No Ar
Folha do Sul
Web Rádio

Dois anos em retrospectiva
Publicado em 11/01/2019

Divaldo Lara

Prefeito de Bagé
Divaldo Lara

Chegamos à metade do mandato. E, no último final de semana, foi ao ar pela TV Câmara e também pelas minhas redes sociais, a entrevista que fecha esse ciclo de dois anos. Durante 1 hora e 24 minutos, falamos sobre muitas conquistas, bem como a forma de trabalho que implementamos logo ao entrar, o que garantiu um fluxo de trabalho intenso desde os  primeiros dias de 2017. Hoje, com os resultados obtidos, tenho a certeza de que o caminho e as decisões foram as mais corretas.  O governo atua buscando soluções para diversas áreas simultaneamente. Educação, saúde, turismo, infraestrutura, ruas, estradas, assistência social, habitação, juventude, entre outras. Todos com anseios diários e muitos deles com a necessidade de soluções para questões históricas. Um governo é feito desta complexidade. Com base nisso, por mais que um governo seja realizador, por mais que atinja suas metas, sempre terá o que fazer, sempre haverá desafios pela frente.  Assim tem sido. Hoje, tenho uma avaliação muito positiva do que já foi feito, mas sem tirar os olhos das próximas metas.  A limpeza urbana é uma das metas que Bagé tem margem para evoluir e corrigir. E, neste quesito, um governo não pode trabalhar sozinho. As chuvas dos últimos dias são a prova disto, pois hoje (ontem) recebi fotos de móveis, pneus e outros tantos objetos domésticos descartados incorretamente pela população em locais indevidos. Aliado a isso, ainda há um déficit de equipamentos, uma meta que continuamos na busca por soluções. Durante a entrevista, falamos sobre as 1 164 novas residências conquistadas para Bagé, sendo este o maior programa habitacional do município, além de o maior em andamento no Estado. Além disso, asfalto novo; comércio e emprego; barragem da Arvorezinha; e o novo reservatório também foram pautas tratadas. E, para iniciar a entrevista, antes de expormos as conquistas, relembramos o início e a forma estrutural de compor nossa gestão. Quando iniciamos, em 2017, o grande desafio era assumir e governar logo em seguida, pois a tendência de um governo novo é patinar nos primeiros meses; absorvendo as rotinas; os fluxos; a adaptação dos novos diretores e secretários, conhecendo a realidade dos contratos. Isso consome muito tempo de qualquer governo novo. Contudo, conseguimos boa velocidade logo ao entrar, porque estamos com uma equipe excelente de secretários e colaboradores. Hoje, com dois anos de governo, vemos que Bagé evoluiu,  progredindo em muitos aspectos, mas ainda há muitas carências e necessidades. Entretanto, muito desta evolução deve-se às decisões iniciais. Desde os primeiros dias, optamos por fazer um formato de gestão enxuto. Ao invés das 19 secretarias, reduzimos para 12, além das demais reduções de estruturas e cargos. Houve redução desde o fim do gabinete da primeira-dama até a aglutinação de pastas em uma única. Essa redução não ocasionou prejuízos para as políticas públicas de cada pasta, que reduziu sua estrutura. Pelo contrário, deram bons resultados. Foi o caso, por exemplo, da Secretaria do Idoso, Habitação e Assistência Social, unidas em uma só. Após essa redução, fomos em busca de recuperar contratos. Recursos que há muito tempo estavam na conta da prefeitura, na conta dos Ministérios, da Caixa, que não eram utilizados por falta de projetos, de fiscalização, de contrapartida e que, ao exceder prazos, por falta de controle no governo anterior, eram perdidos.  Foi o caso do posto de Saúde Sá Monmany, que recebeu no passado recurso de R$ 150 mil para sua reforma, que não foi utilizado e perdido. Acabamos reformando o posto e transformando-o em um Centro de Referência, com recursos próprios dos cofres do município, algo que poderia ter sido realizado com a verba perdida. Porém, quando assumimos este recurso não mais existia.  Para evitar este tipo de situação, estabelecemos como meta uma correta gestão de projetos. Montamos a inteligência do governo com relação a planejamento e projetos do município. Juntando os engenheiros, arquitetos, setor de convênios, de prestação de contas - todos próximos ao meu gabinete, onde tomamos as decisões. Essa proximidade nos deu um fluxo de trabalho melhor e um resultado em obras muito eficiente. Inclusive, o resultado muitos bageenses têm visto e usufruído no seu dia a dia, pois retiramos obras históricas do papel, como o asfaltamento do anel rodoviário e da avenida Attila Taborda, apenas para citar dois exemplos.  

Deixe sua opinião