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A imprensa é a base da democracia
Publicado em 07/05/2019

Edgar Muza

Cidade: Bagé / RS
Radialista, comentarista de política e de notícias de geral. Liderança reconhecida nas áreas de saúde e de Carnaval.
Edgar Muza

Democracia sem imprensa livre, não é democracia. É um dos temas que mais me agrada comentar. E não é porque eu faço parte da imprensa. Aliás, minha participação em meios de comunicação é muito pequena em relação aos gigantes, mas não menos importante. Ou como diz o ditado popular: cada um faz sua parte. Notícias mentirosas existem desde que a imprensa foi criada. Não se sabe por quem, mas não foi pelo alemão Gutemberg. “A imprensa era conhecida há séculos no Oriente”. Ele criou a prensa e os tipos móveis. O nosso Correio do Sul usava um equipamento criado pelo alemão. Por falar nisso, “onde foram parar as máquinas do Correio?” Com a palavra os pesquisadores. É claro que por ser um meio poderoso de comunicação, cada um que assume o poder, procura se aproximar da mídia. Outros nem tanto. Apenas para relembrar os leitores, Lula se elegeu combatendo a grande mídia, na época representada pela Globo. Assim como antes da ditadura de 64 quem ditava as normas eram os diários e emissoras associadas, de Assis Chateaubriand. Para mim, foi o “criador” das notícias falsas. Quando precisava de dinheiro “inventava uma matéria comprometedora ao governo. Depois, ao receber dinheiro publicitário, tratava de retratar a verdade”. Não mudou muito a sistemática. Embora agora temos muitos meios de comunicações que regulam o mercado publicitário. A partir de 64, a Globo da família Marinho, teria tomado o lugar de Assis. Seu grande conglomerado de rádios, jornais e televisões, com sua morte, faliram. O que temos agora são alguns setores funcionando sem o grande poder de antigamente. Estou relembrando parte da história da mídia brasileira, para mostrar que cada governo que se estabelece tem preferência por um setor da mídia. Terminou, ao que parece, a “exclusividade” para determinado setor midiático. Tudo isso veio a minha memória, pesquisando e juntando as “pontas” do que eu convivi, com a história da imprensa no Brasil. O fundamento foram as declarações e o procedimento dos últimos tempos, dos governos brasileiros. Senão, vejamos.

Comparem declarações de Lula e Bolsonaro
Na primeira parte da coluna de hoje, tomei por base as eleições de Lula e Bolsonaro. O petista foi um duro crítico contra a Globo, o que o teria levado à presidência da República. Mas foi um crítico até por aí, pois, ao se aliar com o grupo do Sarney, que presidiu a Arena durante a ditadura, automaticamente “amenizou suas críticas” ao grupo Globo. Depois, enquanto presidente, procurou complicar a vida da emissora diminuindo, não terminando com os recursos publicitários destinados a ela. No segundo governo, após eleito, ai sim voltou a combater fortemente a rede Globo. Bolsonaro, a partir do momento que se lançou candidato, preferiu se abrigar em Edir Macedo, dono da Rede Record. Isso tem causado “briga de foice no escuro”, ao lançar uma rede contra a outra. Tenho enfatizado que Lula e seus parceiros políticos, tentaram de todas as maneiras “regular a imprensa”. Não conseguiram o intento. Bolsonaro está conseguindo diminuir o poderio da Globo, usando as redes sociais e as demais emissoras, pregando a liberdade de imprensa. A conclusão é lógica. Basta ler as declarações de ambos (Lula e Bolsonaro) publicadas na semana passada.

O que os dois pesam sobre a imprensa
A Justiça concedeu autorização para Lula dar entrevista aos jornais, Folha de São Paulo e El País. A insistência dos dois órgãos de imprensa acabou por vencer a resistência de alguns membros do Judiciário. Uma das afirmações, que propiciou a coluna de hoje, foi ter enfatizado que “cometeu um erro grave ao não fazer a regulamentação da mídia”. Nada que não tivéssemos enfatizado durante muito tempo, neste espaço. Dilma, no entanto, negou que a regulamentação fosse censura: “Defendo a regulação econômica da mídia, não de seu conteúdo”. Pois bem, Bolsonaro cortou verbas publicitárias, em que atingiu fortemente a Globo. Não foi preciso regulamentar. Pois, o presidente Jair declarou nas redes sociais, publicadas pela imprensa, o seguinte: "Chama da democracia será mantida sem regulamentação da mídia”. O salutar na imprensa é a comparação de declarações. Fica a pergunta aos leitores: Qual a que lhe agradou mais? 

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