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Obra boa é obra concluída!
Publicado em 27/07/2018

Divaldo Lara

Prefeito de Bagé
Divaldo Lara

Desde que iniciamos o governo, essa tem sido a frase que norteia nosso trabalho. Mesmo antes de assumirmos, eu já afirmava que nossa missão seria espantar para longe a nuvem de tempestade que pairava sobre Bagé e que afetava a autoestima dos bageenses, fazendo acreditar, de certa forma, que não merecíamos o melhor, o progresso, ou ainda, que mesmo a realização de obras que atendessem necessidades básicas não seriam possíveis. Pois bem, bastaram 18 meses para provamos que isso não era verdade e vou me ater apenas às obras que oferecem trafegabilidade, uma das maiores necessidades do nosso município. Logo de início, asfaltamos o acesso à Unipampa, um trecho curto, mas que aguardou 10 anos para que os alunos, professores e moradores não sofressem mais com a poeira e os buracos. Em paralelo, trabalhávamos na avenida Itália, que oferece acesso aos bairros Arvorezinha, Damé e tantos outros. Essa avenida e seus moradores aguardaram 40 anos para que algo de concreto fosse feito. Está pronta e entregue à população. Continuando a lista de obras, na próxima semana inauguraremos o anel rodoviário, tão esperado pelos moradores dos bairros da zona oeste.  Chamou-me atenção o caso de um morador desse local, que pretendia abrir seu comércio; comprou os aparelhos e os mantinha guardados, pela impossibilidade de abri-lo devido à poeira, já que se tratava de alimentação. Com a conclusão da obra, essa história chegou aos meus ouvidos como um relato feliz, pois, agora, finalmente, conseguiria colocar o seu sonho em prática. Nessas horas é que percebemos o quanto uma obra parada e sem conclusão afeta, diretamente, a vida das pessoas. Isso sem falar nos demais transtornos que uma obra parada acarreta para o poder público. Ao retomar um trabalho estagnado, os custos passam por reequilíbrio de valores, do momento em que foi inicialmente orçado até o atual. E isso significa prejuízo financeiro sempre. Acompanho as obras de perto visitando, periodicamente, cada uma delas, e, assim como a história que relatei antes, ao iniciarmos as obras do anel, um morador da Vila Gaúcha me falava sobre sua idade já avançada e sobre não acreditar, um dia, ver o asfalto passar na frente da sua casa, assim como também não veria o ex-presidente Lula preso. Pois bem, voltarei à casa desse senhor e voltaremos a conversar sobre esses dois fatos, agora realidades.  Meu amigo, vereador Geraldo Saliba, morador do local, que lutou muito pela causa e que, periodicamente, mostra com orgulho, por meio das suas redes sociais, o trecho do anel rodoviário concluído, também me relata a mudança no ânimo das pessoas que trafegam por lá.  Falei há pouco sobre o prejuízo no reequilíbrio financeiro, ao retomar uma obra parada. No caso do anel rodoviário, comemoramos um fato inédito: estamos devolvendo 250 mil reais ao Estado por terem sobrado recursos referentes a essa obra. Inúmeras outras realizações poderiam ser listadas aqui, como a ponte do Quebrachinho, que há anos aguardava solução e, já que falei no trabalho do Desenvolvimento Rural, vamos à mais recente intervenção iniciada. Alguém lembra das máquinas novas que, recentemente, chegaram à nossa cidade para uso daquela secretaria? Pois é, já estão trabalhando! E, com elas, retomamos mais um histórico problema da nossa cidade, que estava parado por quase 30 anos e por muitos até esquecido. Refiro-me às pontes elevadas do Corredor das Tropas, um local que estava sem uso, que liga a zona leste à norte e que, assim que concluído, servirá tanto para o escoamento da safra quanto de acesso à Unipampa e ao IFSul. O trabalho, iniciado na terça-feira, prevê a recuperação da estrada com a execução da terraplanagem e cabeceiras das duas pontes. Esse será mais um sonho realizado, pois, como disse no título deste artigo, obra boa é obra concluída, provando, mais uma vez que, com trabalho constante, temos capacidade de progredir. Merecemos este progresso!  

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