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Nossas leis são rodeadas de vírgulas
Publicado em 08/11/2019

Edgar Muza

Cidade: Bagé / RS
Radialista, comentarista de política e de notícias de geral. Liderança reconhecida nas áreas de saúde e de Carnaval.
Edgar Muza

A Polícia Federal deflagrou na quinta-feira, uma operação contra alvos acusados de atuarem para anular a operação Castelo de Areia mediante o pagamento de propina. Um dos alvos é o ex-presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), o ministro aposentado Francisco Cesar Asfor Rocha. As ações têm como base a delação do ex-ministro Antônio Palocci. De acordo com as investigações, a empreiteira Camargo Corrêa, que era alvo da operação “Castelo de Areia”, fez repasses ilegais para agentes públicos. Na ocasião, a operação apurava os crimes de fraude à licitação, corrupção, lavagem de dinheiro envolvendo a construtora e políticos. Em 2010, Asfor Rocha aceitou um pedido de habeas corpus e suspendeu as atividades de investigação, determinando que ações penais fossem suspensas até decisão sobre a origem das provas colhidas pela PF. No ano seguinte, a 6ª Turma do STJ suspendeu de vez a operação. Na ação desta quinta-feira, a PF apura os crimes de corrupção passiva e corrupção ativa, além de lavagem de dinheiro e ocultação de ativos. De acordo com Palocci, a ex-presidente Dilma Rousseff sabia do esforço para derrubar a operação no STJ, e em uma reunião na casa dela, a petista teria dito que a Camargo Corrêa pagaria R$ 50 milhões para sua campanha em troca da ajuda do governo para anular as investigações. Então, se enquadra na última suposição de interpretação diferente de cada magistrado. Ou seja, seu “desejo pessoal”. Mas não fico por aqui na análise das leis brasileiras, sem ser do ramo. Repito o que tantas vezes tenho enfatizado, eu me baseio pela lógica. No mesmo dia, agora no Jornal do Brasil, foi publicada outra matéria que, de novo, coloca suspeita sobre as causas de cada um jurista interpretar a mesma lei de maneira distinta. A lógica que “não tem vírgula” volta a ser acionada. Deixo a lei de lado. Leia:

Fux suspende liminar que impedia julgamento

Foi abordado neste mesmo espaço, em agosto, que a Justiça Federal do Paraná, havia determinado a suspensão de Processo Administrativo Disciplinar (Pad) contra o procurador Deltan Dellagnol no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). Causou surpresa, naquele momento, o porquê da determinação de suspensão para averiguar possível irregularidade. Dois dias após ‘caiu a ficha’.

Tudo estava ligado às denúncias do jornalista Glenn sobre as possíveis combinações entre a força-tarefa da Lava Jato e o juiz Moro. Pois bem, outro capítulo aconteceu na quarta-feira, quando o ministro Fux anulou a decisão do Justiça Federal do Paraná e autorizou o prosseguimento do julgamento pelo  CNMP. Quem pediu a investigação foi o presidente do Supremo, Dias Toffoli, após ter conhecimento da entrevista de Dellagnol que afirmou: “O Supremo passa a mensagem de leniência a favor da corrupção em algumas de suas decisões”. Outra prova de que as denúncias do jornalista Gleen estão sendo investigadas porque em alguns casos muitos acreditam como verdadeiras. Não sei as conclusões finais embasarão processos. Mas que estão dando o que falar, lá isso é verdade. Pois bem, outro fato importante aconteceu no dia 7 de novembro, ao vivo na Jovem Pan. 

Jornalista Augusto Nunes agride Greenwald

A discussão foi ao vivo enquanto ambos participavam do programa Pânico, na Rádio Jovem Pan. A causa teria sido um comentário que Augusto fez sobre os filhos de Gleen com o deputado David Miranda. Augusto Nunes teria sugerido que a Justiça deveria averiguar a adoção de crianças pelo casal. Aí o Augusto levantou e desferiu um soco, que não se sabe se atingiu ou não, seu objetivo. Gleen seguiu no programa, Augusto se retirou (ou foi retirado), ninguém sabe.  Mas outra vez, aparecem os defensores da força-tarefa e o jornalista que denunciou os 'procedimentos ilegais', da força-tarefa. Ainda vai dar “muito pano para manga”. Por enquanto, o Gleen está sentindo a reação dos defensores de Moro e Cia. Mas segue denunciando. Certo?  

 


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