Fatos são fatos
Publicado em 19/10/2012

Edgar Muza

Cidade: Bagé / RS
Radialista, comentarista de política e de notícias de geral. Liderança reconhecida nas áreas de saúde e de Carnaval.
Edgar Muza

A desconfiança que tenho há muito tempo sobre pesquisa eleitoral, é comprovada pelos fatos. E, convenhamos, fatos são fatos. Até então muito pouca gente acreditava que os institutos se “equivocam”. Eu sempre afirmei, de novo baseado em fatos, que eles não se equivocam. Eles erram. Até pode haver dúvida se o erro é proposital ou humano. Quanto ao erro não há dúvida. Basta comprar as três últimas pesquisa do mesmo instituto, com o resultado que vem das urnas. Outra convicção que tenho e externo, “quem paga, manda”. E isso é baseado na lógica. Ninguém gasta na contratação de uma pesquisa para perder. Ontem, lendo outros colunistas, que agora passaram a questionar as pesquisas, colhi dados de todo o Brasil, nas últimas eleições para prefeito. Prestem atenção e analisem a partir da manchete esclarecedora: “O Ibope cometeu erros monumentais e, até agora, não se explicou”. Em São Paulo, por exemplo, no primeiro turno, aquele que era considerado o possível vencedor em primeiro turno, acabou chegando em terceiro lugar. Se acessarmos o Tribunal Superior Eleitoral, pegando os números do primeiro turno e compararmos com a pesquisa do último dia, a diferença será monumental. Vamos para Amazonas. O que o Ibope detectou em sua última pesquisa? “Em Manaus, os números são escandalosos. O Ibope apontou um empate entre Arthur Virgílio (34%), do PSDB, e Vanessa Grazziotin (32%), do PCdoB. Empate? O resultado oficial foi o que se segue: Arthur Virgílio venceu com 20,6 pontos de diferença. Foi um “errinho” de 18,6 pontos percentuais. A lambança em Salvador também foi gigantesca. Segundo o Ibope, o petista Nelson Pelegrino teria 43% das intenções de voto e ACM Neto, 36%. Diferença, portanto de 7 pontos. Ganhou o segundo colocado na pesquisa, com 0,44 pontos de diferença. Ou seja, 7,44 além do que previa a pesquisa. Em Porto Alegre todos já sabem o que ocorreu. Em quatro dias, apenas quadro dias, o empate técnico apregoado pelo Ibope, entre Fortunatti e Manuela, transformou- se em vitória no primeiro turno. Mas não fica somente nessa “virada”. Na última, a pesquisa apontou que o vencedor faria 60% dos votos e a segunda colocada faria 28%. Pois bem os números do TRE, que qualquer cidadão pode ter acesso, informa o seguinte: Fortunatti fez 65,22% dos votos e Manuela 17,76. Portanto um “errinho” de 15,46. Já descontada a margem de erro.
Para não tornar esse espaço enfadonho com os números apenas salientamos que houve “erros” também em Cuiabá, Natal e Curitiba. E não foram números que pudessem ser atribuídos à tal “margem de erro” para cima e para baixo. Extrapolou. Uma coisa que deveria ser debatida após as eleições. Pesquisa e seu efeitos. Que elas induzem parte do eleitorado, isso já ficou comprovado. O melhor a ser feito é a contratação do Instituto por todos os candidatos concorrentes que nomearão um fiscal cada, para acompanhar o trabalho de campo. Fora disso vai continuar havendo a suspeição. E agora não é só esse “senil”. Tem gente graúda desconfiando. E os números estão aí mesmo para serem comprovados. Concordam ou não?

Ter acesso à informação, eis a questão
Os meios de comunicação no Brasil têm se multiplicado. A internet está à disposição de todos. Você pode acompanhar as informações do mundo inteiro. Quem tem tempo acompanha. Quem vive de informação, como é meu caso, tem obrigação de estar por dentro. A opinião é livre, estamos em democracia. Eu tenho opinado. Errando ou acertando, opino. Como diria um amigo meu: Tem que botar a cara para bater. Eu boto. Logo que surgiu a denúncia do mensalão, demonstrei “surpresa” pelos técnicos do Banco Central não terem detectado as falcatruas do Banco Rural.
Ontem na última coluna voltei a enfatizar. O polêmico Reinaldo Azevedo, ontem, deu sua opinião: “Do voto de Joaquim Barbosa, quem sai, mais uma vez, com a reputação arranhada é o Banco Central, que estava sob o comando de Henrique Meirelles. Não só a instituição não havia detectado as lambanças do Banco Rural como permitiu que seus diretores fossem alvos permanentes do assédio de Marcos Valério. Com que então este senhor, apenas um publicitário, negociava de forma desabrida com diretores da autoridade monetária? Em nome de quê? Ele chegou a ser recebido sem nem mesmo agendar reunião. Bastava chegar e falar. Certa feita de comportamento um tanto reticente de uma autoridade do BC, Valério lhe meteu o dedo no nariz: “Aqui, eu sou o governo!”. Representava ou não o governo? Quem mandava era o Zé Dirceu ou o Lula.
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