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Embora acuado Moro não perde tempo
Publicado em 10/08/2019

Edgar Muza

Cidade: Bagé / RS
Radialista, comentarista de política e de notícias de geral. Liderança reconhecida nas áreas de saúde e de Carnaval.
Edgar Muza

Foi notícia forte em alguns jornais ontem a decisão do ministro da Justiça que mostra que “não está morto quem “peleia”. Ele pediu à Procuradoria-Geral da República (Raquel Dodge) que busque informações necessárias sobre o presidente da OAB, na intenção de responsabilizá-lo por declarações contra ele. Ai outra vez e vou “juntar as pontas” para mostrar que há uma orquestração em tudo que está acontecendo e que teria acontecido, durante a gestão do então juiz Moro e as denúncias do site comandado pelo jornalista Gleen. Começo pela declaração do presidente Bolsonaro sobre a morte do pai de Santa Cruz. Ela saiu do nada sem que alguém tivesse mencionado publicamente a morte de seu pai. Jair afirmou “quem matou o pai dele foi o próprio grupo da qual fazia parte”. Houve reação as mais diversas, inclusive críticas de alguns aliados. É claro que Santa Cruz, presidente da OAB, reagiu fortemente. Criou-se o atrito para mais uma “pendenga”. A segunda etapa aconteceu quando o ministro da Justiça, Moro, foi denunciado porque teria “combinado”, via telefone, com os procuradores da Lava Jato, que retivesse a apresentação de algumas provas, para evitar que ele atrasasse o julgamento de Lula. Imediatamente, o ministro da Justiça foi atrás dos hackers autorizando a Polícia Federal a agir com rapidez. Poucos dias depois, eles foram presos e rapidamente confessaram o crime. Não levou mais de dois dias para que a imprensa noticiasse declaração de Moro, em diálogo mantido com o presidente do STJ, Otávio Noronha, onde informou que o “material aprendido com o hacker “seria descartado para não devassar a intimidade de ninguém”. O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil atacou forte: “Ele banca o chefe de quadrilha”. No pedido que Moro encaminhou à Raquel Dodge tem como justificativa o seguinte: “Atribuir falsamente ao ministro da Justiça e Segurança Pública a condição de chefe de quadrilha configura em tese o crime de calúnia”. Coincidência ou não, ontem, ao falar para a imprensa, Bolsonaro informou que até a próxima segunda-feira escolherá o novo procurador (a) da República. E deixou uma bola picando na área: “Pode ser da lista tríplice ou pode ser mantida a atual”. Para um bom entendedor e desconfiado, meia palavra basta. Conclusão a que cheguei: Se ela (Dodge) aceitar o pedido de Moro e abrir o processo contra Santa Cruz, tem grande possibilidade de continuar no cargo. A decisão agrada tanto ao ministro da Justiça quanto ao presidente da República. Agora, fica a pergunta: O que teria de tão grave para o ministro “descartar” os nomes que constavam no material aprendido que estão em suas mãos?  

Alexandre Frota perde cargos no PSL

Na votação do segundo turno da Previdência, o deputado Alexandre Frota, se absteve de votar. Isso causou mais uma polêmica, no partido do não menos polêmico Jair Bolsonaro. Imediatamente, após a votação, Frota foi tirado da vice – liderança da legenda e também da comissão que debate a reforma tributária da casa. A informação foi dada pela Folha de São Paulo. A assessoria de Frota informou que o deputado já recebeu convites de diversos partidos para trocar de legenda. Um deles do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM). No entanto, Frota não cogita sair do PSL. Mas, desde o início do mandato de Bolsonaro, o deputado não deixou de ser criticar governo e seus aliados. As posições polêmicas resultaram em um pedido de expulsão do partido feito pela deputada Carla Zambelli, também de SP. Pelo Twitter, Frota disse que a abstenção foi um "voto seguro", já que a vitória era dada como certa pela base. "Sobre meu voto de abstenção, mostrei que um voto tem peso. Que acordos devem ser cumpridos. Será que ele se referia a não liberação de emendas parlamentares acordadas anteriormente?

 

Revista Gol traz reportagem sobre o Guarany

Por deferência do editor Jorge Tubino, recebi a edição de julho da revista Gol, de Porto Alegre. Trás uma ampla reportagem sobre a campanha do Guarany, invicta e sua ascensão a divisão superior no próximo ano. Faz referência à volta dos clássicos Ba-Gua. Pôster colorido com os dois finalistas, Guarany e Brasil de Farroupilha. Acompanhou a manifestação da torcida no campo e na passeata em comemoração ao título. Vale a pena os torcedores buscarem a edição até mesmo para complementarem seu acervo sobre o Alvirrubro. Diagramação, texto e fotos de alto nível. De minha parte, o agradecimento pela deferência em enviarem a edição. Em outros jogos, com certeza, me encontrarei com eles. O que é sempre um prazer e um aprendizado. Tubino, sucesso.          


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