Informação e contrainformação
Publicado em 15/05/2020

Edgar Muza

Cidade: Bagé / RS
Radialista, comentarista de política e de notícias de geral. Liderança reconhecida nas áreas de saúde e de Carnaval.
Edgar Muza

Vivemos clima de guerra. Para saber a verdade é muito difícil. Quem mente mais? Eis a questão. A culpa está sendo atribuída ao coronavírus. Todo o santo dia, lendo os noticiários da imprensa e acompanhando os colunistas de jornal, não dá para ter ideia das dimensões atingidas pelo vírus. Qual o percentual que ela atingiu em relação à população. Se levarmos em consideração o número de habitantes, ela não atingiu as previsões de cientistas. Se levarmos em consideração que o percentual de mortes em comparação com os casos confirmados, é outra coisa. Cada um usa o dado que quiser e é isso que mostra a diferença entre uma e outra.  Eu prefiro ficar no meio termo. Sempre repetindo, para que não haja dúvida, que uma morte é preocupante. Com a comparação entre o total de mortes no Brasil antes e durante a pandemia, teremos outro resultado. O primeiro deles, deduzindo-se o número de mortos até o final do ano passado e os primeiros meses de 2020, a gente chega à conclusão que tudo corre dentro das previsões. Ou para sermos mais precisos, até agora, as pessoas que morreram declaradas como vitimadas pelo vírus, não chegaram ao percentual catastrófico apregoado por alguns especialistas. E, creio, será bem abaixo. Felizmente, porém, existem os que aumentam e os que diminuem. Geralmente, são dúvidas provocadas por interesse político. Presidente da República contra governadores e prefeitos. Prefeitos e governadores contra o presidente. É claro que não é unanimidade. A mesma coisa está acontecendo com decisões de governadores, sendo rejeitadas por prefeitos. Depende qual partido está nos governos municipais, estaduais e federais. É uma disputa política. No meio de tudo está a Justiça que, com a força que tem de interpretar as leis, está decidindo sem consultar ninguém ou, pelo menos, tentar aproximar os poderes. O vírus está ai mesmo, agora precisaria fechar o comércio? Eis a questão. Sem dinheiro, e isso todo mundo sabe, não se consegue nada. Muito menos pagar o tratamento das pessoas contaminadas. Imaginem com a paralisação do comércio e indústria, e o aumento de recursos para combater o vírus, forçosamente vai estourar em algum lado. Sem arrecadação de impostos, como está acontecendo, vai faltar dinheiro paras as prefeituras, estados e união. Alguns estados e municípios, que já vinham parcelando salários, estão à beira da falência, porque diminuiu a arrecadação. Isso não precisa ser economista para saber. Se tu tens um custo operacional mensal e fixo, público ou  privado, quando baixa a arrecadação o primeiro prejudicado é o empregado que corre o risco de ser demitido, como já está acontecendo nas empresas privadas. A autoridade pública, não pode demitir funcionários que entraram por meio de concurso. Mas tem cargos de confiança do governo eleito pelo povo, que podem ser demitidos. Cargos de confiança, normalmente, são preenchidos  por cabos eleitorais. Mas isso ninguém faz, ainda mais em ano eleitoral. Vai faltar dinheiro para pagar o funcionalismo? É claro que vai. Em alguns estados e cidades. Nem todos, é claro. E na União? Também pode, principalmente, agora, que serão liberados R$ 60 bilhões para estados e municípios. Estes querem o dinheiro, mas não querem prestar as informações. E aqui vai um detalhe importante: Quem criou as regras de fechamento do comércio e indústria, foram alguns estados e municípios. Eles baixaram suas arrecadações. Mas quem tem que pagar serão os mesmo. Ou seja, o cidadão que trabalha e paga seus impostos. Está passando da hora de alguém ‘apagar o fogo com água’. Incendiário, temos aos montes. Agora, mesmo está se criando um ambiente onde pode sair uma decisão conjunta entre governadores, prefeitos e presidente da República. Pode ser que o bom senso prevaleça. Assim espero.     

Defesa de Moro e o segredo de justiça

Nada melhor que um dia após o outro. Moro quer que o ministro Celso de Mello, divulgue na íntegra a gravação da reunião ministerial, da qual ele participou, junto com outros ministros, que teria sido a gota d’água que causou sua saída do governo. Neste aspecto, eu até concordo (grande coisa eu concordar ou não!). Segredo de Justiça não deveria existir em democracia. Agora, afirmar que é de interesse público, é exagero. Interesse para alguns. O que lhe interessa que embasa suas denúncias, ele já divulgou por meio da imprensa. Mostrando gravação que, segundo consta, sem autorização judicial. Aliás, ele sabe que a PGR e AGU, que serão ouvidos, não permitirão. É o que ele quer, dentro de seu direito de defesa. Provar que o governo feriu a lei. Ou não? 


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