CARLOS BOLSONARO ATACA COMUNICAÇÃO
Publicado em 21/12/2019

Edgar Muza

Cidade: Bagé / RS
Radialista, comentarista de política e de notícias de geral. Liderança reconhecida nas áreas de saúde e de Carnaval.
Edgar Muza

Do governo. Não é a primeira vez e desconfio que não será a última. O filho número dois do presidente continua com a campanha contra a equipe que cuida da imprensa oficial de seu pai. Ele já ‘derrubou’ três ou quatro ministros e ou responsáveis pela divulgação oficial da presidência da República. O presidente Bolsonaro comentou em seu espaço na internet, a operação da promotoria do Rio de Janeiro, junto com a polícia do Estado, em locais onde seu filho Flávio tem acesso para buscar provas que embasem ‘as rachadinhas’. O presidente da República insinuou que o governador do Rio, Witzel, estaria influenciando as instituições no sentido de atingi-lo. Ou seja, o governador que se tornou seu desafeto por ter deixado a entender que ‘seria candidato a presidente da República em 2020’. O filho Carlos aproveitou a brecha e compartilhou o que havia dito seu pai. Mas, não deixou por menos, repetiu as críticas que vêm fazendo sobre a assessoria de imprensa do governo. Afirma categoricamente: “A comunicação do governo sempre foi uma bela de uma porcaria”. Está minando a permanência dos atuais componentes do gabinete. Já derrubou Gustavo Bebianno, general Alberto Santos Cruz, Augusto Heleno e outros de menor importância. Tentou, mas não conseguiu atingir o vice-presidente Mourão. Mas esse foi eleito e não tem como retirá-lo do governo. O vereador é apontado como membro do "gabinete do ódio", grupo de assessores e aliados de Bolsonaro, seguidores do escritor Olavo de Carvalho, que pensam a estratégia de comunicação da militância do governo. Ele, Carlos, deu uma pausa em suas manifestações nas redes sociais, porque sua assessoria passa por ‘sabatina’ no Congresso, na CPI mista instaurada para analisar as redes sociais e suas notícias mentirosas. Também sua retirada foi estratégica ao ver seus assessores voltarem a prestar depoimento ‘sobre a morte da vereadora’ Marielle Franco. Pois bem, tem muita gente, que crítica as declarações de Jair Bolsonaro, que não são comuns para um presidente da República. Eu acho que ele não deixa de ser cidadão e tem direito, sim, na democracia, a dizer o que pensa. É uma maneira de o povo conhecer seu presidente e concordar ou não com ele. E isso vai refletir na próxima eleição. Sem ter pretensão de filosofar, apenas me valho da frase do filósofo frances, Voltaire: “Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las.”
Presidente não deverá vetar auxílio eleitoral
Na noite de quinta-feira, em entrevista na porta do palácio, Jair Bolsonaro disse que “deve seguir recomendação de sua assessoria jurídica e sancionar o projeto como foi aprovado pelo Congresso”. Como se sabe, o governo terá que desembolsar R$ 2 bilhões para ajudar os partidos na campanha eleitoral do próximo ano. A primeira ‘surpresa’ minha foi: Aceitou conselho de sua assessoria? A segunda quando ele traz à tona o artigo 85 da Constituição que trata das situações em que um presidente da República pode cometer crime de responsabilidade. Cá entre nós, se o presidente não pode vetar aprovação de projetos que sofreram emendas dos legisladores, principalmente aqueles que geram despesas, qual seria sua função? Não. Ele não quer vetar. O que é outra coisa. Ele sabe, e qualquer que esteja atento sabe, que se ele vetar volta para o Congresso que poderá, ou não, derrubar seu veto. Se derrubar cabe à prerrogativa ao Executivo de recorrer ao Judiciário. Com receio de ’sofrer’ processo de impeachment  está inclinado a sancionar. E aí faz sua costumeira “jogada para a torcida”: “Sou contra liberação de R$ 2 bilhões para campanha eleitoral dos partidos no próximo ano. Porém, havendo brecha para vetar, eu vou fazer isso. Não vejo, com todo respeito, como justo usar recursos para fazer campanha. A tendência é vetar, sim". Para o presidente os recursos eleitorais dificultarão uma renovação na política, uma vez que, na avaliação dele, servirão apenas para manter no cargo quem já está no poder. Essa sim é a pura verdade. Dinheiro para os partidos participarem de campanhas eleitorais, só beneficiam os caciques partidários. Eles repartem o maior percentual entre os comandantes partidários e aqueles novos que reivindicam entrar na política, não têm dinheiro para a campanha e poucos são eleitos. Isso um dia terá que acabar. Os partidos que vivam de auxílio de seus filiados. Concordam ou não?


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