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Corte de verba para Educação bola da vez
Publicado em 10/05/2019

Edgar Muza

Cidade: Bagé / RS
Radialista, comentarista de política e de notícias de geral. Liderança reconhecida nas áreas de saúde e de Carnaval.
Edgar Muza

A educação grátis está a perigo? Quem não tem dinheiro não poderá ter acesso ao Ensino Superior? Mas é isso que tem sido divulgado pelas redes sociais e a grande mídia. Então, é fundamentado nestas informações que procurei me informar um pouco mais. Não é tanto aos céus nem aos infernos. O que está determinado, não sei se consegue ser executado como está proposto, tem por base investimentos em obras, que propiciará o crescimento físico das universidades federais. Até aqui é uma coisa que explica, mas não justifica. E vou tentar explicar o que entendi sobre o corte. Em primeiro lugar, todo o corte de verbas públicas não senta muito bem nos setores que serão “prejudicados”. E isso é normal. Se levarmos em consideração os poderes da República, nenhum deles aceita diminuir o gasto. Então, não aceitam corte de verbas. Mas como pode ser equacionado o problema se a arrecadação do bolo nacional veio abaixo com a crise? No caso das universidades públicas, foi detectado e denunciado, o supergasto nas do Rio de Janeiro, Bahia e Distrito Federal. Segundo a matéria jornalística, era uma farra com o dinheiro público. Cabe uma observação: se o governo tem o controle da aplicação dos repasses ele sabe, ou deveria saber, onde foi aplicado. Se acontecer suspeita, como parece que está acontecendo, suspende os recursos, ou faz a glosa, naquelas universidades onde o gasto foi exagerado e sem comprovação. Então, a generalização é que pegou mal. No caso, irá pagar o “justo pelo pecador”. E aqui há uma inversão do jargão popular: “todos são culpados, até prova em contrário”. Mas a lei diz exatamente o oposto: "Todos são inocentes até prova em contrário”. Este é o motivo pela qual eu penso que o corte de verbas não será para todos. Querem um exemplo? Está acontecendo um movimento dos DCEs, convocando para uma greve geral dos alunos das universidades federais. Em Brasília, não conseguiram o número suficiente (1,5 mil) de alunos para aprovar a participação da greve geral, marcada para a próxima semana. É sinal que tem algo de “podre no reino da Dinamarca”. A Unipampa, pelo que acompanhei nas declarações do reitor, não só está “enxuta”, bem como vem diminuindo o gasto em investimentos que podem “esperar”. É preciso um pouco mais de estudo sobre as causas da diminuição de recursos para a Educação. É por isso que penso que, como está proposto, não será executado. Concordam?    
     
Chegou a vez dos bancos
Ontem, foram cumpridos 17 mandados de prisão temporária e 28 de busca e apreensão, em uma operação chamada de Crédito Viciado, que atingiu o Banco do Brasil no Distrito Federal. Ali pertinho do governo central. O objetivo é combater uma organização criminosa voltada para prática de peculato e lavagem de dinheiro. Os alvos da operação são funcionários do Banco do Brasil e empresários de empresas de cobrança de dívidas. Não faz parte da Lava Jato. Foi a Polícia Civil de Brasília quem recebeu a ordem judicial para tal operação. Dois dias antes, foi outra instituição bancária, com ramificações em alguns estados, inclusive o Rio Grande do Sul, atingida por operação semelhante. E isso apenas reforça a opinião de que as instituições estão cada vez mais fortes e buscando prender os grandes ladrões do dinheiro público. O que é mais importante o mandado foi cumprido em diversos estados, além do DF: Goiás, São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco, Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso e Rio de Janeiro. As investigações começaram em janeiro deste ano, em virtude de ameaças sofridas por executivos da instituição financeira, motivada pela decisão estratégica do Banco do Brasil de não renovar contratos com 117 empresas de cobrança de dívidas para que o serviço de recuperação de créditos passasse a ser feito pela empresa BB Tecnologia e Serviços. Os “caras” perderam a "teta" e apelaram para as ameaças. Agora, não adianta chorar. Tratem de se defender para evitar a condenação. Ou diminuir os anos de prisão. Pelo que foi constatado, e as provas que embasaram a decisão judicial, não tem escapatória. Os envolvidos são investigados pelos crimes de organização criminosa com aumento de pena em virtude da participação de funcionário público, peculato e lavagem de dinheiro. Enquanto isso, Temer teve a prisão novamente decretada pela Justiça Federal. Então, tá ruim para os ladrões da República. Corruptos, o bicho tá pegando. Ou não?  

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