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Em meio à turbulência o mercado cresce
Publicado em 19/11/2019

Edgar Muza

Cidade: Bagé / RS
Radialista, comentarista de política e de notícias de geral. Liderança reconhecida nas áreas de saúde e de Carnaval.
Edgar Muza

Notícia alvissareira para a produção primária e a economia brasileira. Jornal do Brasil, sábado, 16 de novembro: “Consumo chinês faz arroba do boi bater recorde”. Nossa balança comercial, que tem sido sustentada, nos últimos anos, pelo agronegócio ganhou impulso adicional na semana passada. No acumulado do mês disparou mais de 16% e superou 37% em relação a igual período do ano passado. Então, temos que analisar as declarações de membros do governo, desde janeiro quando assumiu. Se por um lado, o presidente da República tinha restrições  com os países ditos comunistas, o vice- presidente,  general Mourão, declarava seu pensamento em confronto direto com o presidente Jair. Insitado a responder sobre negócios com a China, potencial consumidor de produtos brasileiros, assim se manifestou: “Como não vamos ser favorável a negociar com um país que importa 65 bilhões e exporta 35. É nosso grande parceiro comercial”. A partir daí, ele pessoalmente começou uma reaproximação, em nome do governo, é bem verdade. Isso propiciou a ‘quebra do gelo’, que embasou a visita do presidente da República à China. O resultado e abertura maior para nosso agronegócio. A matéria do JB, segue analisando: “Os investimentos ligados à carne bovina, tanto no mercado físico quanto no mercado financeiro, por meio da compra de ações de empresas que atuam no setor de proteína animal, ganharam um impulso adicional na semana que passou”. Até a bolsa de valores teve um incremento na compra de ações de empresas dedicadas ao segmento carne bovina. E aqui uma informação que interessa á Bagé, pois os papéis da Marfrig, no ano, registram alta de 91%. Da JBS 126% e da Minerva 438%. Fui me informar a causa das ações da Minerva terem subido tanto, e a resposta é simples: Gestão profissional. Leia: “Os papéis da Minerva também foram beneficiados pelo anúncio de que a companhia assinou, na primeira semana de outubro, um memorando para formar uma associação com dois empresários chineses e atuar na distribuição de carne bovina na China, que tem hoje 15% do mercado global”. No Brasil, a Companhia oferece, através de 11 frigoríficos e uma planta de processamento, produtos saudáveis e nutritivos, que são comercializados para clientes do mundo todo, por meio dos nove centros de distribuição e 14 escritórios internacionais. “As plantas de abate e desossa, as unidades de processamento e os centros de distribuição localizados na Argentina, no Chile, na Colômbia, no Paraguai e no Uruguai”. Mas o que interessa é que a população do mundo cresce e necessita, cada vez mais, de alimento. É ou não uma notícia positiva em meio da ‘turbulência política’ em que vivemos? Aqui me lembro de uma frase do cronista social mais famoso do Brasil, Ibrahim Sued, até hoje lembrada: "Os cães ladram e a caravana passa". Já imaginaram se alguns políticos brasileiros parassem de ‘ladrar’ e buscasse a união em benefícios de todos, o que seria o Brasil? Concordam?

Temer – quando o calado volta a falar

Li uma matéria no domingo, 17, da Agência Estado, que mostra aos incautos os efeitos da decisão do Supremo ao respeitar a constituição, derrubando a prisão em segunda instância. Não se pode negar que, o criador deste ‘chifre’ em cabeça de cavalo, foi o próprio Supremo. A alta Corte ultrapassou seus limites ao se considerar legisladora. Só não muda de opinião quem não tem opinião. Errar é humano persistir no erro é burrice. O que está sendo enfatizado por parte dos comentaristas políticos é que a prisão em segunda instância ajudou a prender o Lula. A decisão atual de respeito à Constituição soltou o Lula. O que muita gente não entende, ou não quer entender, é que a Constituição só pode ser mudada pelo Congresso. Aliás, já está tramitando projeto de reforma Constitucional. Ou seja, está forçando nossos congressistas a não se omitir, como até aqui tem acontecido. A pergunta que ninguém respondeu até agora:

Foi só o Lula o beneficiado com a decisão do Supremo?       

Claro que não; um deles, que estava quieto, voltou a falar: Michel Temer. Tendo idade avançada, com um monte de denúncias sobre seus ombros, inclusive a gravação de Wesley Batista (JBS), é um dos beneficiados. Ainda não foi julgado em primeira instância. Até chegar ao estágio final de julgamento, leva mais de 15 anos. Então, ele cria coragem e volta a recuperar sua voz, calada desde que foi preso temporariamente. Leia com atenção sua afirmação: ”Lula não fez bem invocando a polarização”. Para ele, Lula deveria incentivar a unidade do país e não a divisão. É claro que tenho que perguntar: Quando foi que houve a unidade política no Brasil? Antes da ditadura, a Guerra era entre UDN e PTB, antigo. Na democracia, Collor e Lula; depois, PSDB e PT; agora, Bolsonaro e Lula. Temer esteve no Congresso Nacional do Movimento Brasil Livre, que deu respaldo à cassação de Dilma e a ocupação da cadeira presidencial pelo próprio, Michel Temer. Ditado popular vem a calhar: “dar moral de cueca”. Ou não?


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