ÀS VEZES, ME EMPOLGO COM NOTÍCIAS BOAS
Publicado em 08/02/2020

Edgar Muza

Cidade: Bagé / RS
Radialista, comentarista de política e de notícias de geral. Liderança reconhecida nas áreas de saúde e de Carnaval.
Edgar Muza

Creio que isso acontece com muita gente que atingiu a terceira idade. É o meu caso. Uma delas aconteceu ontem. Se passar da ‘conversa’ para a execução, não tenho dúvida que o Brasil atingirá uma meta que o colocará mais próximo ao primeiro mundo. A declaração, que baseia parte da coluna de hoje, foi do ministro da infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas. A ênfase foi dada em nome do governo. Então, imagino que, tanto Bolsonaro quanto a área econômica estão de acordo. Leiam: “Governo prevê investimento de R$30 bi em ferrovias nos próximos cinco anos”. A primeira coisa que me veio à mente é baseada em um ditado popular: ‘Antes tarde do que nunca’. As maiores economias do mundo, como o Japão, usam a ferrovia como sinônimo de crescimento; transporte de cargas e de passageiros. O trem-bala lançado em 1970 atinge a média de 581 km/hora. Isso quer dizer que uma viagem de Bagé a Porto Alegre poderia ser realizada em menos de uma hora. Claro se aqui tivéssemos um trem com ‘levitação magnética’. Mas como gosto de jogar com a ‘bola no chão’, um de 150 km/hora já estaria de bom tamanho. Acontece que terminaram com as ferrovias, durante a ditadura, privilegiando a indústria de caminhões que atravessam as estradas brasileiras. Só que nunca houve manutenção das rodovias que estão esburacadas e perigosas. Onera o transporte da carga, pela demora causada pela falta de estradas. Tinha outro componente que onerava o preço dos produtos, portos em estado de petição da miséria. Demora no translado acrescido com a demora para embarque nos portos, deixava nosso produtos sem competitividade no mercado internacional. Como me criei viajado em cima de rodas de ferro, é claro, o saudosismo me faz vibrar com a notícia, por enquanto um desejo. O mais importante na matéria que li no JB (Jornal do Brasil) diz respeito a privatizar alguns trechos. Melhora ainda, já que o governo não tem dinheiro para investir. É boa intenção. Espero que se torne realidade. Até viagens para campeonatos no Estado eram realizadas via Ferrovia. Os juízes vinham de trem de Porto a Bagé. Tudo era mais barato. Facilitava o cumprimento do carne dos campeonatos. Então, não é saudosismo, é economia. Certo?

Armando Burd colunista do Jornal o Sul

Faz um comentário sobre governador ‘novato e apressadinho’, referindo-se a Wilson Witzel, do Rio de janeiro. Parte de sua opinião eu transcrevo:“O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, marinheiro de primeira viagem em cargo político, acaba de provocar um estrago. Esta semana, foi a Brasília e anunciou que seu Estado não poderá retomar o pagamento das parcelas da dívida com União em 2023, como prevê o acordo do reajuste fiscal assinado em 2017. O valor total chega a R$118 bilhões. Witzel despreza o tempo que tem pela frente para corrigir absurdos administrativos. Reforça a tese de tecnocratas do Ministério da Economia. Eles consideram que os governos estaduais com dificuldades financeiras são incompetentes e irresponsáveis para cumprir compromissos. O que o neófito fez com tanta antecedência vai atrapalhar outros governadores, entre os quais o do Rio Grande do Sul, que vão com frequência à capital federal na tentativa de renegociar dívidas”. Coisa que deveria ser tratada em conjunto com os estados. Ele individualiza e ganha alguns espaços na mídia. Creio que está aí a intenção, manifestada há bom tempo, de ser candidato à presidência da República em 2022. Para tal, abandonou Bolsonaro, a quem apoiou e foi apoiado em 2018, para ser conhecido nacionalmente. Está conseguindo, inclusive, sendo ‘pauta’ nas declarações nacionais de Bolsonaro. Agora, que complica os demais estados, lá isso complica. Nada está tão ruim que não possa piorar. E aqui vai mais uma conclusão. O Rio de Janeiro, já acertou suas contas no governo de Temer, com a força de Rodrigo Maia, presidente da Câmara. Os demais estados que se virem. Faz parte do jogo político. Concordam?   

As bolsas do mundo e o coronavírus

Os investidores na Bolsa de Valores, que são praticamente os do Dólar, estão se aproveitando para enriquecer mais ainda. Compram e vendem no mesmo dia. O ganho é monumental. Isso aconteceu há dois dias. A situação por qual vive a China, com preocupação dos demais países do mundo, serviu para que a bolsa caísse, e os investidores comprassem. Na parte da tarde as bolsas reagiram e os mesmos que haviam comprado na baixa, venderam na alta. Lucro duplicado e no mesmo dia. Não adianta, isso faz parte do mercado. Tá?     


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