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Filhos de Bolsonaro e rede de notícia falsa
Publicado em 24/10/2019

Edgar Muza

Cidade: Bagé / RS
Radialista, comentarista de política e de notícias de geral. Liderança reconhecida nas áreas de saúde e de Carnaval.
Edgar Muza

A briga interna do PSL está tão intensa que a deputada federal do partido detonou os filhos do Bolsonaro. Segundo ela, está estampado em quase todos os jornais brasileiros, Carlos, Eduardo e Flávio “são líderes de uma rede especializada em campanhas de difamação e notícias falsas (Fake News) usando aplicativos de mensagens. Embora pertencente ao mesmo partido, estão em choque desde o início do governo, mas nunca com a mesma intensidade de agora. A atuação dos filhos de Bolsona levanta suspeita na medida em que é considerada ‘milícia digital’. No Roda Viva (TV Cultura), Joice declarou: “Nunca houve tanta interferência de uma família dentro de um poder, como existe no governo Bolsonaro”. A deputada foi mais longe: “Esse tipo de fazer um puxadinho familiar no Palácio do Planalto não vai funcionar, isso não é bom para ninguém. Nunca houve tanta interferência de família dentro de um poder, nem na época do Sarney. Isso é perigoso para o país". A guerra foi declarada. "A crise do PSL vem desde a transição", disse a deputada. "Mourão (vice-presidente) foi atacado; Santos Cruz (ex-ministro da Secretaria de Governo) foi atacado; Bebbiano (ex-ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência) foi atacado. “Funcionários de agentes públicos pagos com dinheiro do contribuinte”. O ‘morde assopra’ na briga interna do PSL tem motivo: “o polpudo fundo eleitoral para as eleições de 2020”. Joice é declaradamente candidata à prefeitura de São Paulo, porém agora se vê atacada dentro do próprio partido. O motivo é o polpudo fundo eleitoral para as eleições que se avizinham. Ela afirmou que o “PSL nacional está comigo”. Uma coisa é palpável a guerra pelo poder está mostrando a verdadeira cara dos partidos políticos. Ou não?

A democracia é garantida pela constituição

Isso é o óbvio ululante diria Nelson Rodrigues. Agora quando ela for passível de mudanças, somente o Congresso pode tomar a decisão. Estou voltando ao tema porque o momento exige. E voltarei tantas vezes quanto necessário. Fiquei acompanhando parte da sessão do Supremo que justamente discutia a prisão em segunda instância, aprovada pela Corte. Mas voltei ao assunto após tomar conhecimento pela imprensa de uma carta aberta, redigida por três ex-presidentes de cortes superiores de Justiça europeia. Eles pedem aos “colegas magistrados do Supremo Tribunal Federal brasileiro que reflitam sobre os vícios dos processos iniciados contra Lula”. Vão longe ao afirmarem: “Enquanto Lula estiver preso, a Justiça brasileira não terá credibilidade”. O texto é assinado por Tomás Quadra Salcedo, ex-presidente do Conselho de Estado da Espanha de 1985 a 1991 e ex-ministro da Justiça do país, por Franco Gallo, que presidiu a Corte Constitucional da Itália em 2013, e por Giuseppe Tesauro, que comandou o mesmo tribunal superior em 2014. Eu, leigo que sou, não dou a mínima para o que acontece em outros países democráticos. Acontece que os defensores da prisão em segunda instância têm embasado a defesa levando em consideração que a maioria dos países do primeiro mundo adota a prisão em segunda instância. Só não dizem que isso é determinado pela Constituição deles. É o que os defensores de nossa Carta Magna também querem. Só que aqui não consta, ao contrário. Determina a prisão só após trânsito em julgado. Isso quer dizer quando todos os recursos de defesa se esgotar. Pois bem, o que os magistrados relacionados acima enfatizam? Vamos lá. Eles afirmam que as revelações do site The Intercept Brasil, em parceria com outros veículos de imprensa, reforçam a suspeita de que o julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode ter sido tendencioso.

E afirmam: "Como já foi mencionado por muitos colegas brasileiros e de outros países, que as revelações do jornalista Glenn Greenwald e sua equipe, do site de informações The Intercept, em parceria com os jornais Folha de SãoPaulo e El País, a revista Veja e outras mídias, reforçaram a natureza política da acusação contra Lula. Também confirmaram aos olhos do mundo, como sempre foi afirmado por Lula e seus advogados, o caráter tendencioso do ex-juiz Moro e do ministério público, e, como resultado, a ausência de um julgamento justo e independente contra o ex-presidente". Pois isso está sendo analisado pelo Supremo, que até o encerramento desta coluna não havia chegado nem na metade. Fica para amanhã. Combinado?


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