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ATIRA A PRIMEIRA PEDRA QUEM NUNCA ....
Publicado em 26/10/2019

Edgar Muza

Cidade: Bagé / RS
Radialista, comentarista de política e de notícias de geral. Liderança reconhecida nas áreas de saúde e de Carnaval.
Edgar Muza

Alguns temas abordados pela coluna nos últimos anos são tão atuais que não precisam pesquisar para comprovar que pouca coisa mudou. Se é que mudou. Minha linha de conduta editorial não muda. Gosto de comparar decisões governamentais, independente de qual partido assumiu os governos da União, estados e municípios. Meto meu ‘bedelho’ até em temas que não sou especialista. Porque aprendi e jamais vou esquecer, que tudo tem que ser seguido pela ‘lógica’. E não aprendi nos bancos escolares. A pergunta, ou resposta, “isso não tem lógica” me foi ensinado pelo meu pai, que era analfabeto. Portanto, seguindo a lógica, analiso fatos e dou minha opinião, até mesmo em decisões judiciais. Pois bem, como uma coisa leva à outra, posso e comparo a defesa dos governos por aliados políticos. É a coisa mais natural. Agora, há políticos que não só defendem o que está certo, mesmo que possa estar errado, na defesa de seus correligionários, apenas para marcar posição para a próxima eleição. O que o cidadão de bem quer, é que os governos tomem decisões que ajudem a todos. Ou, pelo menos, que visem à melhoria da maior parte da população. E aí tenho que recorrer à memória para fazem ‘minhas’ comparações, afinal de contas, eu também faço parte do todo. A ditadura criou  certa ‘casta’ política que continua vigente até hoje. E Roberto Jefferson, corrupto confesso, certa feita, declarou que “é dando que se recebe”. Usando uma expressão bíblica para um fato político onde defendia a negociação entre os poderes. Ali iniciou um processo, absolutamente salutar, de perseguição à corrupção e combate à impunidade. Foi o “mensalão” que abriu as portas para o combate ‘aos possíveis ladrões públicos’. Mas tudo tem que ter por base, a independência dos poderes. Sem esquecer que a divisão do dinheiro público tem regras. Como o bolo da arrecadação é centralizado pelo governo central, “não poderia diminuir recursos para projetos do Executivo sem seguir a regra para Legislativo e Judiciário”. E isso que está previsto para debate nas próximas reformas. A da previdência já passou. A manchete que li, nos jornais brasileiros de ontem, explica que as próximas também implicarão em liberação de recursos aos nossos legisladores. A “velha política” tão combatida pelo governo, continua sendo usada como moeda de troca. Leiam o título de capa do Correio Brasiliense.

Congressistas cobram liberação de emendas              

“Relação do governo com o Congresso pode piorar se o Executivo não liberar cargos nos estados e verbas prometidas a congressistas”. O governo teria prometido liberar R$ 3 bilhões em emendas para pouco mais de 210 congressistas, que se comprometeram aprovar mudanças na aposentadoria. Boa parte dos recursos ainda não foi liberada e a reforma passou. Eles acham que há débitos do governo com os legisladores. Emendas e nomeação de cargos nos estados não foram cumpridas. O ex- líder do governo, destituído pelo filho do presidente da República, delegado Waldir, já havia criticado o governo por não cumprir sua parte. E não tem nenhum receio em informar à retaliação que pode acontecer. Ou já está acontecendo. “Esse é um dos motivos de a Comissão Mista Parlamentar de Inquérito das Fake News estar indo para frente”. A deputada Joice está em briga com os filhos do Bolsonaro e denunciou que eles têm uma rede “de Fake News”, especializada em divulgar notícias falsas e levantar suspeitas sobre adversários. A comissão irá convocar assessores  próximos de Bolsonaro para prestar esclarecimentos sobre o suposto uso da estrutura do Palácio do Planalto para a difusão de notícias falsas.
Decisão final com advertência do que pode acontecer: “O governo vai ter que pagar as emendas, ou param as votações nas duas casas legislativas. Se faz compromisso, tem que honrar. O governo fez compromisso. Alguns parlamentares receberam, mas muita gente não recebeu”, disse. Qual a diferença do primeiro governo pós-ditadura e o de agora? Não mudou nada. Porém, e sempre tem um porém, tem gente que defende que o governo “deles” está certo e o dos outros errados. A prática é a mesma. Concordam ou não?  

 


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