CIENTISTA RICARDO GALVÃO É ‘HERÓI NACIONAL’
Publicado em 19/12/2019

Edgar Muza

Cidade: Bagé / RS
Radialista, comentarista de política e de notícias de geral. Liderança reconhecida nas áreas de saúde e de Carnaval.
Edgar Muza

Talvez poucos liguem o nome do cientista brasileiro considerado herói nacional. Muito menos saibam a importância da Revista Inglesa Nature, considerada uma das mais ‘renomadas revistas científicas do mundo’. A matéria chama atenção de quem se preocupa com a Amazônia. Pois bem, a Revista publicou, na terça-feira, a tradicional lista de 10 cientistas do ano. O físico brasileiro, Ricardo Galvão, ex-presidente do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) entrou na relação. Para quem não lembra (nós temos memória curta), o físico brasileiro denunciou ‘aumento significativo do desmatamento da Amazônia’. E ai foi um deus nos acuda, porque Jair Bolsonaro questionou os dados divulgados pelo físico brasileiro dando a entender que ele estava a serviço de ONGs internacionais. Recebeu a resposta na hora: “O presidente Bolsonaro não tem qualidade ou qualificação de fazer análise de dados”. Pronto, bastou para pedir demissão ou ser demitido. O cientista era e é tão respeitado no mundo científico que países importantes que colocavam recursos financeiros no combate ao desmatamento e aos incêndios na Amazônia, suspenderam as doações. Isso também provocou um debate entre o presidente do Brasil e da França. Para a revista Nature, “Galvão se comportou como ‘herói nacional’ e ‘defensor da ciência’. A revista diz que está à disposição na internet. O que ele (Galvão) não sabia que se tornaria uma espécie de herói, louvado por seus colegas cientistas. Voltou a ocupar o posto na Universidade de São Paulo e sua declaração à revista mostra o verdadeiro quem ele é: “Sou apenas um velho homem humilde que trabalha com física”. Não sei se haverá pronunciamento do presidente da República, sobre o fato. Mas que é importante um cientista brasileiro fazer parte de um grupo restrito formado pelos 10 maiores cientistas do mundo, lá isso faz. E não se trata de política partidária. Concordam ou não?

Juiz do TRF-4 questiona elo de investigação
O desembargador federal João Pedro Gebran Neto, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, negou, na terça-feira, pedido da defesa de Fábio Luís Lula da Silva, filho do ex-presidente Lula, para retirar a investigação da 69ª fase da Lava Jato, de Curitiba, e anular decisão judicial que decretou. Mesmo assim, ele não vê com clareza. “A conexão que mantém o processo com a força-tarefa do Paraná e afirmou que é melhor que a avaliação seja feita em julgamento do colegiado”. A turma do tribunal, que julga casos da Lava Jato, da qual Gebran é relator, tem três juízes. Todos eles condenaram Lula por duas vezes e até aumentaram a pena decretada pela Justiça do Paraná em primeira instância. A decisão em segunda instância, sobre o sítio do Paraná, está na pauta do Supremo Tribunal Federal para ser julgada em março. O que a defesa de Lula reivindica é a volta do processo para Curitiba. Ou seja, primeira instância, porque “não lhe foi dado o direito de contestar ‘confissões’ dos réus, que usaram a delação premiada, por último no processo”. Foi o mesmo caso, ou semelhante, do ex-presidente da Petrobras Bendine. Então, uma coisa tranca a outra, mas o baile não pode parar (Dr. Abero). Tá? 
Operação Cartão Vermelho na arbitragem
No futebol brasileiro muitas denúncias de ‘enriquecimento ilícito’ tem atingido grande próceres da CBF. O ex- presidente, José Maria Marin, foi condenado e está preso nos Estados Unidos. Ricardo Teixeira abandonou a presidência da CBF ficando foragido por um bom tempo. Recentemente, foi banido do futebol mundial, por decisão da Fifa. Compra de árbitros de futebol, para ‘acertar’ jogos que faziam parte da Loteria Esportiva. Nunca mais puderam exercer sua profissão. Teria sido uma das causas para que fosse extinta a Loteria Esportiva. Pois bem, agora, chegou a vez da operação “Cartão Vermelho” que atinge desvio de dinheiro por parte do Sindicato dos Árbitros do Rio de Janeiro. Ontem, quarta-feira, a Polícia Civil e o Ministério Público do Rio cumpriram 13 mandados de busca e apreensão, além dos sigilos bancário e fiscal dos envolvidos. Os mandados foram cumpridos nas residências do presidente do sindicato e da cooperativa de árbitros de futebol do Rio de Janeiro. Atingiu também a Federação de Futebol do Estado do Rio. Os investigados são apontados como envolvidos na prática dos crimes de organização criminosa, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. Depois não querem que a gente desconfie de certos árbitros que atuam no futebol. Eu, hein?


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