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Neste governo, hospital não fecha
Publicado em 07/04/2017

Divaldo Lara

Prefeito de Bagé
Divaldo Lara

Prefeito de Bagé

Ontem, quinta-feira, durante o ato de reabertura oficial do Hospital Universitário Mário Araújo, fui tomado pela maior das emoções desde que assumi a Prefeitura de Bagé.
Em primeiro lugar porque vivi com dor aqueles momentos, no ano passado, quando o hospital foi fechado. Lembro que insisti muito em dizer que não era possível um governo municipal permitir o fechamento de um lugar que salva vidas. Nós, da oposição na Câmara de Vereadores, o Sindicato dos Empregados da Saúde, enfim, todos juntos, lutamos, bradamos e buscamos soluções, tanto em Bagé quanto em Porto Alegre, no governo do Estado. 
Mas faltava uma ação efetiva do município.
Também recordo que a reitora Lia Quintana sofreu críticas de todos os lados, o que repercutiu na sua família, na instituição Urcamp e em toda a região.
Como vereador e presidente da Câmara Municipal sabia, em meu interior, que era possível manter o hospital aberto. Bastava o querer político, boa vontade, astúcia, entendimento que uma instituição de saúde fechada é um retrocesso para uma cidade.
No entanto, parecia que todo o nosso esforço era em vão. E aquilo doía.
O Hospital Universitário surgiu em Bagé como Casa de Saúde, em 1940, de propriedade do doutor Mário Araújo e foi considerado, na época, “o maior hospital de cirurgia do Brasil”. Construído com ajuda da comunidade e verba do próprio médico. A informação está no livro Inventário Cultural de Bagé, da pesquisadora e médica cardiologista Elizabeth Macedo de Fagundes.
Pois bem, depois de 76 anos, a Casa de Saúde fecha.
Quando me elegi prefeito, em outubro do ano passado, já sabia que a prioridade entre as prioridades seria retomar o hospital e torná-lo forte, como um grande suporte à rede municipal de saúde. O “Universitário” atenderia a população de Bagé.
Pois quem tem Mário Mena Kalil ao lado, quem tem Henri Rita e Rafael Ribeiro, pode sonhar que existe a possibilidade do sonho se concretizar.
Vivencio no dia a dia o entusiasmo do Mena, como vivencio de outros secretários. Mas, nesse caso, eu sabia que o secretário de Saúde e Atenção à Pessoa com Deficiência não estava sozinho em seu sonho, havia uma grande equipe ao seu lado, além dos médicos-administradores que citei, Rita e Ribeiro, com todo o apoio e suporte da reitora Lia Quintana e do prefeito de Bagé.
Por isso que ontem, ao ver o ato de reabertura, lembrei da primeira vez em que entrei na Casa de Saúde para ser internado, aos 9 anos, e tive o doce carinho de minha mãe; lembrei dos esforços tantos; lembrei que o máximo que a administração anterior parecia conseguir fazer era “abraçar o hospital”, e lembrei que as pessoas suplicavam para não deixar o HU fechar.
Sinto-me com o dever cumprido. O hospital servirá à população que mais precisa, com seus leitos SUS, com exames de raios-x, tomografia, cirurgias, enfim. Como bem disse o secretário Mena Kalil, “o prefeito disse e reafirmou ‘no meu governo hospital não fecha’”; ou, como bem citou Ribeiro, não exatamente nessas palavras, “optamos por aprimorar ou adquirir o que falta na Santa Casa, porque não se trata de concorrência, é um complemento”.
Para encerrar, agradeço  a iniciativa, a ajuda e a parceria de todos. Muito obrigado.
Estou feliz, com a sensação do dever cumprido, com a certeza que está valendo a pena e que mais podemos fazer.

Meu Bairro Melhor
Neste domingo, espero todos no bairro Castro Alves para um grande trabalho de melhorias, de oferecimento de serviços à comunidade e também para brincar, conversar, ouvir sugestões, elogios, críticas e palavras de incentivo.
Eu estarei lá desde sábado, mas no domingo é o ponto alto do evento que começa a levar a prefeitura aos bairros a cada 15 dias.
Um abraço, aguardo vocês! 
 

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