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EM MEIO ÀS TURBULÊNCIAS UMA BOA NOTÍCIA
Publicado em 22/11/2019

Edgar Muza

Cidade: Bagé / RS
Radialista, comentarista de política e de notícias de geral. Liderança reconhecida nas áreas de saúde e de Carnaval.
Edgar Muza

Hoje, a coluna aborda uma entrevista publicada no Correio Brasiliense, com um profissional de Biologia, que me faz voltar ao passado em nossa cidade. A manchete despertou minha curiosidade e fui ler o corpo da matéria. Transcrevo: “Biólogo e pesquisador, Marcelo Kuhman, defende plantio de árvores frutíferas nativas no Distrito Federal”. E aí a memória não me falhou e fui ‘revisar’ alguns temas abordados no Visão Geral (Rádio Cultura) nesses 50 anos no ar. Na década de 70, no programa, foi dada a ideia para que se criasse um “cinturão verde”, em volta da cidade. E o motivo era simples, muitas casas na periferia possuíam um terreno inaproveitável. Realizamos diversas entrevistas onde era proposto que a secretaria especializada da prefeitura, propiciasse cursos para pequenos proprietários, que pudesse incentivar o plantio de alface, cebola, milho, couve, tomate e outros produtos que faziam parte (como até hoje fazem) da mesa das pessoas. Pelo menos, a alimentação da família teria redução de custo. Não sei, mas vou me informar se houve avanço nessa prática. Há uns dois anos fui convidado pelo Nenê Fará, amigo de anos, para conhecer o plantio de arvores frutíferas, na calçada da casa dele. Laranjeiras, limoeiros, pessegueiros, etc, dando frutos entre o meio-fio da extensa calçada. Perguntei a ele:  O pessoal que passa por aqui não leva o produto para casa? Ele respondeu com a maior tranquilidade: “Mas é este o propósito. Que levem e que se incentivem a fazer a mesma coisa em seus terrenos”. Então, quando leio uma entrevista de profissional da área em plena capital federal penso que nem tudo está perdido. É uma ideia que poderia ser seguida, também, em nossa cidade. Pelo que sei o percussor da ideia (Nenê Fará) ira ficar satisfeito. Sabemos que árvore frutífera demora um pouco mais para dar frutos. Tudo tem que ter um começo. Incentivo dos técnicos, municipais ou estaduais, seria um bom início. Deixo claro que isso pode estar acontecendo. Se estiver, que bom, porque mais cedo teremos uma produção extra. Que, com certeza, diminuirá o custo de vida. Certo?
Duas matérias que induz o povo ao erro

Em tramitação no STF e na Câmara, dois temas que estão causando alegria a alguns e tristeza a outros. Sei também que algumas manchetes de jornais consideradas chamativas têm levado os menos avisados a interpretações as mais diversas. Manchete tem o objetivo de chamar atenção para decisões que estão sendo tomadas. Mas podem induzir ao erro. Senão, vejamos: “CCJ aprova PEC que regulamenta prisão após julgamento em 2ª instância”. Um monte de gente se manifestou nos espaços de jornais do centro do país. Alguns saudando a prisão em segunda instância; outros levando pelo caminho que o Lula seria preso novamente. E ainda não tem nada disso. Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprova apenas se o projeto é ou não Constitucional. Ou seja, autoriza a tramitação regimental. Foi o que aconteceu. Agora, será examinada por uma comissão especial da Câmara e só depois será pautada para ir à votação no plenário da casa. Depende de Rodrigo Maia. Então, ainda tem muito chão pela frente. A outra matéria está no STF, que continua julgando o compartilhamento de dados, sem necessidade de autorização judicial. O relator da matéria, que é o presidente do Supremo Dias Toffoli, votou pela necessidade de casos graves, onde tenha que ser conhecida a “ficha técnica” de cada réu, tem que ter a aprovação do Judiciário. Espera-se que hoje seja concluída a votação dos demais ministros. Não levo muita fé que acabe hoje. No primeiro dia, só o relator conseguiu votar. A votação de ontem eu não sei o resultado, porque encerrei a coluna antes de ter uma decisão de parte dos ministros. Mas a discussão continua. Ainda tem um longo caminho a ser percorrido.  Não se iludam nada está decidido. Tá?     
Porteiro recua e diz que se enganou
Isso era mais ou menos previsível, já havia antecipado que a ‘bomba’ seria jogada no colo do porteiro. Então, em depoimento à Polícia Federal, na terça-feira 29, ele afirmou “ter lançado errado o registro de entrada de Élcio Queiroz, na casa 58, do presidente Jair Bolsonaro, na planilha de controle do condomínio”. O funcionário disse que havia se sentido "pressionado" e deu a primeira versão para o episódio, no qual a entrada do suspeito de matar Marielle Franco foi autorizada pelo "seu Jair". Por outro lado, o Ministério Público do Rio tem documento da viagem de Bolsonaro de volta ao Rio no dia do crime. É mais um caso que demorará. Concordam? 

 


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