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Denuncismos não encerrarão importantes serviços
Publicado em 29/06/2018

Divaldo Lara

Prefeito de Bagé
Divaldo Lara

Há cerca de duas semanas inaugurávamos, com muita alegria, uma casa de hospedagem em Porto Alegre para abrigar pacientes bageenses, em tratamento na Capital. Pois o espaço, que também beneficia acompanhantes e motoristas e teve apoio e colaboração de tantas pessoas que entenderam a real importância, também estava causando, ao mesmo tempo, desconforto em tantas outras, sem que sequer percebêssemos.  O motivo? Talvez, justamente pela grandiosidade do ato e até mesmo o ineditismo, já que esta é a primeira casa inaugurada por uma prefeitura para cuidar dos seus cidadãos que estão em estado de vulnerabilidade e em um lugar adverso ao seu, como a capital.  Enquanto uns teciam colchas, buscavam doações como uma máquina de lavar, outros assistiam aos vídeos, vasculhavam o portal da transparência e até visitavam a casa em busca de algo errado. Por que, para quem está acostumado a defender bandido, é difícil entender que um trabalho possa ser realizado com legalidade. Vamos aos fatos: Essa semana uma matéria foi publicada em rede estadual, enfatizando que pudesse haver irregularidades na contratação do aluguel da Casa de Hospedagem e, mesmo tendo enviado as respostas pertinentes, insistentes erros continuam a ser noticiados. Se a desconfiança e apuração dos fatos, é algo normal – e justo de se apurar, seja pela investigação da população ou até de um meio jornalístico. Também é curiosa a insistência em divulgar fatos inverídicos após termos enviado os devidos esclarecimentos. Na fase inicial, procuramos, junto às imobiliárias de Porto Alegre, imóvel condizente com a necessidade para a qual buscávamos e dispomos de três orçamentos de possíveis locais. O escolhido foi este, que melhor se adequava aos quesitos de estrutura para abrigar um número razoável de pessoas por vez. Dos locais pesquisados e disponíveis nas imobiliárias, este atendia ainda a outras características básicas e essenciais para nós. Era uma casa, o que facilita a acessibilidade, era o que nos possibilitaria realizar reformas necessárias, era próximo a centros de saúde como a Santa Casa e ainda com transporte coletivo passando na frente, mais uma facilidade. A reunião destas características nos fez optar pelo imóvel, cujas tratativas sempre foram realizadas via imobiliária e jamais diretamente com o proprietário, apesar das matérias publicadas insistirem em dizer o contrário.   O imóvel, como a princípio seria locado, toda a documentação estava sendo firmada desta forma e óbvio, com os devidos encaminhamentos para pagamentos. Neste momento, é importante afirmar, que nenhum centavo da prefeitura de Bagé chegou a ser pago nem à imobiliária, nem ao proprietário.  Ao tomar conhecimento de que estávamos alugando o seu imóvel, o proprietário, Sr. Iradir Pietroski, hoje, presidente do Tribunal de Contas - na época da contratação inicial ainda não ocupava este espaço - , por entender a relevância da ação e também por não precisar do valor deste aluguel, abriu mão dos valores, por pelo menos, dois anos. Neste momento uma nova configuração de contrato iniciou a ser feita e  informamos, de imediato, ao Ministério Público sobre a mudança. Enquanto uns levantam suspeitas sobre o proprietário, eu, em nome dos bageenses, agradeço a esse senhor, que estende a mão à nossa cidade, beneficiando a tantas pessoas, sem estar recebendo nenhum valor.  Outros, aproveitam-se do momento, por razões diversas e, principalmente, por estarmos próximos a um período eleitoral, levantam suspeitas ao nosso governo. Entretanto, reitero, todos os trâmites foram explanados em nota oficial emitida pela prefeitura e também aos meios de comunicação. Em outras épocas, denuncismos deste tipo obrigaram deputados a encerrar atividades semelhantes a esta, deixando milhares de pessoas sem este importante recurso. Justamente por isso, e com o profundo conhecimento da nossa equipe da Procuradoria Jurídica, todos os trâmites foram realizados dentro da legalidade. A casa de Bagé, em Porto Alegre, não será fechada por denuncismos, pois temos a nosso favor, os fatos, a cronologia dos acontecimentos e as devidas comprovações documentais.  

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