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ALGUÉM TEM INTERESSE EM MANTER SUSPEITA
Publicado em 12/03/2020

Edgar Muza

Cidade: Bagé / RS
Radialista, comentarista de política e de notícias de geral. Liderança reconhecida nas áreas de saúde e de Carnaval.
Edgar Muza

Quem acompanha o noticiário sabe que existem muitas pessoas que criticam fortemente a urna eletrônica. Especialistas na área de segurança, como Brunazzi Filho, entrevistado pelo programa Visão Geral Rádio, três vezes  antes de cada eleição passada, deixam muitas dúvidas sobre o processo, ágil, é bem verdade, mas que não deixa a certeza para o eleitor que não pode conferir se seu voto, foi ‘somado ao candidato que escolheu’. Nosso sistema, foi muito elogiado pelo governo americano que, no entanto, não o considerou perfeito. Para tal, seria necessário à impressão do voto, antes da confirmação pelo eleitor. O Tribunal Superior Eleitoral teria adquirido máquinas impressoras para terminar com a dúvida de muitos brasileiros. Entre as inúmeras desculpas para não colocar o sistema em funcionamento, tem uma que deixa dúvida sobre a inteligência do próprio cidadão brasileiro: “Não podemos colocar impressora porque o voto deixará de ser secreto”. É claro que me senti com as orelhas ‘grandes’. Quando votávamos em papel e colocávamos em uma urna, ele deixava de ser secreto? Claro que não. A mesma coisa aconteceria com uma urna avulsa colocada ao lado da eletrônica. Seria até mais ‘seguro porque o eleitor não precisaria caminhar até a mesa que dirigira os trabalhos, onde estava a urna manual, para depositar seu voto’. Terminado o prazo da votação sairia o boletim de urna e os próprios mesários, confeririam os votos impressos com o boletim da urna. É um debate que vem desde a implantação do novo sistema. Por que volto ao tema? Simples, porque o presidente Bolsonaro, polêmico por excelência, questionado pela imprensa assim se manifestou: “Quero que me ache um brasileiro que confia no sistema eleitoral". Tem muitos que confiam, principalmente, os técnicos do TSE que preparam as urnas. Eles defendem que o sistema é seguro em que pese todas as dúvidas e debates que têm acontecido no Brasil. É claro que os ministros do TSE defendem o atual sistema. Para mudar, ficaria a dúvida sobre segurança do sistema até aqui usado. A vaidade e o debate sobre “quem sabe mais”, tem gerado desconfiança. Jair foi mais longe: "Eu acredito pelas provas que tenho nas minhas mãos, que vou mostrar brevemente. Eu fui eleito em primeiro turno, mas no meu entender houve fraude. Nós temos comprovado, brevemente, eu quero mostrar, porque nós precisamos aprovar no Brasil um sistema seguro de apuração de votos. Caso contrário, passível de manipulação e de fraudes”. Em nota, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rebateu as acusações e afirmou que “ao longo de mais de 20 anos, da utilização do sistema eleitoral não foi constatado sequer uma fraude”. Alguns ministros contestaram, como era de se esperar. O presidente Jair voltou a ‘botar o dedo na ferida que ainda não cicatrizou’. Até que ponto a urna eletrônica é confiável se o eleitor não pode conferir seu voto? Concordam ou não?   

Dolar cai – Bolsa sobre e governo respira

Esta foi a manchete que me chamou atenção. Ela dá a impressão que o acontecido em 48 horas foi uma coisa absolutamente inédita e não esperada. É a coisa mais natural do mundo. Existem coisas tão comuns e corriqueiras que já não mereceriam manchetes. Subir o dólar e baixar a bolsa é nada mais que uma balança. Quando um prato baixa o outro sobre. Só fica no meio quando não é colocado peso em um dos pratos. Eu, que não sou economista, acho a coisa mais normal o que aconteceu. Nossa bolsa e dólar são muito sensíveis. Tem gripe do porco, ou febre aftosa, ou ainda vaca louca, consegue ‘enriquecer’ mais ainda quem tem dinheiro para aplicar nas variações. A enfermidade do momento - coronavírus - está sendo a bola da vez na variação para ‘mais ou para menos’ do dólar e bolsa. Segundo comentarista econômico do JB, a reação do mercado: “Foi muito mais um processo de arrumação da casa, depois de um terremoto que destruiu mais de US$1 trilhão em riquezas globais, do que uma recuperação consistente do mercado. Pelo contrário, todas as incertezas que arrasaram a economia no início da semana continuam latentes. O novo coronavírus está fazendo estragos em vários países e a epidemia só está no começo. A guerra pelos preços do petróleo está longe do fim, mesmo com a alta de 8,32% na cotação do barril”. Aqui outro detalhe importante: Quando foi que o barril de petróleo não sofreu variações? Basta um bate-boca entre os governos produtores ou uma troca de tiros entre os países, para que o barril sofra suas variações. Tá?


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