Começam divulgar outras infecções
Publicado em 12/05/2020

Edgar Muza

Cidade: Bagé / RS
Radialista, comentarista de política e de notícias de geral. Liderança reconhecida nas áreas de saúde e de Carnaval.
Edgar Muza

O aumento populacional sempre foi maior que as mortes em qualquer parte do mundo. E o Brasil não é diferente. Talvez, até porque aqui não temos controle de natalidade. Já que a China tem sido denunciada como a ‘geradora’ do coronavírus, trago ela para essa análise. O país asiático há alguns anos regulamentou a natalidade. Caso contrário, hoje, sua população teria atingido mais de dois bilhões de habitantes. Mesmo assim, está ao redor de um bilhão e duzentos milhões. É um país comunista, alguns dirão? É verdade. Também não é menos verdade que adotou o capitalismo que a transformou forte na econômica mundial. Ele é o país que mais importa produtos brasileiros. Ao redor de 60 bilhões de importação contra 30 bilhões que nos importamos de lá. Se levarmos em consideração a relação de atingidos pelo vírus entre Brasil e China, percentualmente em relação à população dos dois países, lá a incidência é bem menor. Vamos admitir que por ser país comunista, cuja imprensa não é livre, omite parte das mortes causadas pelo coronavírus. Mesmo assim, o percentual é baixo em relação a outros países, cujo confinamento foi bem maior. Outro detalhe que a OMS anunciou com propagador do vírus, que é o inverno, aqui no Brasil a evolução tem acontecido em pleno verão. Na China, de novembro a fevereiro, faz frio. Da metade de maio até fim de junho, faz calor. É indicado pelas agências de turismo como propicio para visitação naquele país. Pois bem, porque estou trazendo estas informações? É que lá, segundo consta, o vírus se propagou nos meses de inverno. É de se esperar que a partir do meio deste mês, maio, a coisa amenize porque chegará o verão. Agora, se lá contrariar o que diz a OMS, a maior incidência ocorrerá a partir de agora, quando inicia o verão. É apenas uma análise que contrapõe o que vem sendo analisado pelo mundo inteiro. Pois bem, “como gosto de explicar, nos mínimos detalhes”, jargão de programa humorístico, trago estas informações ao público. Outro Tema.

Ministro prometeu e está cumprindo

Os leitores sabem que muitas pessoas sempre cobraram a razão pela qual o Ministério da Saúde não divulgava as demais doença e mortes que aconteciam no Brasil. Pois o atual ministro aos assumir afirmou que faria um levantamento para divulgar mortes por outras doenças e não somente o vírus atual. E cumpriu. Leia: “Além do coronavírus, outra infecção avança e preocupa o Brasil: o sarampo”. O corpo da matéria traz alguns números: “Em apenas uma semana, o número de casos confirmados saltou 18%”. A  infectologista Ana Helena Germoglio, ouvida pelo CB, trouxe uma informação importante: “A transmissibilidade do sarampo é ainda maior do que a covid-19. Uma pessoa infectada pelo novo coronavírus infecta, me média, de duas a cinco pessoas. A transmissibilidade do sarampo varia de 15 a 18 pessoas. Agora que, em tese, estamos em isolamento social era para haver uma transmissão menor. Ana Helena critica o fato de as vigilâncias epidemiológicas estarem voltadas apenas para a covid-19, deixando de lado ‘outras doenças’ que são tão ou mais graves. A população fica com medo de sair de casa para a vacinação, que é a principal forma de contenção desse vírus”.

DF registra dois mil casos de dengue

Segundo a matéria, em apenas uma semana, o Distrito Federal registrou dois mil novos casos de dengue, ultrapassando mais de 24 mil ocorrências este ano. De acordo com o boletim mais recente divulgado pela Secretaria de Saúde, até 25 de abril foram registrados 24 418 mil notificações prováveis da doença. O índice apresentou um aumento de 69,53% em comparação com o mesmo período de 2019, quando houve 14 403 casos prováveis. Isso prova que outros vírus estão transitando pelo Brasil. Falta ainda divulgarem casos de tuberculose, influenza e outros tantos. Sem falar no câncer e coração. Será que a partir de agora irão aumentar o confinamento? Ou começarão a diminuir o confinamento em ‘prestações’ para não serem criticados quando o vírus ‘for embora’? Bolsonaro não perde tempo e afirma: “Já que não querem abrir, vou eu abrindo". Na última quinta-feira, o presidente editou o decreto e adicionou ao rol de serviços essenciais a construção civil e atividades industriais. Anunciou para ontem, segunda-feira, 11, (não sei se editou porque encerrei a coluna antes das 14h), outras profissões como atividades essenciais. Criticando a postura de governadores e prefeitos que têm mantido medidas de restrições. Resta saber se a Justiça, acionada, não irá proibir. Há quem afirme que decreto do governo Central não sofreria intervenção da Justiça. A conferir. Certo? 


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