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TEMPO DO ADVENTO
Publicado em 07/12/2019

Dom Frei Cleonir Paulo Dalbosco (bispo de Bagé)

E-mail: cleonir@ascap.org.br
Dom Frei Cleonir Paulo Dalbosco (bispo de Bagé)

Iniciamos um novo tempo litúrgico, é o tempo do Advento. Momento oportuno para reavivarmos o dom que recebemos de Deus, como bem lembra o apóstolo são Paulo na carta a Timóteo: “reacenda o dom de Deus, que está em você” (2Tm 1,6). Reacender o dom é deixar que o Espírito nos ilumine para que nossas forças não sejam empregadas em vão. 
Advento é tempo de esperança, porque Cristo é a nossa esperança. Esperança na renovação de todas as coisas, na libertação das nossas misérias, pecados e fraquezas. Esperança que nos forma na paciência, diante das dificuldades e tribulações da vida. E também é tempo propício à conversão. Se Cristo não for acolhido por nós na manjedoura de nosso coração, não há como viver a alegria e a esperança na expectativa da sua vinda. É necessário que preparemos o caminho do Senhor através de uma maior disposição para a oração, a vida comunitária e a missão. 
O papa Francisco disse: “O tempo do Advento, que começamos de novo, restitui-nos o horizonte da esperança, uma esperança que não desilude porque está fundada na palavra de Deus. Uma esperança que não decepciona, simplesmente porque o Senhor nunca desilude. Ele é fiel! Pensemos e sintamos esta beleza”. (Ângelus do 1º domingo do advento de 2013).
De fato, é a esperança que move a vida cristã. Somos o povo da espera (Ex 3,7-14) e, à semelhança dos primeiros discípulos de Jesus, carregamos em nós a força e a capacidade de sempre recomeçar. No evento da cruz, o grande sinal da revelação plena do amor, quando tudo parecia terminado, foi então que tudo começou (Lc 24,13-35). Para nós, o passado e o futuro são horizontes que apontam para a esperança.
Como diz a canção: “Natal se aproxima, é tempo de amor, renasce a esperança de um mundo melhor. Palavras e gestos promovem a paz, que vem do Deus vivo e na terra se faz. Paz para todos os homens que lutam de boa vontade”. vivamos com alegria esse novo tempo.
O Natal ensina a lição da humildade: Deus não se serve da força e do poder para intervir na história. É através de um "menino", símbolo da fragilidade e da dependência, que Deus propõe aos homens o seu projeto de salvação.  
O Natal convida ao seguimento de Jesus. Não basta emocionar-se com o presépio, com o encanto e a ternura que este tempo desperta. É preciso ir além: aceitar Jesus, seguir Jesus, viver os seus ensinamentos.
Criando um clima de Natal, sugerimos que as famílias e comunidades preparem o seu presépio, pode ser simples do jeito do nosso povo, mas profundo e sentimental como a família de Nazaré. Recordo, com todo respeito, que o presépio principal deve ser o nosso coração e a nossa família.  Que Deus vos abençoe! Paz e bem!


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