Eduardo Bolsonaro líder de milícia digital
Publicado em 06/12/2019

Edgar Muza

Cidade: Bagé / RS
Radialista, comentarista de política e de notícias de geral. Liderança reconhecida nas áreas de saúde e de Carnaval.
Edgar Muza

Está em processo no Congresso uma CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) que visa punir, ou não, o deputado Eduardo Bolsonaro. Uma das ouvidas pela comissão foi a também deputada Joice Hasselmann, do PSL, ex-líder do governo. Ela foi banida da liderança, quando o governo ‘patrocinou’ a derrubada da liderança do indicado pelo presidente do partido, Bivar. Joice foi contra, por isso perdeu o cargo, mas ficou dentro da sigla. Ao contrário, o presidente da República resolveu formar o próprio partido. Pelo que estou observando as declarações da deputada, mostrando uma série de “provas”, jamais foram esperadas pelo presidente da República. Uma opositora ferrenha que torna o Lula, um autêntico parceiro de suas declarações. Até leva, em parte, ao esquecimento, as andanças do líder do PT pelo Brasil afora. Ela está centralizando o noticiário nacional e internacional para si, com declarações impactantes, como essa: “Eduardo Bolsonaro é líder da milícia digital”. Apresentou informações que culminam na acusação do filho do presidente, e do chamado ‘gabinete do ódio’, de comandar os ataques dos opositores da familiar do presidente. Joice apresentou um relatório de técnicos especializados ‘que passaram um pente-fino’ no perfil do presidente da República, no Twitter. Eles encontraram um milhão e quatrocentos mil seguidores fantasmas do presidente da República. Então, aquele apoio que vem tendo em mensagens na internet, seria fabricado, na intenção de mostrar que o presidente da República tem seguidores. E foi além ao afirmar com convicção: "Eduardo está amplamente envolvido e é um dos líderes desse grupo que chamamos de milícia virtual". Ela apresentou gráficos sobre como seria feito o disparo de mensagens falsas na internet sob o comando da família presidencial e dos aliados. Joice afirmou, ainda, que "a rede social de Eduardo é uma das que mais influenciam ataques". Se a CPMI terá algum resultado positivo para a política, só o tempo dirá. Agora, que o contra-ataque acontecerá não tenho nenhuma dúvida. A primeira coisa que farão, se é que ainda não fizeram, é demonstrar que os gráficos apresentados são ‘frios’. Concordam?

Rainha do carnaval do Estado é de Bagé

A Assembleia Legislativa aprovou um projeto que torna o Rainha do Carnaval do Estado evento que deve ser incluído no calendário turístico. Até aí tudo certo. Eu tentei, diversas vezes, e não consegui. O que não concordo e por ser estadual, seja determinado pela lei a ser realizado em Santa Maria. É do Estado pode ser realizado em qualquer cidade, a que se interessar. Este evento foi criado na metade da década de 70, aqui em Bagé. Inclusive, certa feita, foi aprovada no conselho estadual de cultura e liberada uma LIC (Lei de Incentivo à Cultura), cujos patrocinadores em Bagé foram Peruzzo e Obino. E só conseguimos captar metade do autorizado. Acontece que tramitou quase um ano e só foi aprovado um pouco antes da realização do evento. Mas está registrado nos anais da secretaria de Cultura do Estado. Na justificativa do propositor, ele afirma que o evento não foi realizado em Bagé, porque não houve interesse dos promotores. Então, para ele, e a grande maioria que o aprovou, o concurso é de “fato” promoção da cidade de Bagé. Como prova os jornais de todo o Rio Grande deram ampla divulgação da festa que durou mais de 38 anos. Eles justificam que não estava registrado nos anais competentes. Portanto, não existia de direito. Penso que o movimento que está sendo realizado pelo Luciano Madeira, visa tão somente ser reconhecido com evento cultural de Bagé. Porém, nossos representantes na Assembleia Legislativa, sequer levantaram a voz para defender a promoção. Dois nomes importantes, Lara e Mainardi, que muitas vezes colaboraram com o evento. Conhecimento de causa eles tinham. Creio que passou ‘despercebido’ este pequeno detalhe. Mas acredito que ainda dá tempo de ser corrigido. Não estou reivindicando que volte a ser realizado em Bagé. Mas, sim, que seja reconhecido pelos deputados, como ‘criação da cidade de Bagé’. Isso ficará registrado na história. Porque digo que ainda dá tempo da correção? Ainda não foi sancionado pelo governo do Estado. E nada contra a cidade de Santa Maria que muitas vezes trouxe representantes a Bagé e levou muitos títulos. Pode ser que Lara e Mainardi se unam em defesa de algo que pertence à cidade de Bagé, pela qual eles foram eleitos. Concordam ou não?


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