Que nossas mães sejam felizes
Publicado em 09/05/2020

Dom Frei Cleonir Paulo Dalbosco (bispo de Bagé)

E-mail: cleonir@ascap.org.br
Dom Frei Cleonir Paulo Dalbosco (bispo de Bagé)

O Dia das Mães está chegando. Nunca estivemos tão carentes de abraço como agora. Talvez, poucos sabem o quanto um abraço é especial. Mais uma vez a verdade se evidencia: é preciso perder para saber que tinha valor. Esse tempo de isolamento social nos ajudou a refletir sobre as diversas realidades, não foi e não está sendo fácil... Mas, nosso coração compreende que tudo voltará ao normal e que seremos mais humanos e menos complicados. Que assim seja!
    A relação humana é o espaço da alegria, da felicidade e da realização. A qualidade da vida depende da qualidade dos relacionamentos. A solidão e o individualismo não fazem parte da essência humana. Ninguém sobrevive pensando somente em si e tomando propositalmente distância emocional das outras pessoas. Os humanos possuem algo em comum, que convoca à comunhão e ao entrelaçamento. 
    Criados para a interdependência, as pessoas formam núcleos, socializam sentimentos e produzem conhecimento. Uma pessoa portadora de inteligência não procura ser mais do que os outros e nem se coloca acima dos demais. A inteligência é capaz de abrir novos caminhos e de aperfeiçoar o processo de humanização. O grau de inteligência pode ser mensurado também pela busca do autoconhecimento. 
    Quanto maior for o horizonte da visão de mundo, mais a pessoa sente necessidade de decifrar o seu universo interior, com suas qualidades e defeitos. Ser inteligente não é um privilégio, é o resultado de um empenho que desconhece horas e dias.
    O grau de inteligência não depende da quantidade de livros lidos, mas da incomparável atitude de permanecer aberto, diante da possibilidade de absorver mais e mais. Inteligência e humildade se complementam, quando se trata de postura de vida. 
    Como são felizes as pessoas que utilizam da própria inteligência para vasculhar a sua interioridade, entender os processos emocionais, tratar as feridas e favorecer a realização dos sonhos. A complexidade do mundo aguarda por pessoas inteligentes emocional e espiritualmente.
    No texto desse final de semana, nossa prece e nossa homenagem vai para as nossas mães. Como filhos, mesmo com nossas dificuldades e fragilidades humanas, não podemos esquecer que, somos o que somos, porque ela, nossa MÃE, defendeu a vida e nos amou desde o seu ventre. No fundo, o que as mães querem é uma coisa só: que seus filhos sejam felizes.
    Muitas de nossas mães, inclusive a minha, não cursaram nenhum curso superior, nunca entraram em uma universidade, mesmo assim, se tornaram mestres e doutoras na educação e na saúde dos filhos. O abraço e o beijo da mãe acalentam e acalma as tempestades e sofrimentos que surgem no mundo das adversidades. 
    Concluímos com uma prece: Meu Deus, a ti eu agradeço a bênção maravilhosa, a infinita graça com que me agraciaste, e que vive e dá pelo nome de mãe. Por ela, eu existo por ela eu vivo, e a ela tento honrar diariamente com minha humilde existência, meu eterno amor, minha profunda admiração e orgulho. Eu te agradeço, meu Deus, pela mãe maravilhosa que tenho! 


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