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A GUERRA ESTÁ ESCANCARADA NO PSL
Publicado em 14/10/2019

Edgar Muza

Cidade: Bagé / RS
Radialista, comentarista de política e de notícias de geral. Liderança reconhecida nas áreas de saúde e de Carnaval.
Edgar Muza

A preparação para o combate público, dentro do PSL, vem desde o momento em que Bolsonaro demitiu o presidente do partido, Bebiano. Por um lado, ele demonstrou que o governo não abrigaria nenhum tipo de ‘desvio de conduta’. O que motivou sua demissão foi o uso de dinheiro de campanha para encher o bolso de algum chefe do partido. Foi elogiado à época. Inclusive, Bebiano foi tão pressionado pelos parceiros partidários, que acabou mudando de partido e se filiando ao PSDB. Mas as denúncias sobre uso de dinheiro do partido teve sequência e agora o atingido é outro ministro do governo, Marcelo Álvaro Antônio, ex-presidente do PSL de Minas. No caso Bolsonaro, ‘passou a mão por cima’ e vai esperar pela decisão da Justiça. Isso tem causado muito debate e confusão no partido. Alguns componentes da bancada que apoiam o governo, está de briga com filhos de Bolsonaro. A última declaração do presidente da República, essa, sim, destampou a caixa preta da coligação. Como se sabe, as comissões da câmara são formadas tendo por base o número de deputados de cada partido. Pois, o líder do PSL, delegado Waldir, desligou deputados que fizeram declarações de apoio a Bolsonaro, que está em confronto direto com a cúpula do PSL. Justificando sua decisão o delegado Waldir entrou fundo no tema: “O presidente fica olhando para o quintal dos outros, quando antes deveria olhar para o dele". Aí o bicho pegou. Ele se referia às suspeitas de envolvimento dos filhos do presidente com contratações fantasmas em seus gabinetes e outras irregularidades. E aqui vai a desconfiança de alguns comentaristas políticos. Bolsonaro armou encrenca com o Bebiano, porque não teria recebido ajuda financeira para sua campanha à presidência. Como o atual ministro Marcelo Álvaro a coisa teria sido diferente porque as verbas partidárias, de laranjas ou não, entraram na campanha de Jair. E isso ficou patente na declaração de alguns componentes da bancada do PSL: “Toda a campanha eleitoral foi feita via redes sociais”. No português claro, não foram usadas verbas de ‘candidaturas laranja’. Eu hein?
O PSL não é o único partido em conflito
É a pura verdade. Os conflitos estão acontecendo em outras siglas partidárias. É o caso do DEM, dirigido pelo neto de ACM (Toninho Malvadeza), prefeito da Bahia. ACM Neto tem se reunido com o Hulk tentando atraí-lo para seu partido ou formar uma composição para a próxima eleição. O DEM também tem em seus quadros uma bancada evangélica. Então, aqui entra a velha rixa entre os Marinhos e Edir Macedo. Globo x Record. Os evangélicos estão pedindo explicação sobre estes encontros. Não tem sido levado ao conhecimento deles. Sentindo-se ‘desprezados’ estão reagindo. Isso pode crer é o efeito UDN. O registro partidário, com o ‘dedo’ de Bolsonaro, está atraindo muitos políticos de diversas siglas para a União Democrática Nacional. E a justificativa está exatamente nas reuniões ‘de portas fechadas’ do presidente da sigla, com o representante da Globo. Agora, sim, sai de perto. É briga de cachorro grande. Viva a democracia! Tá? 

TCU suspende propaganda do projeto de Moro

Hoje em dia não passa muito tempo para que a verdade venha à tona, o que nos oportuna comparação. O TCU suspende propaganda paga com nosso dinheiro, incentivando a população a se manifestar em favor do pacote anticrime ‘bolado’ por Moro. O país passa por problemas financeiros monumentais. Falta dinheiro para tudo. Mas aí, porque há interesse de alguns setores na aprovação de determinados projetos, iniciam propaganda, liberando R$10 milhões. É um projeto que está no Congresso e ainda não foi pautada À votação. Mas o Moro quer a sua aprovação. Para isso, resolveu investir em propaganda, como meio de influenciar o cidadão a se organizar e partir para as ruas em apoio ao projeto. O TCU determinou a suspensão da propaganda. Não posso deixar de comparar decisões do Tribunal de contas. Na investigação de Dilma Rousseff, o comando era do presidente Eduardo Cunha e Dilma teve suas contas rejeitadas baseada nas “pedaladas”. O resto todo mundo sabe. Agora, o presidente da Câmara é Rodrigo Maia, a quem está vinculado o TCU. Antes, o mesmo Tribunal deu respaldo à Câmara, ao rejeitar a prestação de contas (ou algo parecido) de Dilma o que proporcionou sua cassação, mas ajudou na condenação de Lula em decisão do juiz Moro. Agora, o TCU, barra Moro, porque o Legislativo não tem interesse. Rodrigo Maia é adversário de Bolsonaro na próxima eleição. São os fatos e fatos são fatos. Não é juízo de valor. É análise de um senil. Tá?

 

 


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