No Ar
Folha do Sul
Web Rádio

A guerra continua entre governo e PSL
Publicado em 22/10/2019

Edgar Muza

Cidade: Bagé / RS
Radialista, comentarista de política e de notícias de geral. Liderança reconhecida nas áreas de saúde e de Carnaval.
Edgar Muza


Agora, a pendenga é entre Joice Hasselmann, ex-líder do governo no Congresso e Eduardo Bolsonaro, líder do PSL, na Câmara, eleito com 28 assinaturas. Os deputados que apoiam o presidente da República bateram no voto ao deputado Waldir, agora destituído da liderança do PSL. É claro que as negociações apregoadas pela imprensa funcionaram. Com a caneta à mão Jair teria aderido à ‘velha política’ troca-troca. Conseguiu convencer três ou quatro deputados que assinaram uma lista de apoio à permanência do delegado Waldir e, após negociação, se ‘arrependeram’ e mudaram o voto para o filho do presidente. Não se sabe o preço pago. De qualquer maneira foi uma vitória do governo. Isso, no entanto, ainda não arrefeceu a luta interna. A deputada Joice entrou em conflito com o filho do Bolsonaro nas redes sociais. O Correio Brasiliense destaca: “A ex-líder do governo no Congresso, deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), reagiu, no domingo, aos ataques feitos pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), no sábado, em transmissão ao vivo pelas redes sociais. Nada tem a ver com “cargo ou com rachadinha”. ‘Olhe, meu amigo, quem gosta de cargo é você, é a turminha aí". Foi resposta à crítica de Eduardo Bolsonaro de que ele perdeu 30 cargos na liderança do governo no Congresso. Joice afirmou que das 30 vagas da liderança não preencheu "nem meia dúzia". A ex-líder do governo no Congresso afirmou também que abriu mão de ser presidente da Comissão de Finanças e Tributação da Câmara para ceder a função a outro partido e, assim, permitir que o PSL presidisse a Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, com Eduardo Bolsonaro. "Demos a credencial para ele para ele tivesse algum tipo de protagonismo. Senão, ia ficar chato o filho do presidente não ter nenhum protagonismo na Câmara, porque nunca teve". "Eu não vou mentir, não vou enganar e não vou passar a mão na cabeça de moleque mimado porque eu trabalhei mais do que qualquer um dentro do PSL para o presidente da República". A ex-líder acentuou que há uma "campanha orquestrada" contra ela e questionou se há dinheiro público envolvido. “Vou continuar seguindo com a minha espinha ereta e o meu coração tranquilo. Que é possível o país dar certo, mesmo com essas associações de crises nos últimos nove meses, uma atrás da outra. Mesmo com aliados sendo fritos, mesmo com campanhas na internet para destruir reputações, igualzinho o PT fazia. Esse tipo de ação será deixado de lado para a construção "de um grande Brasil, com gente séria e honesta, não com um bando de covarde, vassalo, capacho". Joice afirmou que as pessoas não podem ser perseguidas, achacadas nem ameaçadas porque divergem. A deputada do PSL comentou ainda a saída do ex-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Gustavo Bebianno: "Não concordei com a forma como o Bebianno foi sacado do governo." Eu disse isso ao presidente. Foi falta de respeito. Tentei fazer uma composição para que houvesse tranquilidade". De acordo com Joice, os aliados estão sendo transformados em inimigos. Tá bem calmo o ambiente no PSL não acha? Em outro jornal, A Folha de São Paulo, li uma matéria, cuja manchete diz tudo: “Em crise com PSL, Bolsonaro recorre à 'velha política' para salvar articulação do governo”. Ora bolas, ai não está certa a afirmação, ele não recorre ele já pratica há muito tempo, desde o momento que entrou em choque com o presidente da Câmara Rodrigo Maia. Para amenizar a reação dos que ele considerava adeptos do ‘toma lá da cá’, passou a liberar recursos de emendas e nomear indicados pelos ‘ditos’ políticos, para cargos federais em estados. Agora, ele está buscando apoio do MDB, DEM e PSD. Isso está acontecendo nos últimos dias, após romper com o principal cacique e parte dos deputados do PSL, legenda pela qual se elegeu presidente da República. Dividir para governar parece ser a prática atual. Não difere em nada do que já vinha acontecendo em outros governos. É a velha política. Mas não contava com a astúcia do DEM, que preside as duas casas legislativas. No primeiro atrito causado entre Bolsonaro e PSL, Rodrigo Maia e toda sua equipe se reuniram com o presidente Bivar (PSL), propondo a formação, ou aumento, do ‘velho Centram’. Tudo isso já pensando na eleição municipal do ano que vem e de olho em 2022. Concordam ou não?


Deixe sua opinião