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Detalhes de Nacional x Internacional
Publicado em 27/07/2019

Edgar Muza

Cidade: Bagé / RS
Radialista, comentarista de política e de notícias de geral. Liderança reconhecida nas áreas de saúde e de Carnaval.
Edgar Muza

Sobre o jogo Nacional e Inter gostaria de fazer uma avaliação, baseada em comparações com outros jogos que acompanhei em 60 anos de rádio. O de quarta- feira, em Montevidéu, tinha o “gosto” de decisão. Qualquer um que bobeasse poderia levar gol que dificilmente seria revertido. Isso porque, em muitos momentos da partida, houve supremacia das defesas contra os ataques adversários. No primeiro tempo, foi o internacional que pressionou logo de saída de bola, mas não conseguiu seu intento. Na segunda etapa, o Nacional tomou a iniciativa, logo de início, tentando o gol que acabou não acontecendo. Eu tinha a expectativa de ver ao vivo o Guerrero jogar. E é aqui que quero parar para fazer comparações. Não leve para o caminho do desprezo a quem quer que seja. Muito menos da “vaidade” que sinto cada vez que vejo um craque jogar. Muitos já acompanharam jogadores excepcionais em campo. Tenho que comparar. Pelé e Coutinho, dois astros na acepção da palavra, nunca esperavam a bola chegar até eles, iam em busca. No caso de Guerreio, pelo que observei não é jogador de ir buscar a bola, ele espera por ela. Então, isso não é crítica de avaliação. É seu estilo, pelo que observei. Agora, o instinto de goleador, ou matador como queiram, entrou pela direita quando seu time atacava e tentou bater a gol. No último momento da partida, aproveitando que a bola cruzada passou por toda a defesa do Nacional, com categoria, sem se precipitar, mostrando que goleador não fica nervoso na frente do goleiro, deu a vitória ao Inter. E outra comparação que faço, sem olhar a sua conta bancária, seu salário no Inter, a camisa que veste no momento e a força da torcida que o acompanha, posso comparar com dois jogadores de times bem menos expressivos que o Colorado. Sua importância é idêntica a Elber que jogou pelo Bagé, e aparecia na hora certa para marcar. Ou a Andrei, que foi jogador e goleador do Guarany. A importância técnica de um jogador se mede pelo time que ele defende. Então, concluindo, sei que pode causar polêmica, Guerreio está para o Internacional, assim como Elber esteve para o Bagé e Andrei para o Guarany. É uma maneira de explicar a importância que tem cada atleta, para o clube que defende. Quanto ao jogo de volta, em Porto Alegre, em que pese a vantagem que tem o colorado, não se pode desprezar o Nacional. É um time parelho, pegador, que pode surpreender. Prudência e caldo de galinha não fazem mal a ninguém.


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