Comprovadamente estamos no fim da picada
Publicado em 07/07/2020

Edgar Muza

Cidade: Bagé / RS
Radialista, comentarista de política e de notícias de geral. Liderança reconhecida nas áreas de saúde e de Carnaval.
Edgar Muza

O clima que estamos vivendo me dá a impressão que o fim do mundo está próximo. Pelo menos, é o que dizem os adeptos de Nostradamus. “Não se confirmou sua previsão, mas, mesmo assim, muitos acreditam que não ‘foi isso que ele quis dizer”. Ou seja, mais uma declaração ‘distorcida’ que não espelha a verdade.  Vamos começar pelo início do ano 2000. De lá para cá, quanta coisa aconteceu que causou ‘pânico’ no mundo inteiro. Naturalmente aos menos esclarecidos. Sem ordem cronológica, lembro de alguns fatos: A vaca louca, a gripe do porco que evoluiu para H1N1, influenza, aids, degelo da Antarctica, malária, coronavírus e agora está retornando a peste bubônica. Pois bem, a manchete do final de semana, da Agência Estado pode deixar muita gente preocupada. Leia:

Coronavírus afeta produção de remédios

“Setenta e três países alertaram que estão em risco de ficar sem medicamentos antirretrovirais (ARV) em razão da pandemia de covid-19, de acordo com pesquisa da Organização Mundial da Saúde (OMS) realizada antes da conferência bianual da Sociedade Internacional de Aids. Vinte e quatro países relataram que estão com baixo estoque de ARVs ou sofrem com interrupções no fornecimento desses medicamentos que salvam vidas. A pesquisa se deu após uma previsão, em maio, de que uma interrupção de seis meses no acesso a esses medicamentos poderia levar ao dobro nas mortes por aids, na África Subsaariana, apenas em 2020. Em 2019, aproximadamente 8,3 milhões de pessoas foram beneficiadas pelos antirretrovirais nos 24 países que estão enfrentando a escassez no fornecimento. O número representa cerca de um terço de todas as pessoas no mundo que estão em tratamento contra o HIV. Apesar de não haver cura, os antirretrovirais podem controlar o vírus. A incapacidade dos fornecedores de entregarem os antirretrovirais dentro do prazo e a paralisação dos serviços de transportes terrestre e aéreo, estão entre as causas das interrupções citadas na pesquisa. O acesso limitado aos serviços de saúde em decorrência da pandemia, também é um fator preponderante”. E aqui está sendo divulgada as causas. A proibição de viagens internacionais, via aérea e ou marítima, não permitem o abastecimento dos doentes. Está  todo mundo ‘focado’ em um tema só: Vírus. Segundo a OMS, “as descobertas dessa pesquisa são muito preocupantes. Países e seus parceiros precisam fazer tudo que puderem para garantir, a quem precisa o acesso ao tratamento contra o HIV. Não podemos permitir que a pandemia de covid-19 desfaça todas as conquistas na resposta global a essa doença". Ora bolas, o pior vírus que tem acontecido é o ‘pânico’, gerado pela própria OMS. Seguida, é claro, por muitos países. Se continuar acontecendo o fechamento do comércio e indústria, viagens aéreas e marítimas, os remédios, embora fabricados, não chegarão ao destino. Não há transporte. Como miséria pouca é bobagem, mais uma notícia preocupante.
China toma medidas contra a peste bubônica 
 “As autoridades da cidade de Bayannur, na Mongólia interior, no norte da China, anunciaram uma série de medidas, após a descoberta de um caso de peste bubônica no fim de semana. O homem, um pastor, encontra-se hospitalizado em condição estável, informou a comissão sanitária local, em um comunicado divulgado no domingo. A comissão proibiu a caça e o consumo de animais suscetíveis de transmitir a peste, em particular as marmotas, até o fim do ano. Também determinou que os moradores devem informar se encontrarem um roedor morto ou doente. A bactéria Yersinia pestis pode ser transmitida para o homem por pulgas que tenham mordido um rato infectado. Embora esta doença muito contagiosa seja rara na China e seja tratável, pelo menos, cinco pessoas morreram desde 2014, segundo a Comissão Nacional de Saúde da China. Domingo, divulgou-se na Mongólia o caso suspeito de um adolescente de 15 anos, anunciou a agência de notícias chinesa Xinhua. Mais uma. Será que vai atingir o Brasil? É uma boa pergunta. Como o coronavírus já está dando mostras que atingiu o ‘pico’, pode ser que tenhamos, ou não, mais uma contenção no comércio. Tá? 
Parte da população não respeita os decretos

Não é só em Bagé que isso acontece. No Brasil inteiro. Não saberia dizer qual o percentual de brasileiros que não estão dando bola para prefeitos e governadores. Li matéria no jornal O Dia, resumo do final de semana que faz a pergunta: Qual a surpresa? Festas bombando, bares e restaurantes lotados, aconteceram durante toda a pandemia! Vai dizer que você não sabia? A pergunta serve para todo o Brasil. Concordem ou não?


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