No Ar
Folha do Sul
Web Rádio

HU: aberto e mais próximo das pessoas
Publicado em 21/07/2017

Divaldo Lara

Prefeito de Bagé
Divaldo Lara

No início desta semana, dia do aniversário de Bagé, o Hospital Universitário Dr. Mário Araújo, mantido pela Fundação Átila Taborda, passou a oferecer 39 novos leitos para internação pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Mesmo impossibilitado de participar desse grandioso ato (o vice-prefeito Manoel Machado me representou) senti uma profunda satisfação por saber que essa é uma conquista que contou com a participação do nosso governo. Porém, destaco aqui que a trajetória teve início em 2010, em meu mandato de vereador, quando assumi a luta para fazer funcionar o tomógrafo do hospital.  O objetivo de tirar da ociosidade um equipamento tão importante para a saúde da comunidade – e como se impunham dificuldades para isso! -, agora faz-se realidade com um conjunto de benefícios para firmar o HU como um lugar em que os bageenses podem contar e confiar.
Lembro que, no dia 5 de abril deste ano, realizamos o ato de reabertura oficial do hospital. Naquela oportunidade, fui tomado pela maior das emoções desde que assumi a Prefeitura de Bagé. Não era qualquer coisa, era a retomada de serviços essenciais para a saúde da população. E falei sobre isso na ocasião. Em primeiro lugar, porque vivi com dor aqueles momentos, no ano passado, quando o hospital foi fechado. Lembro que insisti muito em dizer que não era possível um governo municipal permitir o fechamento de um lugar que salva vidas. Nós, da oposição na Câmara de Vereadores, o Sindicato dos Empregados da Saúde, enfim, todos juntos,  lutamos, bradamos e buscamos soluções, tanto em Bagé quanto em Porto Alegre, no governo do Estado.  Mas faltava uma ação efetiva do município.
Também recordo que a reitora Lia Quintana sofreu críticas de todos os lados, o que repercutiu na sua família, na instituição Urcamp e em toda a região.
Na ocasião, como vereador, sabia que era possível manter o hospital aberto, mas parecia não haver interesse. No entanto, bastava querer político, boa vontade, astúcia, entendimento que uma instituição de saúde fechada é um retrocesso para uma cidade.
No entanto, parecia que todo o nosso esforço era em vão. E aquilo doía.
O Hospital Universitário surgiu em Bagé como Casa de Saúde, em 1940, e foi considerado, na época, “o maior hospital de cirurgia do Brasil”. Construído com ajuda da comunidade e verba do próprio médico-proprietário, Mário Araújo. Pois bem, e o que acontece? Depois de 76 anos, a Casa de Saúde fecha.
Quando me elegi prefeito, em outubro do ano passado, já sabia que a prioridade entre as prioridades seria retomar o hospital e torná-lo forte, como um grande suporte à rede municipal de saúde. O HU atenderia a população de Bagé.
Pois quem tem Mário Mena Kalil à frente da Saúde do município, uma reitora disposta a arregaçar as mangas, quem tem os médicos Henry Ritta e Rafael Ribeiro no comando das ações, pode sonhar que existe a possibilidade do sonho se concretizar.
Vivencio, no dia a dia, o entusiasmo do Mena com as boas novas da Saúde. E, nesse caso, eu sabia que o secretário contava com uma grande equipe ao seu lado. Além dos médicos-administradores que citei - Rita e Ribeiro, com todo o apoio e suporte da reitora Lia Quintana e da Prefeitura de Bagé. Este era o maior dos meus compromissos.
Por isso que, em abril, ao ver o ato de reabertura, lembrei da primeira vez em que entrei na Casa de Saúde para ser internado, aos 9 anos; lembrei dos esforços tantos em torno do tomógrafo; lembrei que o máximo que a administração anterior parecia conseguir fazer era promover um “abraço no hospital”, e lembrei que as pessoas suplicavam para não deixar o HU fechar.
Sinto-me com o dever cumprido. O hospital servirá à população que mais precisa, com seus leitos SUS. O contrato que fizemos estabelece a integração do HU à rede pública de atenção à saúde do município, traz para Bagé um apoio de parcerias concretas, transparentes, para a qual estamos comprando esses serviços para a população. É assim que se trabalha, os recursos públicos para o público e é desta forma que estamos fazendo. Não são só 39 leitos SUS que surgem, é a telerradiologia, os raios-x com laudo em 24h, a tomografia funcionando, reabertura do bloco cirúrgico, diminuindo a fila de espera e abreviando o sofrimento dos bageenses. Vamos oferecer tudo isso com um custo muito baixo.
Por fim, como afirmei e repito, com muito orgulho: no meu governo, hospital não fecha.
E hoje o HU pode ser visto como um novo hospital, que optou por aprimorar ou adquirir o que falta na Santa Casa, porque não se trata de concorrência. É um complemento.
 

Deixe sua opinião