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MINISTÉRIO AVALIA TAXAR GASOLINA
Publicado em 11/03/2020

Edgar Muza

Cidade: Bagé / RS
Radialista, comentarista de política e de notícias de geral. Liderança reconhecida nas áreas de saúde e de Carnaval.
Edgar Muza

Todos sabem que a baixa do barril de petróleo acendeu a luz vermelha nas economias em desenvolvimento. Com isso, as bolsas caíram. A Petrobras perdeu em um dia 90 bilhões de seu valor de mercado. A queda súbita das cotações do petróleo provocou uma confusão dentro do governo. Não para o ministro da Economia, Paulo Guedes, que declarou: “A situação é de absoluta serenidade”. Para ele, talvez. Porém, o Ministério de Minas Energia (MME) avalia taxar a gasolina para evitar variações bruscas no preço. Isso seria interferir no livre mercado, experiência pela qual já passamos durante o governo Sarney. O que o ministro Bento Albuquerque informou dá a impressão de tabelamento. Leia: ‘MME estuda medidas para evitar grande variação dos combustíveis ‘para mais ou para menos’. Alguns especialistas na área interpretaram um leve sinal de que a Cide, cobrada sobre gasolina, pode aumentar. Bolsonaro descarta a medida. Nos Estados Unidos, onde está em visita oficial, declarou: “Não existe possibilidade de o governo aumentar a Cide para manter os preços dos combustíveis. O barril do petróleo caiu, em média, 30% (US$ 35 o barril). A Petrobras continuará mantendo sua política de preços, sem interferências. A tendência é que os preços caiam nas refinarias. “O governo vem se preparando para ter instrumentos adequados que permitam uma menor variação nos preços de combustíveis sem interferência na liberdade de mercado, respeitando a livre negociação entre os agentes econômicos”. Ontem, a bolsa que estava em baixa violenta, mas voltou a reagir. Albuquerque sentiu que não era para tomar partido em um tema tão perigoso. Contudo, voltou atrás: “A Petrobras tem total liberdade. Vai continuar conduzindo a política de preços. O país está tranquilo, vamos adotar instrumentos voltados para o interesse público. No momento, não há nenhuma medida emergencial”. Que bom que o mercado reagiu fortemente. A diferença em declarações de componentes de um mesmo governo, sobre um mesmo tema, mostra que tem ministros ‘batendo cabeça’. Cada um quer tirar sua ‘lasquinha’ política da desgraça dos outros. E aí, quase sempre tem que remendar declarações prestadas ‘sem antes ter consultado seus superiores’. Dá no que deu. Todo o componente de governo, tem que afinar ‘o violão com a gaita’, para que não desafine a música. Concordam?  

Onyx tem que esclarecer critérios do Bolsa Família

Ministério Público Federal dá cinco dias para Onyx esclarecer critérios de concessão do Bolsa Família. O pedido de informações foi feito após o Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) revelar que a região Nordeste ficou com apenas 3% das famílias contempladas em janeiro deste ano, embora a região tenha o maior número de famílias em situação de pobreza e extrema pobreza na fila do programa. Enquanto isso, Sul e Sudeste foram priorizados e receberam 75% das novas concessões. A solicitação foi feita por meio de ofício assinado pela Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC) na última sexta-feira. A Procuradoria da República da Bahia também assina o documento. Caso o ministro não responda no prazo de cinco dias, poderá responder judicialmente. No pedido de esclarecimentos, feito com base na reportagem do Broadcast, o MPF solicita acesso a dados sobre a quantidade de novos benefícios do programa Bolsa Família, concedidos mês a mês e por Estado desde janeiro de 2019. Portanto, no início do atual governo. O MPF também solicita que Onyx indique os critérios e conjunto de indicadores sociais utilizados pela pasta para estabelecer as situações de vulnerabilidade social e econômica utilizados na seleção de beneficiários. E olha o detalhe que vem a seguir embasando o pedido de esclarecimento: "No caso da indisponibilidade orçamentária eventual para expandir o programa no ritmo necessário para alcançar novas famílias em situação de pobreza e extrema pobreza, os critérios para priorização na concessão dos benefícios devem ser claros e lícitos, não havendo qualquer possibilidade de preferências ou perseguições políticas". Apenas para esclarecimento, a região praticamente banida foi aquela que votou maciçamente no candidato do PT. Então, o pedido é visando alguma possível ‘perseguição política’. Não há dúvida: “Escreveu, não leu, o pau comeu”. Ou ajoelhou tem que rezar. Denúncia da imprensa. Viu?  

Casamento de Regina com o governo está a perigo
A indicação de Maria do Carmo Brandt de Carvalho, para a assessora da Secretária de Cultura, Regina Duarte, foi tornada sem efeito pela Casa Civil, na segunda-feira. Foi como afirmou Bolsonaro no ato de posse da Regina: “Todos os ministros têm ‘carta branca’, mas o poder de veto é meu”. A nomeada participou do governo de Michel Temer e ajudou o ex-senador Aécio Neves durante a campanha presidencial de 2014. Pergunta ‘inocente’: influenciou em sua exoneração?


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