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Vida consagrada religiosa
Publicado em 17/08/2019

Dom Frei Cleonir Paulo Dalbosco (bispo de Bagé)

E-mail: cleonir@ascap.org.br
Dom Frei Cleonir Paulo Dalbosco (bispo de Bagé)

No terceiro domingo de agosto, mês vocacional, a Igreja lembra e celebra o dia dos religiosos e religiosas.  Homens e mulheres que consagraram suas vidas a Deus e ao próximo. Desta vocação brotam carismas e atuações que enriquecem nossas comunidades e nosso povo. São testemunhos vivos do Evangelho.

Os religiosos estão a serviço do povo de Deus por meio da oração, dos projetos missionários, da educação e das obras de caridade. Com sua vida consagrada, demonstram que a opção evangélica é plenamente possível de ser vivida, mesmo em um mundo excessivamente material e consumista.

A vida religiosa tem uma missão importante neste mundo em que vivemos e na Igreja à qual pertencemos. Ser religioso ou religiosa é fazer parte daquele grupo de pessoas que foram escolhidas, chamadas e que responderam afirmativamente à voz de Deus, colocando-se a serviço do seu projeto.

       

 O papa Francisco, que também é religioso, fala da vida religiosa: "Todas as formas de vida consagrada, cada uma segundo as suas características, são chamadas a estarem em estado permanente de missão, compartilhando as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens de hoje, dos pobres, sobretudo, e de todos os que sofrem. Os consagrados e as consagradas são chamados, antes de tudo, a serem homens e mulheres do encontro. Quem realmente encontra Jesus não pode permanecer como antes. Ele é a novidade que faz novas todas as coisas. Nossos fundadores foram movidos pelo Espírito e não tiveram medo de sujar as mãos com a vida cotidiana, com os problemas das pessoas, percorrendo com coragem as periferias geográficas e existenciais”.

Cada congregação religiosa tem uma espiritualidade própria e ministérios específicos, através dos quais serve a Deus, especialmente nas realidades mais necessitadas: As comunidades eclesiais, escolas e os hospitais são os espaços tradicionais mais conhecidos.  Mas, hoje, os ministérios exercidos pelos religiosos são múltiplos porque há um empenho muito especial para atender as necessidades de pessoas marginalizadas e empobrecidas por um sistema que está distante da promoção da dignidade. Muitos religiosos deixam sua família e sua terra e vão em missão em outros países, como a África e o Haiti.

Pensemos, então, na vida religiosa: é de Jesus que vem o primeiro chamado, o início da nossa vocação: “Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi” (Jo 15,16). Assim, como escolheu, chamou e deu uma missão aos Doze (cf. Mc 3,13-19), aos discípulos e a tantas vocações que encontramos na Bíblia. Nós, religiosos e religiosas, encontramos na palavra de Deus a raiz da nossa vocação. Fomos chamados por Ele para estar com Ele. E é para a missão, a serviço do Reino, que Ele nos envia.

Precisamos de religiosos e religiosas felizes, pois é disso que o mundo necessita. É deles e delas que a Igreja precisa neste momento. Iluminados pela palavra de Deus e alimentados pela Eucaristia sejam sempre sinais de esperança. Inseridos no meio do povo e vivendo em comunidade, a vida religiosa revelam a missão à qual foram escolhidos e chamados. Então, como o Apóstolo São Paulo, podem exclamar: “Somos para Deus o bom perfume de Cristo! ” (2Cor 2,15).

A messe é grande e os operários são poucos. Mandai, Senhor, operários para a vossa messe. Que Deus Abençoe e proteja todos os religiosos e religiosas. Paz e Bem!

 

 


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