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É bom viver em Bagé. Mais vida, menos violência
Publicado em 09/06/2017

Divaldo Lara

Prefeito de Bagé
Divaldo Lara

Prefeito de Bagé

A boa notícia da semana para nós bageenses diz respeito aos índices de violência. O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública apontaram a nossa cidade, dentre aquelas com mais de 100 mil habitantes, como a menos violenta do Rio Grande do Sul. No Brasil, estamos na 17ª posição.
Não há dúvida de que se trata de um trabalho muito bem articulado dos nossos órgãos de segurança, polícias Civil, Militar e Federal. Destaco aqui a palavra do delegado regional Luís Eduardo Benites, publicada aqui no Folha do Sul, “nossa comunidade não fomenta uma cultura de violência. A maioria dos autores dos crimes e delitos não são naturais do município”. No entanto, apesar do bonito gesto de elogio à comunidade, destaca-se o trabalho magnífico realizado pelos policiais, que desenvolvem ações efetivas de combate às causas da violência, como o narcotráfico.  O serviço de inteligência da Brigada Militar é peça importante para termos chegado aos baixos índices de criminalidade em Bagé, não há dúvida disso, dentro do conjunto de atividades realizadas, como o policiamento ostensivo.
Mas, é essencial que mantenhamos a boa notícia com ações de governo na Educação, na Saúde, no Meio Ambiente, no Desenvolvimento Econômico e na Secretaria de Segurança e Mobilidade. Por isso, nosso compromisso firmado com a Guarda Municipal, em que estamos trabalhando muito para a sua instalação, o que deve acontecer no próximo ano. Se estamos bem hoje, com essa grande ajuda de guardas em praças, escolas, postos de saúde e demais órgãos públicos, ficaremos melhor amanhã.
Vale destacar que os órgãos de segurança em Bagé trabalham integrado. Aliás, o delegado da Defrec, Cristiano Ritta, exaltou esse fato em entrevista, o trabalho conjunto das polícias, apesar das dificuldades que enfrentam com a falta de recursos, fazem desses servidores verdadeiros heróis.  
De minha parte, sou parceiro da Polícia e defendo os interesses dos agentes da Segurança Pública junto ao Estado, compreendo a sua luta.
Quanto ao município, se depender da minha administração, os índices reduzirão ainda mais, porque começamos, desde janeiro, agindo de forma ampla, sabedores que a proteção da comunidade abrange inúmeros fatores, em que projetos e programas tendem a ser essenciais na melhoria da qualidade de vida da população, o que significa coibir atos de violência.
A nós, bageenses, a boa notícia nos obriga a anunciar em alto e bom som: Bagé, orgulho de ser a cidade mais pacífica do Rio Grande.

Chuva
Poderia não ser uma má notícia o fato de chover tanto na Rainha da Fronteira. Afinal, já fomos notícia nacional pela falta de água. E, ainda hoje, é comum nos perguntarem quando viajamos “se já tem água em Bagé”. Mas, se formos analisar o plano de trabalho que estamos realizando na cidade, principalmente nos bairros, trata-se, sim, de uma má notícia. A programação elaborada, mesmo presumindo dias de chuva, está bastante prejudicada. Outro dia ouvi comentários sobre as roupas molhadas, que o tempo não permite secar e acumulam em casa. No mesmo momento percebi que a prefeitura, as secretarias de Infraestrutura, de Desenvolvimento Rural e o Daeb estão em situação semelhante: a agenda de patrolamento, de colocação de bueiros e outros serviços está acumulada. E, embora a comunidade compreenda, temos consciência de que até o que já foi feito precisará de retoques, somando-se ao que está programado, o trabalho se torna dobrado enquanto o tempo permanece o mesmo.
Não sou de baixar a cabeça e esmorecer. Aguardo os bons dias que nos permitirão voltar às ruas com toda a vontade. Nossa cidade é formada por homens e mulheres acostumadas à luta do dia a dia, e não se entrega. Têm lugares no Rio Grande sofrendo verdadeiras tragédias, com pessoas desabrigadas e, inclusive, morrendo. Não chegamos a esse ponto, graças a Deus. Portanto, vamos dar a volta por cima e, com a confiança de todos, assim que a chuva parar, trabalhar com mais vontade ainda para retomar o bom caminho das ruas.

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