

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Os fatos e a história sobre o desvio de dinheiro público, estão interligados ou não? Opine. É importante.
 

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