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Críticas ao gasto público são generalizadas
Publicado em 07/08/2019

Edgar Muza

Cidade: Bagé / RS
Radialista, comentarista de política e de notícias de geral. Liderança reconhecida nas áreas de saúde e de Carnaval.
Edgar Muza

Mas têm fundamento, sempre e enquanto acompanhamos a evolução das despesas oficiais. E aí a exceção é muito pequena. Comparo a retirada do cafezinho das repartições públicas. Pode representar centavos no gasto geral, mas é a maneira de educar as chefias e funcionários para “situação” falimentar em que se encontram prefeituras, Estados e União. As críticas mais pesadas recaem nos legislativos brasileiros. E não é para menos. Duas informações que os portais de transparências mostraram ao público aconteceu no final de semana passada e início desta. E avaliem se não é um tapa na cara do assalariado. “Despesas com assistência à saúde de senadores e ex-senadores mais que dobrou nos últimos nove anos”. Você sabia que deputados e senadores, na ativa ou não reeleito, têm direito ilimitado a assistência médica, pagos pelas suas respectivas casas legislativas? Ou seja, pelo dinheiro de nossos impostos.  Enquanto isso, o cidadão que paga seus impostos direta, ou indiretamente, através do que consome, segue penando nas filas, implorando pelo atendimento médico. Alguns vão a óbito antes de serem atendidos. A matéria que “colo” foi publicada pelo jornal O Dia, do Rio. Leia: “As despesas com assistência à saúde de senadores e ex-senadores mais que dobrou nos últimos nove anos. Saltou de mais de R$ 4,8 milhões em 2009 para R$ 11,5 milhões em 2018. Este ano, conforme dados do Portal da Transparência do Senado, os gastos bancados com recursos públicos já somam mais de R$ 5,6 milhões. Entre 2016 e 2017, as despesas tiveram maior salto no período: passaram de R$ 7,1 milhões para R$ 10,3 milhões. O Senado oferece aos parlamentares, ex-parlamentares e seus familiares, plano de saúde ilimitado, sem restrições e vitalício”. E tem algo que não pode passar em branco. Se um determinado candidato não alcançou votos suficientes e ficou na suplência, e durante os anos de gestão ele ocupar a cadeira por três meses, já se torna vitalício. E aí tenho que comparar com o que acontece seguidamente no futebol. Faltando poucos minutos para terminar uma partida, decisiva ou não, em que as direções oferecem “bicho” pela vitória, muitos treinadores substituem algum jogador por outro atleta que está no banco e durante toda a partida não foi chamado para atuar. Em poucos minutos que atue tem direito ao prêmio extra. A imprensa esportiva leva pelo caminho da gozação: A substituição garante o bicho. Mas não é dinheiro público. É de seus associados e patrocinadores. Mas voltemos às casas Legislativas que, isso sim, é dinheiro público. Apenas atentem: Isso é no Senado, que é composto por 81 senadores. Basta dividirmos o gasto total pelo número de nossos representantes e teremos o total gasto por cada um deles. Só não fiz o cálculo porque nem todos usaram seu “direito” ao tratamento à saúde. O portal de transparência omitiu a informação. Aí “O justo paga pelo pecador”. Vamos à câmara, que tem 513 deputados. Leia a manchete do CB.

DEPUTADO GASTA R$ 157 MIL EM TRATAMENTO
Odontológico. O parlamentar é Marco Feliciano, que, em sua defesa, argumentou com a seguinte pérola:"Sou político e pregador. Minha boca é minha ferramenta". Acho que ninguém questiona o tratamento realizado e sua necessidade em realizá-lo. Mas por que o uso do dinheiro público? Ele afirma, e nós sabemos, que não é crime porque consta em Lei a independência dos poderes em determinar seus orçamentos. Agora fica a pergunta: Qual a razão para o cidadão pagar? Por que o deputado não pagou de seu próprio bolso? Ou qual a causa de sua igreja, onde ele é pregador, não pagar o serviço prestado? Em tempo, o tratamento foi feito em Goiás. Mas ele é deputado por São Paulo. Estranho, não?

VOLTO A BATER NA MESMA TECLA ATÉ FURAR       
Quando dou opinião a respeito dos gastos públicos, alguns mais “inteligentes” levam pelo caminho que sou contra os legisladores. Que levem, não dou a mínima. Sou contra o desperdício de dinheiro público. Ele faz muita falta à saúde do cidadão, que paga seus impostos e não tem atendimento e, quando tem, é precário. Há muitos anos tenho insistido em salário fixo para os legisladores.Que paguem até R$ 100 mil - “sem penduricalhos” já da uma economia de R$ 67 mil, mês, por cada um deles. São 513 deputados e 81 senadores. Ou o governo central, quando reduzir seu gasto, inclua todos os poderes. Sonho de uma noite de verão?    


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