Chegou a vez do filho de Lula entrar no sítio
Publicado em 12/12/2019

Edgar Muza

Cidade: Bagé / RS
Radialista, comentarista de política e de notícias de geral. Liderança reconhecida nas áreas de saúde e de Carnaval.
Edgar Muza

Quem acompanha este espaço deve se lembrar de muitas coisas que comentei e que agora vêm à tona. Após um bom de tempo. As instituições continuam funcionando e são manchetes na imprensa. Mas tudo tem seu começo. Por exemplo, a ação da Polícia Federal, na terça-feira, 10, me traz à mente fatos passados. Leia: “PF faz buscas em apuração que liga filho de Lula à compra de sítio em Atibaia". E isso me faz retornar à época em que Lula exerceu a presidência da República. A Cia. Telefônica Telemar que estava ‘quebrada’ foi comprada pelo filho de Lula. Digamos que por R$ 5 milhões, valor ‘fictício’ que serve para embasar o comentário. Não demora muito e Lulinha a vendeu por 50 milhões (também fictício) que apenas prova a ‘visão’ do filho do presidente e o lucro espantoso que teve com a aquisição da Telemar. Provocou comentário no programa Visão Geral da Rádio Cultura, sobre a ‘inteligência empresarial’ de Lulinha. Inclusive, o ‘indiquei’ para ser o ministro da Fazenda do pai. Ele tinha o poder de “multiplicar os pães”.  Nova fase da operação Lava Jato, deflagrada na manhã de terça-feira, teve como um dos alvos o filho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Fábio Luís. A suspeita é de que empresas do grupo Gamecorp/Gol, controladas por ele e outros investigados, receberam repasses suspeitos do grupo Oi/Telemar, que, em troca, teria sido beneficiada pelo governo”. Foram cumpridos 47mandados de busca e apreensão na operação denominada Mapa da Mina. O Ministério Público Federal cita, entre as ações, um decreto de 2008, assinado por Lula, permitindo a operação de aquisição da Brasil Telecom pelo grupo Oi/Telemar. Os procuradores também suspeitam da atuação de José Dirceu, enquanto ministro da Casa Civil, em favor da empresa. A matéria publicada pelo JB e CB (Jornal do Brasil e Correio Brasiliense) informa que: “Provas colhidas em outras fases da Lava Jato e colhidas com a quebra do sigilo bancário dos investigados indicam que as empresas do grupo não teriam mão de obra e capital compatíveis com a prestação de serviços, para os quais foi contratada pela Oi/Telemar”. Segundo a matéria os ‘ganhos’ da empresa dirigidas pelo Lulinha Filho, serviram de base para aquisição do sítio de Atibaia. Processo em que o Lula, pai, foi condenado em segunda instância, tendo a pena aumentada. Estão “juntando as pedras”. O cruzamento de informações é uma das práticas da Justiça para atingir o objetivo de julgar com isenção. Nem sempre acontece. É o caso das denúncias do jornalista americano Glenn, que tem sido usada para correção de procedimentos do próprio Judiciário. No caso, a força-tarefa teria ‘combinado’ o andamento dos processos. O próprio Supremo voltou atrás na decisão anterior que aprovou a prisão em segunda instância. Agora, está no Congresso a mudança, ou não, do artigo 5º da Constituição Federal. A máquina volta para os ‘trilhos’. Tá!       

No andar da carroça, as melancias se acomodam

Foi notícia na terça-feira, a cassação pelo TSE da senadora Selma Arruda, considerada a “Moro de Saias”. Ela foi eleita pelo PSL, partido escolhido por Bolsonaro. Quando começou a investigação da denúncia de abuso do poder econômico, ela, insatisfeita com o PSL, que não a tinha defendido, saiu do partido em setembro e se filiou ao Podemos, de Álvaro Dias. Ainda cabe recurso, porém é muito difícil que seja revertido. Ela foi condenada pelo TRE de Mato Grosso por 7x0 e o TSE confirmou a condenação por 6 x 1. O voto contrário à cassação foi do ministro Facchin. A estatística não dá margem para erro: dificilmente, o TSE contraria decisão dos tribunais regionais eleitorais. Foi o que aconteceu. O ‘Podemos’ perde uma senadora, que, na verdade, não se elegeu ao abrigo da sigla partidária. Não vai perder, creio, com a expulsão do pastor Marco Feliciano, decisão tomada pelo diretório estadual de São Paulo. Entre as diversas acusações que pesaram na expulsão, está o gasto de R$ 157 mil referentes a um tratamento dentário que a Câmara pagou. O tema foi abordado, na época, neste mesmo espaço. Entre os ‘penduricalhos’, aos quais os legisladores têm direito, está o tratamento de saúde. Isso um dia terá que ser mudado. Mas continua sendo ‘legal’. Como Feliciano apoiou Bolsonaro, deixando de lado o candidato do partido, Álvaro Dias, agora foi a vez da vingança. Em sua defesa, Feliciano foi direto ao tema: “Ao ser expulso de um partido por apoiar o presidente Bolsonaro é, para mim, motivo de orgulho. Por isso, aceito a decisão. Os motivos elencados pelo partido para me expulsar são todos mentirosos.  Afinal, se fossem verdade teriam que expulsar quase todos os deputados federais, pois, como eu, pediram à Câmara ressarcimento de gastos em saúde”. Na mosca. Isso tem que mudar. Quando?  


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